<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053</id><updated>2012-02-22T02:18:20.762-08:00</updated><title type='text'>Boletim de Historia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-3467754342136279766</id><published>2012-02-22T02:03:00.007-08:00</published><updated>2012-02-22T02:18:20.964-08:00</updated><title type='text'>Número 315</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mHAhmVXXY7U/T0S-Kx9uIJI/AAAAAAAABBQ/is_whdLd7i8/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 425px; DISPLAY: block; HEIGHT: 102px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711899319832813714" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-mHAhmVXXY7U/T0S-Kx9uIJI/AAAAAAAABBQ/is_whdLd7i8/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A Grécia ocupa lugar privilegiado na primeira parte do nosso boletim. Um artigo e uma carta aberta escrita por dois personagens magistrais daquele país nos dão conta do que está acontecendo por lá.&lt;br /&gt;Na segunda parte, indicações de dois artigos da mais alta relevância.&lt;br /&gt;Apresentamos mais duas propagandas daquela série que iniciamos no boletim 313.&lt;br /&gt;É isso ai... carnaval acabou. Como diria Drummond: E agora, José?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gveyZkTUf_k/T0S91EhMqPI/AAAAAAAABAs/YTZ4s-A-wNw/s1600/armas.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 266px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711898946856331506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-gveyZkTUf_k/T0S91EhMqPI/AAAAAAAABAs/YTZ4s-A-wNw/s320/armas.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h44pU-S1jJE/T0S98no5f9I/AAAAAAAABA4/RyOs5lu5BBQ/s1600/armas1.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711899076542955474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-h44pU-S1jJE/T0S98no5f9I/AAAAAAAABA4/RyOs5lu5BBQ/s320/armas1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h44pU-S1jJE/T0S98no5f9I/AAAAAAAABA4/RyOs5lu5BBQ/s1600/armas1.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gveyZkTUf_k/T0S91EhMqPI/AAAAAAAABAs/YTZ4s-A-wNw/s1600/armas.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 8px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711899238529379170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_cJDWhlrgmU/T0S-GDFeK2I/AAAAAAAABBE/Bu9z35IRCH4/s400/separador3.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Grécia, a receita infalível para destruir um país&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O FMI e as autoridades financeiras da União Europeia aumentam a pressão sobre a Grécia e dizem que país "ainda não reúne todas as condições" para receber ajuda. Querem mais cortes de gastos públicos. Enquanto isso, na Grécia, crescem os casos de abandono de crianças e de desnutrição infantil, o desemprego bate na casa dos 20%, as camas dos hospitais foram reduzidas em 40%, alunos não receberam livros escolares e cidadãos deficientes, inválidos ou portadores de doenças raras tiveram subsídios e medicamentos cortados. Saiba como destruir um país e seu povo em nome da austeridade.&lt;br /&gt;Marco Aurélio Weissheimer&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(veja esta matéria em &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19620&amp;amp;boletim_id=1131&amp;amp;componente_id=18040"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19620&amp;amp;boletim_id=1131&amp;amp;componente_id=18040&lt;/a&gt; , pois ela se faz acompanhar de dois vídeos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;A Grécia deveria prestar atenção no que está acontecendo em Portugal, onde o governo decidiu cumprir tudo o que a troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) exigiu e a situação econômica do país só está piorando. A advertência foi feita por Landon Thomas, colunista econômico do jornal The New York Times, em um artigo intitulado Portugal’s Debt Efforts May Be Warning for Greece. Portugal, diz Thomas, vem fazendo tudo o que a troika exigiu em troca dos 78 bilhões de euros de “resgate” liberados em maio de 2011. No entanto, o resgate está fazendo a economia do país afundar cada vez mais no buraco. Neste momento, a Grécia está sendo pressionada a seguir o mesmo caminho para garantir um “resgate” de 130 bilhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, o portal Esquerda.net destacou a advertência de Landon Thomas que vem apoiada em um dado eloquente: quando Portugal fechou o acordo para receber o “resgate” de 78 bilhões, a relação dívida/PIB do país era de 107%. Agora, a expectativa é que ela suba para 118% até 2013. Na opinião do colunista do New York Times, isso não se deve ao fato de que a dívida de Portugal está crescendo, mas sim ao encolhimento da economia do país. “Sem crescimento, a redução da dívida torna-se quase impossível”, resume. Os números mais recentes ilustram bem essa tese. O PIB português caiu 1,5% em 2011, sendo que, no último trimestre do ano passado, a queda foi de 2,7%. A taxa de desemprego no país chegou a 13,6% e o governo admite que esses números não devem melhorar em 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grécia “ainda não reuniu todas as condições”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;A resistência da Grécia em aceitar os termos exigidos pelo FMI e pela União Europeia está fazendo aumentar o tom das ameaças dirigidas contra o país. Os ministros de Finanças da zona do euro cancelaram uma reunião marcada para terça-feira (14) para discutir a situação grega alegando que o país “ainda não reuniu todas as condições” para conseguir um novo empréstimo. As autoridades monetárias europeias querem que o governo grego especifique em que áreas serão executados cortes para atingir a meta de 325 milhões anuais exigida pelo bloco europeu. O problema é onde cortar na penúria? A cobertura jornalística sobre a crise na Grécia e em outros países europeus é abundante em números, mas escassa em relatos sobre os dramas sociais cada vez maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma exceção nessa cobertura é uma matéria da BBC que fala sobre como a crise financeira grega causou tamanho desespero em algumas famílias que elas estão abrindo mão dos próprios filhos. Há casos de abandono de crianças em centros de juventude e instituições de caridade em Atenas. “No último ano, relatou à BBC o padre Antonios, um jovem sacerdote ortodoxo grego, “recebemos centenas de casos de pais que querem deixar seus filhos conosco por nos conhecerem e confiarem em nós. Eles dizem que não têm dinheiro, abrigo ou comida para suas crianças e esperam que nós possamos prover-lhes isso”. Até há bem pouco tempo, a Aldeias Infantis SOS da Grécia costumava cuidar de crianças afastadas de seus país por problemas com álcool e drogas. Agora, o problema principal é a pobreza (ver vídeo acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crescem casos de abandono e desnutrição infantil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;Segundo os responsáveis pelas Aldeias SOS está crescendo o caso também de crianças abandonadas nas ruas. De acordo com as estatísticas oficiais, 20% da população grega está vivendo na pobreza e cerca de 860 mil famílias estão vivendo abaixo da linha da pobreza. No final de janeiro, o governo grego anunciou que iria começar a distribuir vales-refeição para as crianças após quatro casos de desmaios em escolas por desnutrição. A medida, segundo o governo, seria aplicada principalmente nos bairros mais afetados pela crise econômica e pelo desemprego. Em um segundo momento, também receberiam os vales as famílias em situação econômica mais grave. “Há casos de alunos de famílias pobres que passam o dia todo na escola sem comer nada”, denunciou, em dezembro de 2011, Themis Kotsifakis, secretário geral da Federação de Professores de Ensino Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar desses relatos, para as autoridades do FMI, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, a Grécia ainda não reuniu todas as condições para receber uma nova ajuda. A perversidade embutida neste discurso anda de mãos dadas com o cinismo. No dia 24 de janeiro deste ano, Sonia Mitralia, membro do Comitê Grego contra a Dívida e do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), denunciou, diante da Comissão Social da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, em Estrasburgo, a crise humanitária sem precedentes que está sendo vivida na Grécia. Segundo ela, as medidas de austeridade propostas pela troika representam um perigo para a democracia e para os direitos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“Dizimaram toda uma sociedade europeia para nada”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;Mitralia lembrou que as próprias autoridades financeiras admitem que, se suas políticas de austeridade fossem 100% eficazes, o que não é o caso, a dívida pública grega seria reduzida para 120% do PIB nacional, em 2020, ou seja, a mesma percentagem de 2009 quando iniciou o processo de agravamento da crise. “Em resumo, o que nos dizem agora cinicamente, é que dizimaram toda uma sociedade europeia...absolutamente para nada!”. Estamos vendo agora, acrescentou, “o sétimo memorando de austeridade e destruição de serviços públicos, depois dos seis primeiros terem provado sua total ineficácia. Assiste-se a mesma cena em Portugal, na Irlanda, na Itália, na Espanha e um pouco por toda a Europa, disse ainda Mitralia: afundamento da economia e das populações numa recessão e num marasmo sempre mais profundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do abandono de crianças e da desnutrição infantil, Mitralia aponta outros deveres de casa que estão sendo cobrados da Grécia e cuja execução é considerada insuficiente: o desemprego é de 20% da população e de 45% entre os jovens; as camas dos hospitais foram reduzidas em 40%; já não há nos hospitais públicos curativos ou medicamentos básicos, como aspirinas; em janeiro de 2012, o Estado grego não foi capaz de fornecer aos alunos os livros do ano escolar começado em setembro passado; milhares de cidadãos gregos deficientes, inválidos ou que sofrem de doenças raras tiveram seus subsídios e medicamentos cortados. Mas, para o FMI e a União Europeia, a Grécia ainda não está fazendo o suficiente... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;“Os mercados estão acima de todos os homens”&lt;br /&gt;“O capital financeiro usa a arma da dívida para abolir o Estado e escravizar a população europeia”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;16/02/2012&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta aberta de Mikis Theodorakis e Manolis Glezos, reproduzida parcialmente no site da CUT&lt;br /&gt;Leia abaixo os principais trechos da carta aberta divulgada pelo renomado maestro e compositor grego Mikis Theodorakis, e por Manolis Glezos, herói grego que arrancou a bandeira nazista da Acrópole. Ambos têm mais de 80 anos e continuam nas ruas, sofrendo ao lado de seu povo a brutalidade e a covardia da repressão. Um exemplo para as novas gerações:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;“Em tempos antigos, o perdão de Solón das dívidas que obrigavam os pobres a ser escravos dos ricos – a chamada reforma Seisachtheia, assentou as bases para a aparição, na antiga Grécia, das ideias da democracia, cidadania, política e Europa: os fundamentos da cultura europeia e mundial.&lt;br /&gt;Lutando contra a classe dos ricaços, os cidadãos de Atenas assinalaram o caminho para a constituição de Péricles e a filosofa política de Protágoras, que disse: “O homem está muito acima de todo o dinheiro”.&lt;br /&gt;Hoje em dia, vemos a vingança dos endinheirados: “Os mercados estão muito acima de todos os homens” é o lema que nossos líderes políticos abraçam com tanto gosto, aliados ao demônio dinheiro como novos Faustos.&lt;br /&gt;Um punhado de bancos internacionais, agências de informação, fundos de investimento, numa concentração mundial de capital financeiro sem precedentes históricos, reivindica o poder na Europa e em todo o mundo e prepara a abolição de nossos estados e nossa democracia, com a arma da dívida, para escravizar a população europeia, colocando no lugar das imperfeitas democracias que temos a ditadura do dinheiro e a banca, o poder do império totalitário da globalização, cujo centro político está fora da Europa continental apesar da presença de poderosos bancos europeus no coração do império.&lt;br /&gt;Começaram com a Grécia, utilizada como cobaia para deslocar-se a outros países da periferia europeia e, pouco a pouco, até o centro. A esperança de alguns países europeus para escapar eventualmente demonstra que os líderes europeus se enfrentam a um novo “fascismo financeiro”, não fazendo melhor do que quando se enfrentaram à ameaça de Hitler no período entreguerras.&lt;br /&gt;Não é uma casualidade que grande parte dos meios de comunicação controlados pelos bancos tratem os países da periferia da Europa como “porcos – pigs” e sua campanha midiática, sádica e racista, vá tingida de desprezo. Seus meios de comunicação não se dirigem somente contra os gregos, mas também contra a herança grega e a antiga civilização grega. Esta opção mostra os objetivos profundos e ocultos daa ideologias e dos valores do capital financeiro, promotor de um capitalismo de destruição.&lt;br /&gt;A tentativa dos meios de comunicação alemães de humilhar símbolos, como a Acrópole ou a Vênus de Milo, monumentos que foram respeitados até mesmo pelos oficiais de Hitler, nada mais é senão expressão do profundo desprezo dos banqueiros que controlam os meios de comunicação, já não tanto contra os gregos, mas sobretudo contra as ideais de liberdade e democracia que nasceram neste país.&lt;br /&gt;O monstro financeiro produziu quatro décadas de isenção de impostos para o capital, todo tipo de “liberalização de mercado”, uma ampla desregulação, a abolição de todas as barreiras aos fluxos financeiros e às especulações, os constantes ataques contra o Estado, a compra de partidos e meios de comunicação, a apropriação do excedente por um punhado de vampiros: os bancos mundiais de Wall Street. Agora, este monstro, um verdadeiro “Estado por trás dos Estados” parece preparado para acertar um “golpe de Estado permanente” financeiro e político, e para mais de quatro décadas.&lt;br /&gt;Necessitamos criar uma frente de resistência potente contra “o império totalitário da mundialização” que está em marcha, antes que seja tarde demais.&lt;br /&gt;A Europa somente pode sobreviver se apresenta uma resposta unida contra os mercados, um desafio maior que o deles, um novo “New Deal” europeu.&lt;br /&gt;Devemos deter de imediato o ataque contra a Grécia e aos outros países da União Europeia na periferia, precisamos por fim a esta política irresponsável e criminosa de arrocho e privatização, que conduz diretamente a uma crise pior que a de 1929.&lt;br /&gt;As dívidas públicas devem ser reestruturadas de forma radical na Eurozona, especialmente às expensas dos gigantes da banca privada. Os bancos devem voltar a ser avaliados e o financiamento da economia europeia deve estar sob controle social, nacional e europeu. Não é possível deixar a chave financeira da Europa nas mãos dos bancos, como Goldman Sachs, JP Morgan, UBS, Deutsche Bank, etc …&lt;br /&gt;Temos que proibir os excessos financeiros incontrolados que são a coluna vertebral do capitalismo financeiro destrutivo e criar um verdadeiro desenvolvimento econômico em lugar de ganâncias especulativas.&lt;br /&gt;A arquitetura atual, baseada no Tratado de Maastricht e nas regras da OMC, instalou uma máquina na Europa para fabricar dívida. Necessitamos uma mudança radical de todos os tratados, a submissão do BCE ao controle político da população europeia, uma “regra de ouro” para um mínimo de nível social, fiscal e meio-ambiental da Europa.&lt;br /&gt;Necessitamos urgentemente uma mudança de paradigma, um retorno ao estímulo de crescimento através da demanda de novos programas de investimento europeus, as novas regulações, os impostos e o controle do capital internacional, uma nova forma de protecionismo suave e razoável numa Europa independente seria protagonista na luta por um mundo multipolar, democrático, ecológico e social.&lt;br /&gt;Chamamos às forças e pessoas que compartilham estas ideias a convergirem, o mais rapidamente possível, numa ampla frente de ação europeia para produzir um programa de transição, para coordenar nossa ação internacional, com o objetivo de mobilizar as forças do movimento popular, para reverter o atual equilíbrio de forças e derrotar aos atuais líderes dos nossos países, historicamente irresponsáveis, com o fim de salvar a nosso povo e a nossa sociedade antes que seja demasiado tarde para a Europa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Esta carta foi transcrita do blog do Azenha: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/os-mercados-estao-acima-de-todos-os-homens.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/denuncias/os-mercados-estao-acima-de-todos-os-homens.html&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Professores de Minas enviam carta aberta a Débora Falabella&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-carta-dos-professores-de-minas-gerais-a-debora-falabella.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-carta-dos-professores-de-minas-gerais-a-debora-falabella.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Gilson Caroni Filho: O fascismo dos meninos do Rio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/gilson-caroni-jr-o-fascismo-dos-meninos-do-rio.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/denuncias/gilson-caroni-jr-o-fascismo-dos-meninos-do-rio.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Meu amigo Marcos Lopes, uma autoridade em história política, lançando mais um livro:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 305px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711898703553006898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ep22K1gIi-Q/T0S9m6JKjTI/AAAAAAAABAg/Xh15M1zvLl4/s400/O%252520imagin%25C3%25A1rio%252520da%252520realeza%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;XXI Encontro Estadual de História ANPUH-São Paulo&lt;br /&gt;Trabalho, Cultura e Memória&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;UNICAMP- 3 a 6 de setembro de 2012&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES DE PROPOSTAS DE SEMINÁRIOS TEMÁTICOS E MINICURSOS&lt;br /&gt;27 de fevereiro a 27 de março de 2012.&lt;br /&gt;As inscrições serão efetuadas SOMENTE através do site &lt;a href="http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/"&gt;http://www.encontro2012.sp.anpuh.org/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;GT de Ensino irá promover no dia 14 de abril de 2012 das 9h às 12h30 uma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Oficina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que visa apresentar trabalhos relacionados a Lei 2003-10.639 e Lei 11645 de 2008.&lt;br /&gt;Nessa Oficina haverá apresentações de trabalhos dos professores da rede que trabalham ou trabalharam com a Lei 2003-10.639 e Lei 11645 de 2008.&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHO: até o dia 04 de abril de 2012.&lt;br /&gt;INSCRIÇÕES PARA OUVINTES: até o dia 13 de abril de 2012.&lt;br /&gt;As fichas de inscrição estão disponíveis no site da ANPUH-São Paulo e deverão ser enviadas preenchidas para o email da ANPUH-São Paulo anpuhsp@usp.br&lt;br /&gt;PARA MAIORES INFORMAÇÕES ENTRE NO SITE DA ANPUH-São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.anpuhsp.org.br/"&gt;http://www.anpuhsp.org.br/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Cátedra Ruth Cardoso na Universidade de Columbia - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Seleção de Bolsas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A Cátedra Fulbright Dra. Ruth Cardoso , na Universidade de Columbia, New York, destina-se a professores e pesquisadores brasileiros com comprovada experiência nas Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em História do Brasil, Antropologia e Sociologia. Será dada preferência a candidatos que atuem nas áreas de história do Brasil, antropologia, e sociologia, com enfoque em movimentos sociais contemporâneos.&lt;br /&gt;Requisitos para candidatura:&lt;br /&gt;- Ter concluído seu doutorado após 1994 e antes de 2005&lt;br /&gt;- Ter nacionalidade brasileira&lt;br /&gt;- Não possuir nacionalidade estadunidense&lt;br /&gt;- Estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes&lt;br /&gt;- Possuir atuação acadêmica qualificada na área e reconhecida competência profissional, com produção intelectual consistente&lt;br /&gt;- Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho nas atividades previstas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benefícios:&lt;br /&gt;- Bolsa mensal de US$ 5.000, por até nove meses&lt;br /&gt;- Auxílio-instalação de US$ 2.000&lt;br /&gt;- Seguro-saúde&lt;br /&gt;- Passagem aérea de ida e volta&lt;br /&gt;- Moradia no campus, sem custos para o bolsista; acesso aos serviços e instalações da Universidade de Columbia, NY, de acordo com o padrão oferecido a professores visitantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;Cátedra Ruth Cardoso na Universidade de Columbia - Seleção de Bolsas&lt;br /&gt;Quando: até 29 de fevereiro de 2012&lt;br /&gt;Onde: Increva-se por aqui https://apply.embark.com/student/fulbright/scholars/30/&lt;br /&gt;Quanto: Inscrição Gratuita&lt;br /&gt;Informações: &lt;a href="mailto:glayna@fulbright.org.br"&gt;glayna@fulbright.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Rede de História Contemporânea&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I Congresso Anual de História Contemporânea&lt;br /&gt;Lisboa, 18 e 19 de Maio de 2012&lt;br /&gt;&lt;a href="http://congressohistoriacontemporanea.blogspot.com/"&gt;http://congressohistoriacontemporanea.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa (CEHCP), do Instituto Universitário de Lisboa, o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi), o Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR), da Universidade Católica Portuguesa, o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), da Universidade de Coimbra, o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Gabinete de História Econômica e Social(GHES), do Instituto Superior de Economia Gestão da Universidade Técnica de Lisboa e o Instituto de História Contemporânea (IHC), da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa entenderam associar-se no sentido da constituição de uma Rede de História Contemporânea.&lt;br /&gt;A Rede de História Contemporânea visa promover o aprofundamento de estudos e cooperação na promoção, realização e divulgação de actividades no campo da História Contemporânea no contexto nacional e internacional.&lt;br /&gt;As referidas unidades de investigação definiram um conjunto de iniciativas destinadas a desenvolver e materializar os propósitos acima referidos, entre as quais se inclui um Congresso Anual de História Contemporânea, dedicado à apresentação de estudos no domínio da História Contemporânea. Os Congressos realizar-se-ão tendencialmente em Maio. A sua organização envolverá a colaboração de pelo menos duas unidades de investigação, devendo-se assegurar a rotatividade possível quanto à organização e local.&lt;br /&gt;O I Congresso Anual de História Contemporânea realizar-se-á em 2012, organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), e pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH – UNL. O Congresso terá lugar em Lisboa, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, nos dias 18 e 19 de Maio.&lt;br /&gt;O Congresso compreende um conjunto de conferências proferidas por especialistas convidados e um espaço para a apresentação e debate de comunicações submetidas através de call for papers.&lt;br /&gt;Fevereiro de 2012&lt;br /&gt;I Congresso Anual de História Contemporânea&lt;br /&gt;Call for papers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Nova de Lisboa&lt;br /&gt;18 e 19 de Maio de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Call for papers&lt;br /&gt;Submissão de propostas: 29 de Fevereiro a 15 de Abril de 2012&lt;br /&gt;Data de comunicação do resultado da submissão: 30 de Abril&lt;br /&gt;Enviar: título da comunicação, resumo (700 palavras), currículo acadêmico (1 página)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I Congresso Anual de História Contemporânea dedica-se à apresentação de estudos no domínio da História Contemporânea.&lt;br /&gt;O Congresso reúne intervenções proferidas por conferencistas convidados e a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers.&lt;br /&gt;Línguas do congresso: Português, Inglês, Francês e Espanhol.&lt;br /&gt;O resumo da comunicação não deve ultrapassar as 700 palavras.&lt;br /&gt;Aos oradores cujas comunicações sejam aceites para o Congresso será pedido um texto para publicação, com o limite de 3000 palavras, até ao dia 30 de Junho de 2012. Cada comunicação terá a duração de 20 minutos.&lt;br /&gt;A seleção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade e diversidade dos trabalhos.&lt;br /&gt;Por favor envie a sua identificação (nome, filiação institucional e endereço eletrônico) e o resumo da comunicação por e-mail para:&lt;br /&gt;I Congresso Anual de História Contemporânea&lt;br /&gt;Instituto de História Contemporânea&lt;br /&gt;Faculdade de Ciências Sociais e Humanas&lt;br /&gt;Universidade Nova de Lisboa&lt;br /&gt;Av. de Berna, 26-C&lt;br /&gt;1069-061 LISBOA&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:congressohistoriacontemporanea@gmail.com"&gt;congressohistoriacontemporanea@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-3467754342136279766?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/3467754342136279766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-315.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/3467754342136279766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/3467754342136279766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-315.html' title='Número 315'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mHAhmVXXY7U/T0S-Kx9uIJI/AAAAAAAABBQ/is_whdLd7i8/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-5745570579267525945</id><published>2012-02-14T13:25:00.011-08:00</published><updated>2012-02-14T14:02:57.040-08:00</updated><title type='text'>Numero 314</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-akOU3uGQcK0/TzrSR5R6ruI/AAAAAAAABAU/I_4dnI65xoE/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 425px; DISPLAY: block; HEIGHT: 103px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106682521104098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-akOU3uGQcK0/TzrSR5R6ruI/AAAAAAAABAU/I_4dnI65xoE/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Neste número, continuamos apresentando algumas propagandas do século passado, que demonstram atitudes e comportamentos hoje universalmente recusados.&lt;br /&gt;Também apresentamos algumas fotos de Tiradentes, cidade que revisitamos o fim de semana passado. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Na primeira parte, um artigo comenta sobre o novo nacionalismo alemão e o ex-aluno, agora mestre Hercules Pimenta discute questões relativas à extensão universitária. Também falamos sobre a crise na Grécia.&lt;br /&gt;Na segunda parte, indicações de boas leituras. Na terceira parte, o novo número da revista Ciência Hoje e o lançamento de um livro de nossa colega Helena Campos. No final, o Café História e o Informativo da ANPUH.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106622289961426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-42LLZcJL6_U/TzrSOY5sYdI/AAAAAAAABAI/ORcGdAx0o5Q/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6UVRD62dTbg/TzrR62yaBmI/AAAAAAAAA_w/sUiXFquNkmE/s1600/cigarro1a.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106286715078242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-6UVRD62dTbg/TzrR62yaBmI/AAAAAAAAA_w/sUiXFquNkmE/s320/cigarro1a.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RnEpRaZLq9s/TzrRzTGzKuI/AAAAAAAAA_k/oPiXdqHyE90/s1600/cigarro1.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106156877851362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-RnEpRaZLq9s/TzrRzTGzKuI/AAAAAAAAA_k/oPiXdqHyE90/s320/cigarro1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RnEpRaZLq9s/TzrRzTGzKuI/AAAAAAAAA_k/oPiXdqHyE90/s1600/cigarro1.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RnEpRaZLq9s/TzrRzTGzKuI/AAAAAAAAA_k/oPiXdqHyE90/s1600/cigarro1.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106456757616210" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-xZrcaJOK4CE/TzrSEwPtPlI/AAAAAAAAA_8/nU_N1X_Nzt0/s320/cigarro3.png" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Angela Merkel e o novo nacionalismo alemão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há um outro tipo de nacionalismo em ascensão na Alemanha. É um nacionalismo baseado no que se pode chamar “as virtudes teologais do capitalismo alemão”. A Alemanha deve servir de exemplo para a Europa e para o mundo, graças à sua contenção, à sua fidelidade aos “planos de austeridade”, ao seu exemplo de ter comprimido salários e aumentado a idade da aposentadoria, ao seu exemplo de uma fidelidade à toda prova ao ideário liberal de von Hayek, que permanece hegemônico nas suas universidades. O artigo é de Flávio Aguiar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;“Nacionalismo” é uma palavra maldita nestas Europas. É associada, sistematicamente, a fanatismo, racismo, xenofobia, extrema-direita, populismo. Uma grande parcela da intelectualidade européia (e latino, norte-americana e também brasileira) chegou a decretar que a palavra “nação” deveria ser deletada dos dicionários, em tempos de criação da União Européia, do fim do comunismo, e do fim da história (lembram desse fim?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de que as nações continuassem a emitir passaportes, letras do tesouro (como hoje), dinheiro (como hoje), contrair empréstimos (como hoje), etc. E a fazer guerras horrendas, como nos Bálcãs. Aquela grande parcela preferia fixar-se nos seus avatares semânticos a analisar o que acontecia além das lindes dos campi universitários – lá fora – no mundo, por assim dizer. Preocupações identitárias também passaram a ser anátema: coisa de “latino-americanos retardatários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nacionalismos não desapareceram. Nem as nações. Basta olhar hoje a Europa que treme sob a adrenalina quinzenal que os problemas do euro derramam nas bolsas, nos parlamentos, e nas veias do mundo inteiro. A City londrina recusa-se a se colocar sob a supervisão financeira de Bruxelas e Frankfurt. Nicolas Sarkozy se viu forçado a aceitar a liderança germânica na frente européia – mas resmungando – e isso pode lhe custar a reeleição em abril/maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente do parlamento grego, nesta terça-feira, manifestantes queimaram uma bandeira alemã. A zona do euro soçobra devido à disparidade nas diversas políticas econômicas nacionais postas em curso sob o escudo único da nova moeda. Não só isso: depois de um documento confidencial do Ministério das Finanças alemão recomendar a nomeação de um interventor financeiro na Grécia (depois da “troika”, o Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Européia, ter nomeado um interventor no governo), a dupla Merkozy aventou a proposta de criar uma “conta bancária bloqueada” para depositar as ajudas financeiras àquele país, só liberando-se fundos com a anuência dos administradores do bloqueio, ou seja, a “troika”, ou seja, Merkozy, ou seja, Ângela Merkel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há um país em que esses “nacionalismos” não parecem ter eco: a Alemanha. Claro: existe o velho nacionalismo rançoso de extrema direita, neo-nazi. Mas ele é minoritário, embora perigoso. Claro: existe a xenofobia difusa que vê no estrangeiro, particularmente no imigrante muçulmano, uma ameaça, assim como existe um racismo difuso no Brasil. Mas não é a isso que me refiro. Outro tipo de nacionalismo está em ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um nacionalismo baseado no que se pode chamar “as virtudes teologais do capitalismo alemão”. A Alemanha deve servir de exemplo para a Europa e para o mundo, graças à sua contenção, à sua fidelidade aos “planos de austeridade”, ao seu exemplo de ter comprimido salários e aumentado a idade da aposentadoria, ao seu exemplo de uma fidelidade à toda prova ao ideário liberal de von Hayek, que permanece hegemônico nas suas universidades, no pensamento econômico e na vulgata midiática sobre a crise européia, um ideário a que mesmo o social-democrata SPD e o anti-atômico Partido Verde parecem ter sucumbido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “fidelidade virtuosa” tudo justifica – inclusive a intervenção alemã nos assuntos internos de outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira o jornal conservador “Die Welt” publicou um editorial justificando a intervenção de Ângela Merkel na próxima eleição francesa. Seus termos são exemplares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É digno de elogios que o Ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, tenha observado, quanto à campanha de Merkel a favor de Sarkozy, que o governo alemão não é candidato na eleição francesa. No entanto, nesta nova e mudada Europa, ele o é, na verdade. Sobretudo por causa do futuro que Merkel vê para o Continente. Uma visão que os socialistas franceses não compartilham. Nunca antes a Alemanha interferiu tão fundo na política interna francesa. Quebrou-se um tabu, mas o momento foi oportuno. O candidato socialista, François Hollande, com seu retorno ao calendário esquerdista dos anos 70, confunde os eleitores de todos os modos possíveis, com suas promessas de campanha, que contrariam toda a razão econômica. O Programa dos 60 Pontos, de Hollande, é uma seleta do populismo de esquerda. No futuro, os franceses poderão de novo se aposentar aos 60 anos, os impostos deverão ser fartamente aumentados, o setor público incrementado, os mercados financeiros regulamentados e os bancos fragmentados. Dado esse socialismo retrô, não surpreende que ele queira denegar o pacto fiscal e introduzir as letras do euro (“euro bonds”) e, é claro, usar o Banco Central Europeu como uma impressora de dinheiro. A vitória de Hollande significaria o fim da liderança franco-alemã na Europa. Embora apenas os 45 milhões de eleitores franceses possam depositar seus votos nas urnas, a votação é importante para todos na Europa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O editorial, convenhamos, é brilhantemente claro na sua pregação desabusada e arrogante, e não deixa dúvidas, pelas afirmativas que faz sobre a possível futura França, devendo-se se assumir as negativas na Alemanha da hegemonia conservadora. Ou seja, a Alemanha deve ser o país exemplar onde os impostos retroagem, onde o mundo financeiro não tem regulamentação, o setor público encolhe, as aposentadorias são restringidas, e os bancos imperam, unidos e protegidos. E este é o universo ideal, “prächtig” (vistoso, magnífico, faustoso, suntuoso, excelente) para a Europa e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome dele, que se intervenha na França e que se esmigalhe a Grécia.&lt;br /&gt;Essa euforia conservadora dá frutos à chanceler alemã. Numa pesquisa divulgada na quarta-feira, seu partido, a CDU/CSU, aparece com 38% das intenções de voto, tendo crescido 2 pontos percentuais. Em compensação, seu parceiro de coligação, o FDP, aparece com 3%. Ou melhor, “desaparece”, pois com esse percentual não atingiria a cláusula de barreira e ficaria de fora do futuro Bundestag.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SPD social-democrata tem 27%, e os Verdes caem alguns pontos para 13%.&lt;br /&gt;A Linke fica estável em 8% e, o surpreendente Partido Pirata aparece com 7%. Depois de conquistar cadeiras no Parlamento de Berlim, os Piratas teriam, pela primeira vez, uma representação num parlamento nacional de país europeu – e logo no Bundestag.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse resultado (a eleição é em 2013) o mais provável é que voltasse a se formar uma “Grande Coalizão”, ou seja, um governo CDU/CSU + SPD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse seria o ideal para esse novo nacionalismo difuso alemão, proclamado virtuosamente pelo Die Welt (“O Mundo”, lembrando que Welt, em alemão, é palavra feminina). Inclusive porque neutralizaria o novo perigo que se avizinha. Mesmo com resistências ao “radicalismo” francês, o SPD se posicionou a favor de Hollande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem se o “mau exemplo esquerdista” deste pega do lado de cá do Reno! Aquela sacrossanta “razão econômica” iria para o beleléu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Atenas arde em protestos contra política da "troika"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Grécia viveu neste domingo os mais violentos protestos dos últimos meses contra as políticas impostas ao país pela chamada "troika" (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). Em meio a violentos protestos, o parlamento grego aprovou um novo "pacote de austeridade", que resultará em milhares de demissões e cortes de gastos públicos. No início da noite, vários prédios históricos de Atenas estavam em chamas e os manifestantes enfrentavam a polícia com pedras e coqueteis molotov.&lt;br /&gt;Esquerda.net (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;WWW.cartamaior.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Dezenas de milhares de pessoas compareceram à maior manifestação em Atenas contra a austeridade e os cortes de gastos públicos aprovados neste domingo no parlamento grego. A multidão dispersou da Praça Syntagma quando a polícia a atacou com gás lacrimogêneo, mas muitos grupos permaneceram no centro de Atenas enfrentando a polícia com pedras e coqueteis molotov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manolis Glezos, o herói da resistência grega ao nazismo e membro do Syriza, perguntava à imprensa "como é possível implementar estas medidas com gás lacrimogéneo?". "Elas não têm o voto do povo grego", acrescentou este militante de 90 anos, ainda com a máscara de gás colocada e dificuldade em respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro veterano nesta manifestação contra o governo da troika foi o compositor Mikis Theodorakis. Foi quando se preparava para dirigir à multidão na Praça Syntagma que a polícia começou a disparar o gás lacrimogêneo. Aos microfones duma rádio grega, uma porta-voz de Theodorakis acusou a polícia de "tentativa de assassinato" por ter tentado deliberadamente atingir o compositor de 86 anos. Em declarações aos jornalistas, Theodorakis afirmou-se confiante que "o povo vencerá", tal como aconteceu contra os nazis e a junta militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o centro de Atenas ficou sob a nuvem do gás policial e os focos de incêndio estão também disseminados, com os confrontos sem fim à vista. Ao fim da tarde, estavam encerradas quatro estações de metrô no centro de Atenas por ordem da polícia. O líder sindical do metrô disse que os trabalhadores não viam razões para o encerramento e que a intenção da polícia era impedir as pessoas de chegarem à Praça. Entretanto, a outra manifestação da tarde, convocada pela central sindical PAME, dirigia-se para a Praça Syntagma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do Parlamento, o debate teve início depois das 15h, com o ministro das Finanças tentando explicar aos deputados a pressa para aprovar a proposta até à meia noite de domingo. Um deputado independente questionou o parlamento sobre se tinha a certeza do que estava para ser votado, quando há várias falhas no documento, incluindo partes em que aparece "XX" em vez do número da quantia a que se refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia parlamentar também foi marcado pela tomada de posse de alguns deputados, em substituição daqueles que se demitiram em protesto contra o pacote de austeridade que vai reduzir o salário mínimo, despedir milhares de funcionários públicos e cortar ainda mais na Saúde e gastos sociais. Mas há casos em que o substituto, em vez de vir apoiar o governo cada vez mais frágil, toma posse para votar contra o seu partido. É o que acontece à atriz Anna Vagena, da lista do PASOK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, era já conhecida a oposição de mais de dez deputados do PASOK, que se tem afundado nas sondagens nos últimos meses, e mesmo da Nova Democracia, incluindo o líder parlamentar e os deputados responsáveis pelos assuntos da Defesa e do Interior. A extrema-direita do LAOS, que retirou o apoio ao Governo de Lucas Papademos, também votará contra, à exceção dos seus antigos ministros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709106029442431394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-heOJ50wWyl8/TzrRr4X0-aI/AAAAAAAAA_Y/xgZPk5C9VA4/s400/matriz%2Bsanto%2Bantonio%2Btiradentes.jpg" /&gt; Igreja de Santo Antônio, Tiradentes, MG. Foto: RMF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Pensando a EDUCAÇÃO e a EXTENSÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hercules Pimenta dos Santos*&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#333399;"&gt;Entendemos que a educação é uma das faces mais presentes na extensão universitária. Assim, nos voltamos a ela no interior da universidade pública visualizando o seu caráter formador. Estudantes envolvidos com temáticas diversificadas são contemplados com a oportunidade de se aproximar de realidades, demandas e movimentos sociais e de estabelecer um contato mais estreito com as necessidades de produção do conhecimento que deve ser revertido em favor da humanidade.&lt;br /&gt;Nesse sentido, a extensão universitária, como processo educativo, abrange ações frente às demais áreas de sua atuação, propiciando a criação de propostas interdisciplinares que permitem experimentações metodológicas, além da possibilidade de identificar, empiricamente, novos problemas para estudos e pesquisas.&lt;br /&gt;O programa de ensino, pesquisa e extensão Pensar a Educação Pensar o Brasil 1822-2022 vem sendo desenvolvido desde o ano de 2007, articulando projetos em torno da educação pública. Suas ações são desenvolvidas por grupo multidisciplinar de professores e alunos, dos níveis de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado da UFMG que atuam em diferentes áreas do conhecimento, como Pedagogia, Educação Física, História, Letras e Comunicação Social, em sua maioria vinculados ao Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação da Faculdade de Educação da UFMG.&lt;br /&gt;É importante refletir sobre o papel da universidade pública, o conhecimento que produz e a responsabilidade de integrar tal produção socialmente. É necessário pensar esse processo em uma perspectiva de integração, o que pressupõe uma ação interdisciplinar. A interdisciplinaridade não pretende unificar os saberes, mas se propõe a mediar e articulá-los com suas disciplinas para a construção de termo conceitual e metodológico capaz de facilitar a compreensão de realidades complexas. O objetivo é estabelecer vinculações entre essas disciplinas, construindo referências conceituais e metodológicas e promovendo diálogos e trocas entre campos disciplinares.&lt;br /&gt;Pretendemos aproveitar o período que antecede as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, em 2022, para propor ações que estimulem a reflexão sobre a contribuição da educação para a construção de um país mais justo e igualitário. De acordo com o principal idealizador do programa, o professor Luciano Mendes de Faria Filho, “entendemos que uma das maneiras de projetar alternativas viáveis para a construção de um país mais democrático e igualitário é, justamente, o esforço para pensar os nossos problemas de maneira plural e diversificada, fugindo de lugares comuns e das soluções fáceis”.&lt;br /&gt;O programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil 1822-2022 é organizado por um conjunto de ações articuladas. O seminário anual, realizado desde 2007, tem suas palestras integradas ao currículo do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da UFMG, admitindo, além dos alunos regularmente matriculados nos cursos de mestrado e doutorado em Educação e de outros cursos da Universidade, em caráter de disciplina optativa, o ingresso de pessoas graduadas em qualquer instituição de ensino superior na condição de isolada. Tal atividade é importante para a futura atuação profissional desse público por oferecer maior compreensão da realidade de vários grupos, seus saberes e manifestações culturais.&lt;br /&gt;O segundo projeto é a publicação de livros da Coleção Pensar a Educação Pensar o Brasil, parceria com a Mazza Edições, de Belo Horizonte. Trata-se de material de significativa contribuição para o pensamento e as práticas educativas. É uma produção portadora de representações e valores predominantes de períodos de uma sociedade que, simultaneamente à historiografia da educação e da teoria da história, permitem revisar intenções e projetos de construção e de formação social no Brasil.&lt;br /&gt;Um programa de rádio é o terceiro projeto. Ele é transmitido pela rádio UFMG Educativa, 104,5 FM, ao vivo, toda segunda feira, das 20h às 22h. Desde setembro de 2007, mais de 200 edições já foram ao ar.&lt;br /&gt;O quarto projeto integrado ao nosso programa é a manutenção de um website. Entendemos que se trata de uma forma de possibilitar fundamental aproximação com diversos tipos de público, provenientes de todos os lugares. Ainda nos conteúdos disponibilizados pela rede mundial de computadores, procuramos nos beneficiar do advento da Internet 2.0.&lt;br /&gt;Como pressupõem alguns autores, estamos migrando de um espaço virtual correspondente a uma coleção de websites de consulta para uma plataforma inteligente, da qual seus utilizadores finais podem, ao mesmo tempo, ser consumidores e fornecedores de informação. Dessa forma, convidamos o nosso público a realizar uma interação mais dinâmica por intermédio de algumas redes sociais: Facebook, Orkut e Twitter.&lt;br /&gt;O que buscamos é cumprir o compromisso da universidade pública com a produção e divulgação do conhecimento. Retomamos a ideia de que a função da universidade é produzir conhecimento e ser o espaço da crítica qualificada, e não o de operacionalizar as políticas públicas. Nesse sentido, assumimos a extensão como princípio fundamental de formação diferenciada e da possibilidade de produzir novas pesquisas derivadas da relação da universidade com a sociedade.&lt;br /&gt;Com as ações aqui relatadas, desenvolvidas de forma presencial e, por meio de diversas mídias, buscamos democratizar o acesso ao debate educacional, às pesquisas e ao conhecimento, ampliando o número de pessoas interessadas em pensar e discutir a educação pública no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Mestre pela Faculdade de Educação da UFMG, especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância pela Universidade Federal Fluminense e professor da pós-graduação e de cursos de extensão da Faculdade Milton Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709105927386089682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-slHG6Yjfi_w/TzrRl8LsyNI/AAAAAAAAA_M/IwhIloewBNg/s400/teto%2Bigreja%2Brosario%2Btiradentes.jpg" /&gt; Teto da Igreja do Rosário, Tiradentes, MG - Foto: RMF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;2. VALE A PENA LER&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Portugal vive o maior protesto dos últimos 30 anos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais de 300 mil pessoas encheram o Terreiro do Paço na maior manifestação já vista em Lisboa nos últimos 30 anos. "O FMI não manda aqui" foi a palavra de ordem ouvida durante o discurso do líder da Confederação Geral dos Trabalhadores de Portugal (CGTP), Armenio Carlos, que defendeu a renegociação da dívida porque o país precisa "que lhe tirem a corda da garganta".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19602&amp;amp;boletim_id=1127&amp;amp;componente_id=17953"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19602&amp;amp;boletim_id=1127&amp;amp;componente_id=17953&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Grécia como um modelo em escala para a Europa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;A Grécia não tem peso suficiente para desequilibrar financeiramente a Europa, pois representa apenas algo como 2% da eurozona, mas o que acontece nela é uma espécie de modelo em escala reduzida do cenário europeu e norte-americano que inevitavelmente seguirá o curso que ela tomar. Os neoliberais incrustados no Banco Central Europeu, na Comissão Europeia e no FMI tentam proteger de perda total a finança privada inflada pela maior especulação da história do capitalismo. Dificilmente serão bem sucedidos. O artigo é de J. Carlos de Assis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19608&amp;amp;boletim_id=1128&amp;amp;componente_id=17976"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19608&amp;amp;boletim_id=1128&amp;amp;componente_id=17976&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Globo, Folha, Bradesco e delegado do DOPS: Lembranças dos 'bons tempos da ditadura'...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A repórter Marina Amaral fez uma excelente reportagem com um dos poucos delegados do DOPS ainda vivos, José Paulo Bonchristiano.&lt;br /&gt;Leia em: &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/globo-folha-bradesco-e-delegado-do-dops.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/globo-folha-bradesco-e-delegado-do-dops.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Privatização ou concessão?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Chamada na primeira página de O Globo deixa cair a máscara&lt;br /&gt;A mídia corporativa (a serviço dos tucanos) continua tentando vender gato por lebre ou lebre por gato (depende se você pretende caçar ratos ou almoçar à provençal), no caso das concessões dos aeroportos pelo governo Dilma.&lt;br /&gt;Leia em: &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/privatizacao-ou-concessao-chamada-na.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/privatizacao-ou-concessao-chamada-na.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;A REA 129, Fevereiro de 2012, está on-line.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Leia nesta edição o DOSSIÊ JUVENTUDE &amp;amp; SOCIEDADE”, organizado pelos professores Nildo Viana (UFG) e Flávio Sofiati (UFG).&lt;br /&gt;Agradecemos aos organizadores do DOSSIÊ, aos Consultores Ad hoc, à Comissão Editorial e a todos que contribuíram para a publicação de mais este número da REA.&lt;br /&gt;Acesse &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current&lt;/a&gt; para ler os artigos publicados.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Muito além de Olga&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;por JACQUES GRUMAN&lt;br /&gt;É curioso. Um filme que retrata a vida de uma revolucionária, Olga, de Jayme Monjardim, foi exaltado por setores da comunidade judaica que nunca esconderam suas predileções conservadoras. Olga Benário Prestes virou celebridade instantânea, personagem cult, irmã judia. Que elixir milagroso destruiu preconceitos ideológicos e jogou Olga nos braços dos inimigos de suas idéias? Como diria o Barão de Itararé, há algo no ar além dos aviões de carreira... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2012/02/04/muito-alem-de-olga/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2012/02/04/muito-alem-de-olga/&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A história já o absolveu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O juiz Baltasar Garzón foi condenado por herdeiros da Santa Inquisição. Este homem digno, que poderosos odeiam, é um cidadão do mundo. Por Mario Wainfeld&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Etiópia: celeiro de culturas, latrina do mundo branc&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;o&lt;br /&gt;Uma brasileira visita país africano onde religiões e mitos ocidentais se encontram, marcados pela negritude e sob crescente influência chinesa. Por Fabiane Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os EUA na segunda armadilha de Bin Laden&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Immanuel Wallerstein antecipa: depois de perder influência sobre Paquistão, Washington arrisca-se a ficar sem um aliado ainda mais estratégico: a Arábia Saudita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O dia em que Portinari não pisou em Nova York&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;No cinquentenário de sua morte, vale (re)ler perfil de pintor que nunca renegou suas convicções políticas, e as atribuía a algo mais profundo que a razão Por Marília Balbi&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Joana d´Arc enviou este vídeo; vale a pena ver:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/embed/nGeXdv-uPaw"&gt;http://www.youtube.com/embed/nGeXdv-uPaw&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 175px; DISPLAY: block; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709105776428495506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z9rCsPXAUpE/TzrRdJ0mspI/AAAAAAAAA-0/Otoxv71OXIE/s400/livro%2Bhelena.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viagem pela Estrada Real&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Helena Guimarães Campos&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;Preço: R$ 30,00&lt;br /&gt;O professor Rui organizou uma atividade super-legal: um passeio em um antigo trecho da Estrada Real, com direito a banho em cachoeira e visita a uma pousada. Seus alunos estão animados, mas nem desconfiam de que viverão uma aventura fantástica. Ao entrar em uma gruta, um grupo de adolescentes voltará ao século XVIII e enfrentará uma quadrilha de assaltantes que atuava no Caminho Novo, uma das estradas reais do período colonial. Como viviam as pessoas naquela época? Que mudanças eles perceberão nas paisagens daquele caminho? O que Tiradentes tem a ver com essa história? Será que os garotos vão escapar dos bandidos? Como eles conseguirão regressar ao século XXI? E que explicação eles encontrarão para tão estranhos acontecimentos? Embarque nessa aventura bem humorada com os oito amigos adolescentes. Você vai se identificar com eles a ponto de se sentir vivenciando os perigos e as mais incríveis situações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 149px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709105835771242770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-XeEJX1ZoiJE/TzrRgm5BKRI/AAAAAAAAA_A/AbMtX8QSs0I/s400/capa289.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nas bancas o número 289 da revista &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Ciência Hoje:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Em 2008, o mundo assistiu ao início de uma das maiores crises econômicas da história. Seus efeitos espalharam-se rapidamente pelos Estados Unidos e Europa, atingindo em menor medida países emergentes. Já o Brasil tem presenciado avanços econômicos e sociais significativos nos últimos anos. Nesta edição da CH, três especialistas refletem, sob perspectivas diferentes, sobre como os avanços econômicos e sociais que o Brasil tem vivido podem ser afetados pelos abalos à economia mundial e até que ponto o país é vulnerável. O novo número traz ainda reflexão sobre o ensino de música obrigatório, na prática, e artigo sobre fraude e plágio nas ciências humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;4. CAFÉ HISTORIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DESCONTO EM LIVROS: 20% PARA LEITORES DO CAFÉ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Café História fez um novo acordo com a Editora Contexto para que você, leitor do Café, aumente os títulos de história e ciências humanas em sia biblioteca. Isso mesmo! O leitor do Café História possui 20% de desconto em qualquer livro comprado no site da Editora. Para isso, basta digitar, no momento da compra, o cupom promocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui utilizar o desconto: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/descontoemlivros"&gt;http://cafehistoria.ning.com/descontoemlivros&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVOS VÍDEOS: HISTORIADOR FRANCISCO CARLOS TEIXEIR&lt;/strong&gt;A&lt;br /&gt;Em recente entrevista ao canal Globo News, o historiador Francisco Carlos Teixeira, professor do Instituto de História da UFRJ, falou sobre a morte de Osama Bin Laden pelo exército americano, em setembro de 2011, data em que os ataques terroristas contra os Estados Unidos completaram 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para assistir: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/video/entrevista-com-o-historiador-francisco-carlos-teixeira"&gt;http://cafehistoria.ning.com/video/entrevista-com-o-historiador-francisco-carlos-teixeira&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURAL DO HISTORIADOR: REVISTA DE TEORIA DA HISTÓRIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já está online o novo número da revista acadêmica "Expedições: Teoria da História &amp;amp; Historiografia", publicação semestral do Grupo de Estudos em Teoria da História e Historiografia (GETH) em parceria com o departamento de História da Universidade Estadual de Goiás e Unidade Universidade de Jussara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira esse lançamento: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FÓRUM EM DESTAQUE: DOCUMENTÁRIOS EM SALA DE AULA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que documentários você costuma utilizar em suas aulas? Este é o tema do novo fórum do Café História. O uso de documentários, curtas ou longas, vem se tornando uma opção didática cada vez mais importante para professores em sala de aula. E você, professor, que experiências você pode compartilhar? Costuma passar muitos documentários? Quais? Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe do fórum clicando aqui: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/que-documentarios-voce-costuma-utilizar-em-suas-aulas"&gt;http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/que-documentarios-voce-costuma-utilizar-em-suas-aulas&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINE HISTÓRIA: A SEPARAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, o iraniano “A Separação” já aparece na lista de melhor filme de 2012 de muitos críticos brasileiros. O filme conta a história da separação de Nader e Simin. Nadim é um atencioso pai que não aceita o deseja da esposa Somin em se mudar para o estrangeiro com a filha. Justifica dizendo que precisa cuidar do pai, que sofre de Alzheimer. Ao se envolver em um acidente doméstico, no qual sua diarista perde o bebê, se vê envolvido em uma situação que mudará a sua vida e daqueles que estão ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para ler mais sobre o filme: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOCUMENTO HISTÓRICO: CHUVA NO ÚLTIMA HORA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 1965, o Rio de Janeiro sofria com um forte temporal, que alugou cidade, desesperou pessoas e mostrou, mais uma vez, a sua preocupante infraestrutura em situação de chuva forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para conferir o documento: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: EX-SENADOR DIZ QUE COPA DE 78 FOI ACORDADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A polêmica goleada por 6 a 0 da Argentina sobre o Peru, no quadrangular semifinal da Copa do Mundo de 1978, ganhou uma nova versão. O ex-senador peruano Genaro Ledesma, opositor do regime de Francisco Morales Bermúdez à época, afirmou na última terça-feira que o resultado da partida foi previamente combinado como parte de um acordo entre os governos dos dois países, comandados então por ditaduras militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para ler a notícia completa: http//cafehistoria.ning.com [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESENHA DE LIVRO: O COFRE DO DR.RUI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seção de resenhas literárias do Café História, o comentado livro “O Cofre do Dr.Rui”, do jornalista Tom Cardoso. O livro conta a história do maior assalto da luta armada brasileira, realizado pela Var-Palmares da de Dilma Rousseff. Em prosa bem cadenciada, o livro é uma peça muito bem feita de reportagem histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para ler sobre o livro: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/o-cofre-do-dr-rui"&gt;http://cafehistoria.ning.com/o-cofre-do-dr-rui&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURAL DO HISTORIADOR: NELSON RODRIGUES RARO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carlos Fico, historiador da UFRJ e editor do blog Brasil Recente, descobriu recentemente, no Arquivo Nacional dos Estados Unidos, um raro filme com Nelson Rodrigues. Filmado em 1968, "Fragmentos de Dois Escritores" foi feito pelo dramaturgo João Bethencourt (1924-2006) e traz um pouco do dia a dia e entrevistas com Nelson e com o dramaturgo norte-americano Edward Albee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais e ver o vídeo, acesse: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTO EM DESTAQUE: RECUSA A SAUDAÇÃO NAZISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma fotografia tirada em 1936 no Porto de Hamburgo se tornou um verdadeiro viral em redes sociais como o Facebook. A imagem mostra centenas de pessoas fazendo a saudação nazista e apenas um homem de braços cruzados, em clara discordância com o gesto. A fotografia é extremamente significativa e vale 1000 ou mais palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira aqui a foto e sua história: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/photo/contraonazismo"&gt;http://cafehistoria.ning.com/photo/contraonazismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS: O HOLOCAUSTO EM CURITIBA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O primeiro Museu do Holocausto no Brasil abriu as portas ao público neste domingo (12), em Curitiba. O espaço também presta homenagem aos brasileiros que lutaram na Segunda Guerra Mundial e aos que receberam os sobreviventes no país. Foram reunidos objetos, documentos e depoimentos de judeus que sobreviveram à perseguição na Europa e vieram reconstruir a vida no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais sobre a inauguração: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VÍDEO EM DESTAQUE: TERREMOTO EM SÃO FRANCISCO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acaba de ser adicionado ao Café História um vídeo bastante raro sobre o grande terremoto que abalou a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em 1906. O terremoto na época destruiu boa parte da cidade americana e ceifou algumas centenas de vidas. As imagens da época foram registradas de forma dramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira o vídeo em: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/video/terremotosaofrancisco"&gt;http://cafehistoria.ning.com/video/terremotosaofrancisco&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite Cafe Historia em: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network"&gt;http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;5. INFORMATIVO DA ANPUH&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concursos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSOR ADJUNTO DE HISTÓRIA DA AMÉRICA&lt;br /&gt;Instituição: Universidade do Estado da Bahia (UNEB)&lt;br /&gt;Inscrições: de 30/01/2012 a 15/02/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÊMIO MARTA ROSSETTI BATISTA DE HISTÓRIA DA ARTE E ARQUITETURA&lt;br /&gt;Instituição: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP)&lt;br /&gt;Inscrições: de 06/02/2012 a 06/03/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MESTRADO ACADÊMICO EM DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E POLITICAS PÚBLICAS&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)&lt;br /&gt;Inscrições: até 14/02/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAMADA DE CURRÍCULOS&lt;br /&gt;Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)&lt;br /&gt;Inscrições: até 24/02/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MESTRADO EM HISTÓRIA SOCIAL&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Severino Sombra&lt;br /&gt;Inscrições: até 27/02/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE QUADROS PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;Instituição: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC)&lt;br /&gt;Inscrições: 1º a 15 de março de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÊMIO INTERNACIONAL EM HISTÓRIA: IMPÉRIO, TERRA E TERRITÓRIO&lt;br /&gt;Instituição: Várias instituições&lt;br /&gt;Inscrições: até 31/03/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Congressos e Eventos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I COLÓQUIO NACIONAL GEAC: PODER, INSTITUIÇÕES E REDES POLÍTICAS NA AMÉRICA PORTUGUESA&lt;br /&gt;Data: 12 de março de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I CONGRESSO PAN-AMAZÔNICO E VII ENCONTRO DA REGIÃO NORTE DE HISTÓRIA ORAL - HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE &amp;amp; ORALIDADES NA AMAZÔNIA&lt;br /&gt;Data: 27 a 30 de março de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Pará (UFPA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II CONGRESSO BRASILEIRO DOS ARQUIVOS DO PODER JUDICIÁRIO (novo)&lt;br /&gt;Data: 28 a 30 de março de 2012&lt;br /&gt;Local: Tribunal Superior Eleitoral (SAFS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III REUNIÃO DO COMITÊ ACADÊMICO HISTÓRIA, REGIÕES E FRONTEIRAS DA ASSOCIAÇÃO DE UNIVERSIDADES DO GRUPO MONTEVIDEO (novo)&lt;br /&gt;Data: 25 a 28 de abril de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMINÁRIO INTERNACIONAL HISTÓRIAS DO PÓS-ABOLIÇÃO NO MUNDO ATLÂNTICO&lt;br /&gt;Data: 14 a 16 maio de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal Fluminense (UFF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIMPÓSIO CENTENÁRIO CONTESTADO: 1912 - 2012&lt;br /&gt;Local/Data: Universidade Federal de Santa Catarina (29 de maio a 1° de junho de 2012), na Universidade Federal de Pelotas (29 a 31 de agosto de 2012) e em Chapecó, na Universidade Federal da Fronteira Sul (de 18 a 22 de outubro de 2012)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII SIMPÓSIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES: RELIGIÃO, CARISMA E PODER: AS FORMAS DA VIDA RELIGIOSA NO BRASIL (novo)&lt;br /&gt;Data: 29 de maio a 01 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Maranhão (UFMA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI SIMPÓSIO SOLCHA - SOCIEDAD LATINOAMERICANA Y CARIBEÑA DE HISTORIA AMBIENTA&lt;br /&gt;Data: 06 a 08 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Villa de Leyva, Colômbia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII CONGRESO IBÉRICO DE ESTUDIOS AFRICANOS 2012&lt;br /&gt;Data: 14 a 16 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Facultad de Derecho/ Universidad Autónoma de Madrid, España&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNATIONAL GRADUATE CONFERENCE ON PORTUGUESE MODERN AND CONTEMPORARY: PORTUGAL IN THE LAST TWO CENTURIES (novo)&lt;br /&gt;Data: 21 a 23 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Instituto Universitário de Lisboa (CEHC-IUL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL: ESCRITAS DA HISTÓRIA: VER – SENTIR – NARRAR&lt;br /&gt;Data: 24 a 28 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Piaui (UFPI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII ENCONTRO NACIONAL DE PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA E III ENCONTRO IBERO-AMERICANO DE ENSINO DE HISTÓRIA: ENSINO DE HISTÓRIA: MEMÓRIAS, SENSIBILIDADES E PRODUÇÃO DE SABERES&lt;br /&gt;Data: 02 a 05 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ORAL: MEMÓRIA, DEMOCRACIA E JUSTIÇA&lt;br /&gt;Data: 10 a 13 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: RITUAIS, ESPAÇOS E PATRIMÔNIOS ESCOLARES&lt;br /&gt;Data: 12 a 15 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de Lisboa (UL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15ª CONFERENCIA DO INTERNATIONAL PLANNING HISTORY SOCIETY&lt;br /&gt;Data: 15 a 18 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de São Paulo (USP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54 CONGRESSO INTERNACIONAL DE AMERICANISTAS: CONSTRUINDO DIÁLOGOS NAS AMÉRICAS&lt;br /&gt;Data: 15 a 20 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de Viena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA - CAMPO DOS AFONSOS: UM SÉCULO DE HISTÓRIA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA (1912-2012) (novo)&lt;br /&gt;Data: 17 a 19 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade da Força Aérea (UNIFA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH PARAÍBA - HITÓRIA E SOCIEDADE: SABERES EM DIÁLOGO (novo)&lt;br /&gt;Data: 23 a 26 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Campina Grande - Campus de Cajazeiras (UFCG/Cajazeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH PERNAMBUCO - HISTÓRIA E DIVERSIDADE: NOVAS NARRATIVAS, SUJEITOS E ESPAÇOS&lt;br /&gt;Data: 23 a 27 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Pernambuco - Campus Caruaru (UFPE/Caruaru)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA , MEMÓRIA E PATRIMÔNIO (novo)&lt;br /&gt;Data: 23 a 27 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Rio Grande (FURG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH RIO DE JANEIRO - OFÍCIO DO HISTORIADOR: ENSINO E PESQUISA (novo)&lt;br /&gt;Data: 23 a 27 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVIII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH MINAS GERAIS: DIMENSÕES DO PODER NA HISTÓRIA (novo)&lt;br /&gt;Data: 24 a 27 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Ouro Preto - Campus Mariana (UFOP/Mariana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONGRÈS INTERNATIONAL DE RECHERCHE EN SCIENCES HUMAINES ET SOCIALES&lt;br /&gt;Data: 24 a 28 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Hotel Concorde La Fayette, Paris, França&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH BAHIA: POVOS INDÍGENAS, AFRICANIDADES E DIVERSIDADE CULTURAL - PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E ENSINO&lt;br /&gt;Data: 13 a 16 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC/Ilhéus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESTUDOS AFRICANOS DA UFF&lt;br /&gt;Data: 13 a 17 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal Fluminense (UFF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH SANTA CATARINA: TEMPO, MEMÓRIAS E EXPECTATIVAS&lt;br /&gt;Data: 19 a 22 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH MARANHÃO - EM TEMPOS DE 400 ANOS: COMEMORAÇÕES, ESQUECIMENTOS E CONTRADIÇÕES (novo)&lt;br /&gt;Data: 21 a 24 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual do Maranhão (UEMA-Centro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III CONGRESSO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE ESTUDOS DAS AMÉRICAS&lt;br /&gt;Data: 27 a 31 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ – Maracanã)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXI ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH SÃO PAULO: TRABALHO, CULTURA E MEMÓRIA (novo)&lt;br /&gt;Data: 03 a 06 de setembro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13º SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA&lt;br /&gt;Data: 03 e 06 de setembro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de São Paulo (USP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL: TRABALHO, ECONOMIA E POPULAÇÕES NO MUNDO IBERO-AMERICANO (SÉCULOS XV A XIX)&lt;br /&gt;Data: 3 a 6 de setembro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Pará (UFPA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI ENCONTRO DE HISTÓRIA DA ANPUH MATO GROSSO DO SUL: HISTÓRIA E DIVERSIDADE: ENSINO E PESQUISA NAS FRONTEIRAS&lt;br /&gt;Data: 01 a 05 de outubro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-5745570579267525945?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/5745570579267525945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-314.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/5745570579267525945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/5745570579267525945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-314.html' title='Numero 314'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-akOU3uGQcK0/TzrSR5R6ruI/AAAAAAAABAU/I_4dnI65xoE/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-7771817085930005963</id><published>2012-02-08T02:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T02:54:09.982-08:00</updated><title type='text'>Numero 313</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kzuBTUJx350/TzJNJC1gb-I/AAAAAAAAA-o/sfuWhYoaAHU/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 111px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706708495607295970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kzuBTUJx350/TzJNJC1gb-I/AAAAAAAAA-o/sfuWhYoaAHU/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dois artigos do boletim de hoje referem-se a questões que afetam o ensino superior no Brasil. Outros temas abordados são a privatização dos aeroportos e a “democracia” que os EUA querem impor ao mundo. Na segunda parte, crise mundial, Irã, eleições na França, problemas climáticos, facebook, CNJ... um mundo de assuntos!&lt;br /&gt;Vale conferir!&lt;br /&gt;Começo com duas fotos tiradas por mim aqui em BH na semana passada. De repente o céu adquiriu tonalidades não usuais, arco-iris apareceu brotando do meio do bairro, foi muito bonito, apesar de muitas pessoas terem ficado aterrorizadas com a novidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706708278279389650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jDGW2BQo_kg/TzJM8ZOfwdI/AAAAAAAAA-Q/pjqPMfwRxvI/s400/arcoiris.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706708150521829874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-OxRIs9epq94/TzJM09SuGfI/AAAAAAAAA-E/JjaMNvepnOM/s400/ceu.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Reproduzo, em seguida, algumas propagandas antigas, documentos importantes para a história social, pois refletiam comportamentos hoje altamente censuráveis. Nos próximos números colocarei outras parecidas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;As legendas: esquerda em cima:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não se preocupe, querida, você não queimou a cerveja!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;esquerda, em baixo:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Na manhã de Natal, ela ficará bem feliz com um Hoover&lt;/span&gt; (aspirador de pó)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;direita&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mostre a ela que o mundo é dos homens.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xaMTaEqszF4/TzJMMF3ibSI/AAAAAAAAA9s/zIJlDWTXeSY/s1600/mulher2.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706707448449101090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-xaMTaEqszF4/TzJMMF3ibSI/AAAAAAAAA9s/zIJlDWTXeSY/s400/mulher2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2n7wu-Mi2cs/TzJMcnmrYGI/AAAAAAAAA94/IU9v_hsxZt4/s1600/mulher5.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 283px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706707732383096930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2n7wu-Mi2cs/TzJMcnmrYGI/AAAAAAAAA94/IU9v_hsxZt4/s400/mulher5.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2n7wu-Mi2cs/TzJMcnmrYGI/AAAAAAAAA94/IU9v_hsxZt4/s1600/mulher5.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2n7wu-Mi2cs/TzJMcnmrYGI/AAAAAAAAA94/IU9v_hsxZt4/s1600/mulher5.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 168px; DISPLAY: block; HEIGHT: 40px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706708420877377810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-jPOgtyrWz7Y/TzJNEscgYRI/AAAAAAAAA-c/xRR1v_izG54/s400/separador6.GIF" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Mônica Liz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;*Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes**&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN de 17 a 18 de novembro, em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento&lt;br /&gt;tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.&lt;br /&gt;No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que&lt;br /&gt;centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço&lt;br /&gt;que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja,&lt;br /&gt;com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Qualidade no ensino*&lt;br /&gt;A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo acadêmico&lt;br /&gt;ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.&lt;br /&gt;Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e individualismo. “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.&lt;br /&gt;A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Saúde dos docentes*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.&lt;br /&gt;Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre,&lt;br /&gt;principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.&lt;br /&gt;“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção&lt;br /&gt;sexual e isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Fonte: *ANDES-SN&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;http: id="5020"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Ana Cláudia Vargas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Anhanguera Educacional S/A: Multinacional do ensino demite em massa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Escrito por: José Jorge Maggio, presidente do Sinpro-ABC&lt;br /&gt;02/02/2012&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Após a aquisição de universidades, Anhanguera demite 384 professores somente no ABC. A situação é a mesma em todas as regiões e estados onde o grupo se instalou, isto é: demissões em massa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#990000;"&gt;Desde que adquiriu universidades na região do ABC, a Anhanguera iniciou um verdadeiro ataque e desrespeito aos professores do grupo. Em dezembro, cerca de 384 demissões foram realizadas nas cinco instituições que compõem a Anhanguera Educacional S/A na região: Faculdade Anchieta, Faenac, Uni A, Uni ABC e Uniban.&lt;br /&gt;De acordo com a Federação dos Professores de São Paulo, a Fepesp, o cenário é o mesmo em todas as cidades do estado de São Paulo onde a Anhanguera fez aquisições, totalizando cerca de 1500 professores. Nos demais Estados como RS, MT onde o grupo fez aquisições, o cenário se repete.&lt;br /&gt;A prática mais equivocada e desrespeitosa foi desligar mestres e doutores, que após buscarem aprimoramento profissional para melhorar a qualidade do trabalho, não receberam em troca o reconhecimento, mas, sim, a demissão. No lugar desses professores com títulos, a Anhanguera pretende substituí-los por professores graduados por um valor de hora/aula bem inferior. Segundo a Fepesp, do total de demitidos, entre 70 e 80% eram mestres ou doutores.&lt;br /&gt;No modelo Anhanguera, há aulas de segunda a quarta- feira com a presença do professor nas três primeiras aulas e, a quarta aula é apenas aplicação de exercícios, que são preparados por professores e aplicados por monitores de sala. Na quinta feira não há obrigatoriedade de presença na faculdade e, na sexta feira o curso é complementado pelo modelo EAD (20% do curso à distância). Assim, no modelo desta multinacional, uma faculdade que tem 20 aulas por semana com a presença do professor, após ser comprada pelo grupo Anhanguera, passa a ter apenas nove aulas e isso explica as demissões em massa, com recontratação quase nula.&lt;br /&gt;É dessa forma que a Anhanguera Educacional S/A consegue oferecer seus cursos a preços muito baixos, quando comparados com as demais instituições de ensino superior, lembrando que muitos alunos têm financiamento de seus curso com verba publica (FIES e PROUNI). Outra prática desse grupo é a utilização das bolsas de valores para comercializar sua ações que rendem milhões ao ano, constituindo-se assim no maior grupo educacional da América Latina e o segundo maior do mundo.&lt;br /&gt;Em artigo publicado pelo jornal Le Monde Diplomatique Brasil, a presidente do SINPRO Guarulhos, Andrea Harada Souza, sintetiza: “Enquanto não houver uma mudança radical, o próprio sentido de educação estará comprometido, posto que seu fim mais elementar não é atingido: em vez de promover a emancipação humana, produz lucro para o capital que só enxerga as camadas sociais C, D e E quando estas se apresentam como potencial mercado consumidor”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Por que o Oriente Médio (e o Brasil bem informado!) NÃO PODEM levar a sério a ‘promoção da democracia’ à moda EUA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Mark Weisbrot, Guardian, UK&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/jan/31/american-democracy-promotion-rings-hollow"&gt;http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/jan/31/american-democracy-promotion-rings-hollow&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;em&gt;Não consegui não rir, ao ver o International Republican Institute (IRI) apresentado na imprensa internacional como “organização que promove a democracia”[1]. O IRI voltou agora às manchetes, porque o governo militar do Egito incluiu alguns de seus agentes numa lista de pessoas proibidas de deixar o país, o que significa que permanecem no Egito, e poderão ter sua vida e suas atividades investigadas e talvez sejam processados[2]. É quase inacreditável que haja jornalistas e editores ou tão crédulos ou tão mal informados. Se eu descrevesse o Center for Economic and Policy Research[3] como “organização de magia que converte sucata em ouro”, será que, dia seguinte, minhas palavras estariam nas manchetes, como descrição padrão do Centro onde trabalho?&lt;br /&gt;O IRI é o braço internacional do Partido Republicano dos EUA.&lt;br /&gt;Quem tenha estômago para assistir aos debates entre candidatos Republicanos, dificilmente acreditará que o IRI, do mesmo partido, algum dia promoveu ou promoverá alguma democracia.&lt;br /&gt;Basta examinar o histórico dos movimentos do IRI, para saber do que se trata: em 2004, o IRI teve atuação destacada no golpe que derrubou o governo democraticamente eleito do Haiti[4]. Em 2002, o presidente doIRI celebrou publicamente o golpe militar (de curtíssima duração) que derrubou o governo democraticamente eleito da Venezuela[5]. E o IRI também atuava com grupos e indivíduos envolvidos no golpe.&lt;br /&gt;Em 2005, o IRI esteve envolvido num esforço para modificar a legislação eleitoral no Brasil, para enfraquecer o Partido dos Trabalhadores, PT, partido do então presidente Lula da Silva[6].&lt;br /&gt;Mais recentemente, em 2009, houve um golpe militar contra o governo democraticamente eleito de Honduras. O governo Obama fez o que pôde para favorecer o golpe e os golpistas[7], e apoiou “eleições” em novembro de 2009, para legitimar o governo dos golpistas. O resto do mundo – até a Organização dos Estados Americanos (OEA), pressionada pelas democracias sul-americanas – recusou-se a enviar observadores para emprestar legitimidade àquelas eleições. Houve repressão antes das eleições[8]: violência policial, ataques contra a mídia independente e o exílio forçado de opositores políticos, entre os quais o presidente democraticamente eleito.&lt;br /&gt;Mas o IRI e o National Democratic Institute (NDI) – organização semelhante ao IRI, mas do Partido Democrata dos EUA – lá estavam, em Honduras, para legitimar a eleição-farsa. Ninguém precisa acreditar em mim. Aqui vai o que disse a USAID, agência do Departamento de Estado dos EUA e principal mantenedora e financiadora das atividades do IRI e do NDI, sobre o que foram fazer em Honduras (pdf[9]):&lt;br /&gt;“A ausência da OEA e de outros grupos reconhecidos de observadores internacionais tornou ainda mais significativo, aos olhos da comunidade internacional, o trabalho de avaliação e observação realizado pelas nossas organizações NDI e IRI. A validação de um processo eleitoral livre, justo e transparente é forte argumento de apoio ao novo governo. […] A “convalidação” internacional pelo NDI e a “observação” pelo IRI, embora não preencham todos os padrões aceitos, alcançaram, pelo menos em parte, o impacto desejado.”&lt;br /&gt;Sabe-se lá o que o IRI está fazendo agora no Egito. Mas sabe-se o que os EUA fizeram no Egito, ao longo de décadas: apoiaram uma ditadura brutal, até que as multidões nas ruas sugeriram fortemente que Washington não conseguiria impedir que Mubarak fosse derrubado, ano passado, por um movimento democrático real e popular.&lt;br /&gt;Essas organizações, o IRI do Partido Republicano e o NDI do Partido Democrata dos EUA integram a National Endowment for Democracy, organização dedicada a atividades que “muitas delas” são “clandestinamente financiadas pela CIA” – como escreveu o Washington Post, quando a NED estava sendo criada no início dos anos 1980s. Algumas vezes, essas organizações apoiam a democracia, mas na maioria dos casos, não; e não raramente trabalham contra a democracia. Não porque sejam organizações inerentemente ‘do mal’, mas por causa da posição dos EUA no mundo. O governo dos EUA, mais que qualquer outro governo contemporâneo, governa um império. Por sua própria natureza, impérios têm a ver com manter o poder e controlar povos em terras distantes. Esses objetivos dos impérios muito frequentemente estarão em conflito com as aspirações democráticas e os anseios por autodeterminação dos diferentes povos.&lt;br /&gt;Em nenhum outro ponto do mundo isso é hoje mais visível que no Oriente Médio, onde a política de sucessivos governos dos EUA, de colaborar com Israel e negar os direitos nacionais dos palestinos, continua a pôr os EUA em aberta oposição às populações locais. Resultado disso, Washington teme a democracia no Oriente Médio, porque ela fatalmente gerará governos eleitos que cerrarão fileiras com os palestinos e contra as ambições dos EUA na região (contra, por exemplo, a construção de bases militares e a permanência, lá, de exércitos norte-americanos). Mesmo no Iraque, onde Washington não se cansa de repetir que derrubou um ditador sanguinário, o povo teve de continuar resistindo aos exércitos de ocupação, até haver eleições e, afinal, conseguir expulsar de lá os soldados dos EUA.&lt;br /&gt;Cria-se assim um círculo vicioso, no qual ditadores odiados apoiam as políticas dos EUA e, por sua vez, são apoiados pelos EUA, o que só faz aumentar a animosidade regional contra os EUA. Em alguns casos, essa animosidade levou a ataques terroristas contra instituições e cidadãos norte-americanos, o que foi então rapidamente usado pelos governantes para justificar longas guerras ou guerras intermináveis (por exemplo, no Iraque e no Afeganistão). Pesquisa de opinião pública árabe, realizada pela universidade de Maryland e pela Zogby International, e que incluiu o Egito, pedia que os respondentes citassem “dois países que mais o ameaçam diretamente”: 88% citaram os EUA; 77%, Israel; só 9% citaram o Irã.&lt;br /&gt;Outro efeito danoso do patrocínio que os EUA garantem à “promoção da democracia” é que ajuda governos que nada desejam além de reprimir e fazer calar movimentos locais autênticos, eles, sim, pró-democracia. A maioria dos governos repressivos no Oriente Médio e no Norte da África, sempre que precisaram deslegitimar a oposição, acusaram-na de cumplicidade com Washington, acusação muitas vezes sem qualquer fundamento, mas nem por isso menos desmoralizante.&lt;br /&gt;Aqui em Washington, poucos parecem dar-se conta de que os grupos que “promovem a democracia” custeados pelo governo dos EUA já não têm qualquer credibilidade, em praticamente todo o planeta. Mas é fato, e acontece mesmo quando um ou outro grupo não esteja trabalhando ativamente contra algum governo democrático.&lt;br /&gt;Sempre que se cogitar de cortar gastos públicos nos EUA, boa ideia será começar por cortar o financiamento, com dinheiro público, a grupos e ONGs [e a blogueiras fascistas] dedicados a “promover a democracia” onde não fazem falta nem são bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;O resultado da concessão dos aeroportos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enviado por luisnassif, seg, 06/02/2012 - 12:31&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do UOL&lt;br /&gt;Aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília são arrematados por mais de R$ 24,5 bilhões&lt;br /&gt;Débora Melo&lt;br /&gt;Do UOL, em São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#663333;"&gt;&lt;em&gt;Terminou há pouco o leilão dos aeroportos de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos)e Brasília (JK). No total, o governo arrematou R$ 24.535.132.500 com os três terminais.&lt;br /&gt;A concessão de Guarulhos, que tem prazo de 20 anos, foi arrematada por R$ 16,213 bilhões pelo consórcio Invepar – ACSA, representado pela corretora Gradual.&lt;br /&gt;O valor da concessão do aeroporto de Viracopos ficou em R$ 3,821 bilhões, para o consórcio Aeroportos do Brasil, representado pela corretora Planner. Já o aeroporto de Brasília foi arrematado por R$ 4.501.132.500, lance feito pelo consórcio Inframerica Aeroportos, representado pela corretora Citi.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;ENQUANTO ISSO... A VALE... AH! A VALE DO RIO DOCE... FANTÁSTICOS 3,5 BILHÕES...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Conhece Palau e Ilhas Marshall? Junto com Israel são os únicos países que apoiam boicote dos EUA a Cuba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um bloqueio que, segundo relatório anual da ONU, realizado em 2005, causou desde o seu início até 2005, um prejuízo superior a 89 bilhões de dólares a Cuba.&lt;br /&gt;Bloqueio que é sistematicamente condenado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. São 17 condenações seguidas.&lt;br /&gt;Leia a matéria completa em: &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/conhece-palau-e-ilhas-marshall-junto.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2012/02/conhece-palau-e-ilhas-marshall-junto.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O Facebook usa você&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Por Lori Andrews em 07/02/2012 na edição 680&lt;br /&gt;Reproduzido do New York Times, 5/02/2012; intertítulos do OI; tradução de Jô Amado&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed680_o_facebook_usa_voce"&gt;http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed680_o_facebook_usa_voce&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informo que retomamos a publicação dos ENSAIOS SOBRE CINEMA no BLOG DA REA.&lt;br /&gt;Leia o primeiro post do ano:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Coriolano, nosso contemporâneo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por SLAVOJ ŽIŽEK&lt;br /&gt;A propósito de Homero, Marx notou que “a dificuldade não está em compreender que a arte grega e a epopeia estão ligadas a certas formas de desenvolvimento social. A dificuldade reside no fato de ainda nos proporcionarem prazer estético e, em certos aspectos, valerem como normas e como modelos inatingíveis”. Para testar uma verdadeira obra de arte, basta perguntarmos como ela sobrevive à descontextualização, à transposição para um novo contexto... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2012/02/01/coriolano-nosso-contemporaneo/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2012/02/01/coriolano-nosso-contemporaneo/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;'O neoprogressismo pode ter vários anos pela frente'&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O jornalista e escritor Ignacio Ramonet diz, em entrevista ao jornal Página/12 que a maioria dos governos da América do Sul cumpre a função dos social-democratas europeus nos anos 50 e que, se não cometerem erros, podem aspirar a um ciclo longo de governo. "A construção do Estado de bem-estar e o aumento do nível de vida acaba com qualquer tipo de recurso para as oposições tradicionais conservadoras. Agora, a população está percebendo como os seus países estão reconstruindo sociedades arrasadas".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19535&amp;amp;boletim_id=1121&amp;amp;componente_id=17822"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19535&amp;amp;boletim_id=1121&amp;amp;componente_id=17822&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Vitória da transparência: Supremo autoriza CNJ a investigar juízes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em decisão apertada, corte máxima do país decide que Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle do Judiciário, pode abrir investigação de juízes. Contestação corporativa da Associação dos Magistrados Brasileiros recebera liminar favorável e abrira guerra no Judiciário. Advocacia Geral da União, Procuradoria Geral da República e Ordem dos Advogados apoiaram CNJ.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19534&amp;amp;boletim_id=1121&amp;amp;componente_id=17824"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19534&amp;amp;boletim_id=1121&amp;amp;componente_id=17824&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O giro à esquerda dos socialistas franceses&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;François Hollande deixou para trás a linha “socialismo liberal” de seus antecessores e a imagem de homem brando, indeciso e inconsistente que a direita francesa e a imprensa teceram em torno dele. Hollande entrou de cheio na eleição presidencial com um discurso marcado por um contundente giro à esquerda e uma frase que diz tudo: “meu adversário, meu verdadeiro adversário não tem nome, nem rosto, nem partido. Nunca apresentará sua candidatura e, consequentemente, não será eleito. Mesmo assim, governa. Esse adversário é o mundo das finanças”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19552&amp;amp;boletim_id=1122&amp;amp;componente_id=17847"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19552&amp;amp;boletim_id=1122&amp;amp;componente_id=17847&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Sindicatos convocam nova greve geral na Grécia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Além dos sindicatos, vários deputados da coalizão governista criticam o custo social dos ajustes exigidos pelo FMI e pelo Banco Central Europeu em uma economia que já está há quatro anos em recessão e onde a taxa de desemprego alcança os 20%. Os partidos políticos temem que a Grécia se veja de novo mergulhada em uma onda de protestos sociais. Os sindicatos gregos convocaram uma nova greve geral de 24 horas para esta terça-feira, em protesto contra as medidas de austeridade que se avizinham. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Atenas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19562&amp;amp;boletim_id=1123&amp;amp;componente_id=17866"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19562&amp;amp;boletim_id=1123&amp;amp;componente_id=17866&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A era dos extremos climáticos começou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, acentuaram-se grandes secas, cheias, ondas de calor e desastres ambientais. É preciso agir já, contra reação em cadeia. Por Janet Larsen e Sara Rasmussen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Rumo a uma sociedade da partilha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao analisar novos paradigmas energéticos, Jeremy Rifkin prevê substituição natural das economias baseadas no petróleo e das sociedades hierarquizadas. Por Ricardo Abramovay&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A Europa se curva diante dos bancos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como continente não reformou sistema financeiro, está sendo reformado por ele, que coloca a sociedade a seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A França em sua encruzilhada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em maio, país elegerá presidente. Desgastado, Sarkozy conta com manipulação midiática. Para vencê-lo, esquerda precisa resgatar seus valores históricos. Conseguirá?. Por Marilza de Melo Foucher, correspondente em Paris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Irã,o alvo dos insanos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Robert Fisk escreve: “um ataque a Teerã seria loucura. Por isso mesmo, não exclua a possibilidade”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ignacio Ramonet vê o xadrez das ameças ao Irã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Governo israelense quer guerra já; Washington reluta. Conflito incendiaria Oriente Médio, atingindo abastecimento do petróleo e economia mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. CAFÉ HISTÓRIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURAL DO HISTORIADOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Governadores Online: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ) disponibiliza fotografias e biografias dos governadores do Rio de Janeiro e da extinta Guanabara.&lt;br /&gt;Acesse: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;História da Divulgação Científica: Livro gratuito na internet conta como o Jornal do Commercio divulgou por anos a ciência e tecnologia no Brasil&lt;br /&gt;Acesse: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MISCELÂNEA CAFÉ HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Historiador como Perito: Criação da Comissão da Verdade no Brasil traz à tona uma importante discussão para a área de história: deve o historiador atuar como perito?&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-o-historiador-como-perito"&gt;http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-o-historiador-como-perito&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Juiz Garzon defende direito de investigar ditadura espanhola&lt;br /&gt;Acesse: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; [Página Principal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FÓRUNS EM DESTAQUE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua opinião, o historiador pode atuar como perito?&lt;br /&gt;Participe: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/historiadores-devem-compor-a-comissao-da-verdade-por-que"&gt;http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/historiadores-devem-compor-a-comissao-da-verdade-por-que&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite Cafe Historia em: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network"&gt;http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;4. INFORMAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Revista História &amp;amp; Perspectivas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é uma publicação do Instituto de História, dos Cursos de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia, sob a responsabilidade do Núcleo de Pesquisa e Estudos em História, Cidade e Trabalho.&lt;br /&gt;A revista recebe, para apreciação de seu Conselho Editorial, artigos, resenhas, traduções, documentos e experiências de pesquisa, ensino e extensão. Todos os trabalhos enviados são avaliados por pareceristas externos. Os artigos deverão observar as Normas para Publicação da revista para que possam ser apreciados. Cada volume possui um dossiê temático, além de artigos avulsos, resenhas e outros.&lt;br /&gt;O próximo número reunirá artigos para o dossiê:&lt;br /&gt;História e Saúde – nº 47 - data final para recebimento de artigos: 15 de março de 2012.&lt;br /&gt;Solicitamos a divulgação dessas informações e agradecemos aos nossos colaboradores o envio de seus artigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Federal de Uberlândia Instituto de História Revista História &amp;amp; Perspectivas Av. João Naves de Ávila, 2121 – Campus Santa Mônica – Bloco 5M – 2.º andar CEP: 38400-902 – Uberlândia – MG – Brasil Fone: (34) 3239-4068; Fax: (34) 3239-4396 &lt;a href="http://www.historiaperspectivas.inhis.ufu.br/"&gt;www.historiaperspectivas.inhis.ufu.br&lt;/a&gt; &lt;a href="mailto:hisper@ufu.br"&gt;hisper@ufu.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 170px; DISPLAY: block; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706706957296231410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-UsNjjVmNbgo/TzJLvgLkY_I/AAAAAAAAA9U/P77l7GYtmUA/s400/Amores_proibidos.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;AMORES PROIBIDOS NA HISTÓRIA DO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Autor: Maurício Oliveira&lt;br /&gt;A história de uma nação é feita não apenas de brados retumbantes, mas também de palavras de amor sussurradas, muitas vezes, às escondidas. Este livro conta as dificuldades que importantes personagens da nossa história tiveram para efetivar suas paixões, nem sempre aceitas pela sociedade. Os casais retratados neste livro viveram, cada um a seu modo, um romance proibido, deliciosamente apresentado pelo autor, o jornalista e pesquisador Maurício Oliveira. Os cenários são as ruas fracamente iluminadas do Rio de Janeiro, a cabine de um navio rumo à Europa e até um cemitério de São Paulo. Permeados por brigas, traições e separações, mas também por comunhão, romance e muito desejo, estes contos da vida real nos mostram que as grandes personalidades também estão sujeitas às intempéries e às delícias do amor.&lt;br /&gt;Editora Contexto, 160 páginas, R$ 33,00. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-7771817085930005963?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/7771817085930005963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-313.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7771817085930005963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7771817085930005963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-313.html' title='Numero 313'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kzuBTUJx350/TzJNJC1gb-I/AAAAAAAAA-o/sfuWhYoaAHU/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-7894331928577456714</id><published>2012-02-01T02:46:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T03:27:19.835-08:00</updated><title type='text'>Numero 312</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--TPazYUp6xA/TykYtiNVXVI/AAAAAAAAA9I/b6CdX_r8MAw/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 433px; DISPLAY: block; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704117573597355346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--TPazYUp6xA/TykYtiNVXVI/AAAAAAAAA9I/b6CdX_r8MAw/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O Poder Judiciário, que já compareceu no número passado, volta hoje com força total em três artigos contundentes.&lt;br /&gt;Além disso, temos um aniversário de triste memória, acontecido em 30 de janeiro de 1933, uma relação das centenas de políticos cassados no Brasil por corrupção nos últimos anos e mais uma vez a preocupação com o breve ataque que os EUA e seus aliados pretendem desferir contra o Irã.&lt;br /&gt;Na segunda parte, a crise mundial é a tônica.&lt;br /&gt;Vale a pena ler tudo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 19px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704117465949314770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-OEkQZABR-jo/TykYnRMCntI/AAAAAAAAA88/z1trtSyUW2k/s400/separador5.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;Manobra diversionista&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por Luciano Martins Costa em 30/01/2012 na edição 678 (Observatório da Imprensa)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A crise do Judiciário seguiu sendo tema da imprensa no final de semana, sem sinais de notícias auspiciosas. Na maior parte dos casos, declarações de representantes da Justiça acabaram requentando a questão dos privilégios, as suspeitas de vendas de sentenças e de favorecimentos concedidos a si mesmos por dirigentes de tribunais.&lt;br /&gt;O noticiário esquentou logo no sábado [28/1], por conta de discursos e entrevistas de magistrados durante reunião do Colégio Permanente dos Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, realizado em Teresina, Piauí.&lt;br /&gt;Numa clara demonstração da tensão que se instalou entre os desembargadores após a revelação de movimentações financeiras atípicas de juizes e funcionários de tribunais, alguns representantes da elite do Judiciário levantaram publicamente a duvidosa teoria segundo a qual as denúncias contra a elite da magistratura teriam como objetivo pressionar o Supremo Tribunal Federal no ano em que deverão ser julgados os acusados no chamado caso “mensalão”.&lt;br /&gt;Aparentemente, nenhum dos principais jornais do país levou a sério tal suposição, que foi levantada pelo presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros e repetida por alguns de seus pares.&lt;br /&gt;Ao extrapolar a crise do ambiente restrito do poder Judiciário para o Executivo e o Legislativo – porque a acusação é dirigida claramente para os denunciados no caso “mensalão”, que envolveu representantes do Congresso e ex-ministros – os desembargadores colheram apenas mais descrédito, a julgar pela sequência do noticiário.&lt;br /&gt;Ainda no sábado, em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro Gilmar Mendes, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, disse que a crise no Judiciário tem origem diversa do que foi insinuado por seus colegas dos tribunais regionais: para Mendes, o problema está em setores da magistratura que confundem autonomia com soberania.&lt;br /&gt;Considerado um dos responsáveis pelo estilo mais assertivo de atuação do Conselho Nacional de Justiça, que presidiu entre 2008 e 2010, Gilmar Mendes considera que o ambiente emocionalizado dificulta a análise dos problemas do poder Judiciário.&lt;br /&gt;Na sua opinião, os responsáveis pela crise são os dirigentes de entidades representativas do setor, que, segundo ele, foram tomadas por grupos corporativistas.&lt;br /&gt;A rigor, disse o ministro, nunca houve quebra de sigilos na investigação do Conselho Nacional de Justiça no caso de pagamentos de grandes somas a juizes e funcionários em vários tribunais regionais.&lt;br /&gt;Os computadores sumiram&lt;br /&gt;A controvérsia esquentou também por conta de entrevista do presidente do Conselho Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, o desembargador aposentado Marcus Faver, que comparou o Brasil atual com a situação da Itália nos anos 1980 e 90, com a infiltração de criminosos em órgãos do governo, que levou à criação da Operação Mãos Limpas.&lt;br /&gt;No trecho mais forte da entrevista ao Globo, Faver comenta denúncias de venda de sentenças, dizendo que se trata de fato muito grave. Se um juiz for o autor desse crime, deve ser enforcado em praça pública, afirmou.&lt;br /&gt;Durante palestra aos colegas desembargadores, Faver falou sobre seu encontro com o juiz italiano Giovanni Falcone, que comandou a Operação Mãos Limpas na Itália e foi assassinado pela máfia. Na sua opinião, todos os poderes, inclusive o Judiciário, estão contaminados pela ação do crime organizado no Brasil.&lt;br /&gt;A reportagem do Estado de S.Paulo sobre a reunião dos presidentes de tribunais é um primor de ironia. No trecho em que relata uma cerimônia de entrega de comendas, o repórter descreve “a liturgia das honrarias, insígnias e colares de mérito”, que repete a pompa e a circunstância das antigas cortes imperiais.&lt;br /&gt;O festival de vaidades coroa a sucessão de declarações condenando o que aqueles magistrados consideram como afrontas ao Judiciário.&lt;br /&gt;Na edição de domingo [29/1], dando repercussão a essas manifestações da elite dos tribunais, os jornais dão espaço para opiniões diversas, entre as quais se destaca a do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, para quem as manifestações feitas em Teresina não passam de “cortina de fumaça” para desviar o foco da discussão.&lt;br /&gt;E o foco da discussão, segundo o noticiário, seguem sendo a revelação de que dirigentes de tribunais tomam decisões em favor de si mesmos e as movimentações atípicas de grandes somas de dinheiro por membros do Judiciário.&lt;br /&gt;Para repor a questão em seus trilhos, a Folha de S.Paulo publica nova denúncia nesta segunda-feira, dia 30: milhares de computadores, impressoras e outros equipamentos doados pelo Conselho Nacional de Justiça, no valor de R$ 6,4 milhões, desapareceram de tribunais regionais.&lt;br /&gt;A julgar pelo noticiário, o Brasil não precisa apenas de uma Operação Mãos Limpas: precisa de um banho de imersão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;A rapidez da justiça no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antonio de Paiva Moura&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;Na ultima edição de janeiro de 2012 a revista Carta Capital informa que Daniel Dantas conseguiu escapar de diversas condenações sem nenhuma perda. A Justiça Federal suspendeu o seqüestro de todo o complexo agropecuário de 27 fazendas e 450 mil cabeças de gado que pertencia a ele e que estava sob regime de arresto desde julho de 2009, quando foi deflagrada a operação Satiagraha pela Polícia Federal. Na investigação a Polícia Federal identificou o dono do banco Opportunity como autor de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Daí o bloqueio das fazendas conseguido na Justiça. Mas a operação foi anulada em 2011 pela mesma justiça, que considerou irregular a participação de agentes da ABIN. A Satiagraha foi declarada nula por uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Todas as provas colhidas pela Polícia Federal, também. A devolução das fazendas, tomada em julho de 2009, acabou ordenada pelo Juiz Doglas Camarinha Gonzales, da 6ª Vara Criminal Federal, em São Paulo. A sentença deve ser enviada aos cartórios de registros de imóveis onde se situam as fazendas, comunicando os desbloqueios. Deste parágrafo pode-se concluir que a justiça brasileira é muito rápida quando se trata de defender os afortunados.&lt;br /&gt;Em avaliação feita em 2003, a ONU classificou o judiciário brasileiro de lento, com tendência ao nepotismo, machista e pouco acessível à população carente. O relatório apontou diversas recomendações para melhorar o quadro, entre elas, maior participação de mulheres, negros e índios na justiça. A avaliação da ONU apontou 95% dos casos de assassinatos de trabalhadores rurais no Pará, entre 1985 e 2001, que ficaram sem esclarecimento. Além da ONU, a revista The Economist criticou o judiciário brasileiro classificando-o de antiquado e disfuncional. Os juízes brasileiros são inalcançáveis e impassíveis de prestar contas aos cidadãos a que servem (Domenici, 2005: 21). Os magistrados brasileiros, na maioria absoluta, não são de classes médias e não têm afinidades com as classes inferiores. Um juiz fazendeiro tem dificuldade de se colocar ao lado de um sem-terra. Uma juíza que tem problema com sua empregada doméstica tende a se solidarizar com a patroa. O juiz que lê crítica contra o judiciário vai se identificar com quem for à justiça reclamar da imprensa (p.22). Em abril de 2007, a Polícia Federal e o Ministério Público empreenderam a operação “Têmis”, para investigar uma quadrilha que negociava sentenças judiciais. Foram cumpridos diversos mandados de busca em residências privadas e gabinetes de juízes e de desembargadores. Os juízes dificultaram, ao máximo, a ação policial contra seus pares. O Supremo Tribunal Federal não permitiu nem a prisão temporária de 43 investigados, nem o bloqueio de suas contas bancárias (VASCONCELOS, 2007).&lt;br /&gt;Em novembro de 2007, uma jovem muito pobre, por ordem da justiça ficou presa por um mês numa cela com 20 homens, na cidade de Abaetetuba, no Estado do Pará. O fato causou espanto na ONU e na Anistia Internacional, em Londres. Naquela oportunidade, veio à tona a informação de que em 1996, no Pará, uma mulher de 35 anos ficou presa durante sete meses com 35 homens, tendo relatado vários estupros. São duas as discriminações em um só fato: a condição de ser pobre e de ser mulher. Um mês antes do episódio da adolescente do Pará, o Juiz Edilson Runbelperger Rodrigues, da comarca de Sete Lagoas, MG revelou-se contrário à Lei Maria da Penha, n. 11.340/2006 que aumentou o rigor nas penas para agressões e fornece instrumentos para ajudar a coibir a violência contra a mulher. Ridicularizando a lei ele diz que para não ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às prisões (FREITAS, 2007).&lt;br /&gt;O episódio conhecido como “Operação Satiagraha” colocou ao público a face neo-liberal do empresariado brasileiro, inspirado no homem de negócios norte-americano. Naji Nahas é sócio dos irmãos Hunt, bilionários norte-americanos, donos de poços de petróleo no Texas e manipuladores do mercado da prata. No Brasil, Nahas, além de aplicar grande fortuna em ações da Petrobrás tem realizado enormes especulações imobiliárias, dando prejuízo a pessoas de classe média e ao erário público brasileiro, Nahas, Daniel Dantas e Celso Pitta são modelos ideais do neoliberalismo, inspirados no personagem Don Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando no filme “Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola. Don Corleone é um paradigma porque o figurão não é tão molestado pelo Estado, mas por concorrentes e famílias rivais. É o laisser faire, laisser passer na sua pura essência, como ideologia imperativa no estabilishment. Daniel Dantas é doutor em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology, EUA, onde aprendeu a dar golpes de privatizações e apropriar-se de capitais de empresas estatais a partir das imposições do chamado Consenso de Washington, em 1989. O primeiro foi com a privatização do Sistema Telebrás, no qual Dantas, junto com o Citigrupo, conseguiu passar para seu domínio ações no preço de um dólar, enquanto o seu valor real era de trinta dólares. Com essa operação o grupo norte-americano obteve um lucro de centenas de milhões de dólares, compartilhado com Dantas (Massad, 2008: 8). Em 2000 o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello disse que sua decisão de conceder hábeas corpus em favor de Salvatore Cacciola foi de ordem técnica. Com isso o supermilionário fugiu para a Itália, onde curtiu a vida sem ser molestado. No começo de 2008, ele foi passear em Mônaco e caiu no alçapão da polícia. Juntamente com a notícia de sua extradição para o Brasil, surge a notícia da prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta e do investidor Naji Nahas, conforme ordem da justiça federal. Senadores comprometidos com a classe empresarial manifestaram que o uso de algemas era jogo de encenação. Em seguida, o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu hábeas corpus e mandou soltar Daniel Dantas. Novamente a justiça federal decretou sua prisão e em seguida Gilmar Mendes determinou sua soltura. O que foi mais notório em tudo isso foi o fato de Daniel Dantas ter dito que só temia as instâncias inferiores da justiça. Melhor que Cacciola, Daniel Dantas obteve da figura máxima da justiça brasileira, em menos de 24 horas, dois hábeas corpus em seu favor. O assombro ficou por conta da confiança que Dantas demonstrou em relação ao supremo (CONY, 2008).&lt;br /&gt;Enquanto isso, a doméstica Angélica Aparecida de Souza Teodoro, de dezoito anos de idade, mãe de um filho de dois anos, semi-analfabeta, que se encontrava desempregada, no final do ano de 2007, furtou uma latinha de manteiga. Por isso foi presa e conduzida ao Cadeião de Pinheiros, em São Paulo, onde passou o natal, o ano novo e o carnaval, porque o Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu seu pedido de hábeas corpus; o Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília levou, 120 dias para determinar a soltura de Angélica, cujo valor do furto fora de apenas R$ 3,10 (três reais e dez centavos) (MOURA, 2009)&lt;br /&gt;O atual estágio cultural e ideológico reinante no interior da justiça brasileira não aponta para uma contribuição no sentido de melhoria na agressividade e na destrutividade humanas. Ao contrário, ela contribui para o agravamento do problema da violência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências&lt;br /&gt;CONY, Carlos Heitor. O banqueiro tranqüilo. Folha de São Paulo. São Paulo, 13 jul. 2008.&lt;br /&gt;FREITAS, Silvana. Para juiz, proteção à mulher é diabólica. Folha de São Paulo, São Paulo, 21 out. 2007.&lt;br /&gt;MASSAD, Anselmo; FARIA, Gláucio. O declínio do império de Dantas. Fórum, São Paulo, n.65, ago. 2008.&lt;br /&gt;MOURA, Antonio de Paiva. Violência no mundo, ontem e hoje: uma visão interdisciplinar. .Belo Horizonte: FUNDAC-BH, 2009.&lt;br /&gt;VASCONCELOS, Frederico. Operação da Polícia Federal investiga venda de sentenças em São Paulo. Folha de São Paulo, São Paulo, 21 abr. 2007&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;TRISTE JUDICIÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MARCO ANTONIO VILLA&lt;br /&gt;O Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.&lt;br /&gt;O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.&lt;br /&gt;Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.&lt;br /&gt;Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Enviado por luisnassif, seg, 30/01/2012 - 20:00&lt;br /&gt;Do Opera Mundi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Hoje na História: 1933 - Hitler forma novo governo e inaugura terceiro Reich&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mesmo sem maioria no Reichstag, Partido Nazista assumiria sob promessa de encerrar crise econômica alemã&lt;br /&gt;Na gelada manhã de 30 de janeiro de 1933 chegaria ao fim a tragédia da República de Weimar, a tragédia de 14 frustrados anos nos quais os alemães buscaram, sem sucesso, pôr em funcionamento uma democracia.&lt;br /&gt;Aproximadamente às 10h30, os membros do ministério proposto em negociações entre nazistas e reacionários da velha escola, somados às forças conservadoras, de centro e de setores sociais-democratas, atravessam o jardim do palácio e se apresentam no gabinete presidencial.&lt;br /&gt;p&amp;gt;O presidente da República, o velho marechal Paul von Hindenburg, de 86 anos, confia a chancelaria a Adolf Hitler, führer do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista, e o encarrega de formar o novo governo.&lt;br /&gt;A nomeação surpreendente de Hitler seguiu-se às tratativas entre os dirigentes conservadores, em especial o ex-chanceler Franz von Papen, e os simpatizantes nazistas, representados pelo doutor Hjalmar Schacht, um reputado economista responsável pelo reordenamento espetacular da economia alemã após a crise inflacionária de 1923, o "ano desumano".&lt;br /&gt;Os conservadores e o empresariado queriam se servir de Hitler para deter a ameaça comunista. Não acreditavam que os nazistas representassem um perigo real para a democracia alemã.&lt;br /&gt;O Partido Nazi estava perdendo velocidade eleitoral. No pleito de 31 de julho de 1932 havia conquistado 230 cadeiras no Reichstag de um total de 608 – 37,3 % dos votos populares. Já nas eleições legislativas de novembro do mesmo ano, obtiveram 33,1% dos sufrágios, perdendo 2 milhões de votos e 34 lugares no Parlamento. Os comunistas ganharam 750 mil votos e os social-democratas perderam a mesma quantidade. Com esse resultado, os comunistas passaram de 89 para 100 cadeiras e os socialistas caíram de 133 para 121 deputados. Os dois somados superavam largamente as 196 cadeiras nazistas. A perda de dois milhões de votos nazistas sobre um total de 17 milhões, em apenas quatro meses, significava um duro revés. O governo formado por Hitler foi aberto amplamente aos representantes da direita clássica. Não contava com mais do que três nazistas, Hitler, entre eles, e Von Papen, como vice-chanceler.&lt;br /&gt;Por falta da maioria absoluta no Reichstag, Hitler parecia longe de poder governar a sua vontade. Ninguém leva a sério os discursos racistas. Muitos alemães pensam, contudo, que ele poderia recuperar o país atormentado pela crise econômica.&lt;br /&gt;Com uma rapidez fulminante e por meios totalmente ilegais, vai consolidar a ditadura a despeito da fraca representação de seu partido no governo e no Reichstag.&lt;br /&gt;No dia seguinte a sua investidura na chancelaria, Hitler dissolve o Reichstag e prepara novas eleições para 5 de março de 1933. Ao mesmo tempo, traça aquilo que seu chefe de propaganda, Josef Goebbels, chama de "as grandes linhas da luta armada contra o terror vermelho".&lt;br /&gt;As tropas de assalto de seu partido, as SA (Sturmabteilung), aterrorizam a oposição como forma de campanha eleitoral. Cometem pelo menos 51 assassinatos.&lt;br /&gt;Um dos principais ajudantes de Hitler, Hermann Goering, ocupando o cargo chave de Ministro do Interior da Prússia, manipula a polícia, demitindo funcionários hostis e colocando os nazistas nos postos essenciais.&lt;br /&gt;Hitler faz rondar o "espectro da revolução bolchevique", mas como esta tarda a eclodir, decide inventá-la. Em 24 de fevereiro, uma batida na sede do Partido Comunista permite a Goering anunciar a apreensão de documentos prenunciando a revolução. Esses documentos jamais foram publicados.&lt;br /&gt;Como toda essa agitação não parecia bastar para acumular a maioria dos sufrágios aos nazistas, decidem pôr fogo no Reichstag.&lt;br /&gt;As classes conservadoras julgavam ter encontrado o homem que as ajudaria a alcançar suas metas : erguer uma Alemanha autoritária que pusesse termo à "insensatez democrática", esmagasse os comunistas e o poder dos sindicatos, arrancasse as algemas de Versalhes, reconstruísse um grande exército e reconquistasse para o país o seu lugar ao sol.&lt;br /&gt;O Império dos Hohenzollern fora edificado sobre as vitórias militares da Prússia ; a República alemã sobre a derrota diante dos Aliados depois de uma grande guerra. O Terceiro Reich, porém, nada devia aos azares da guerra. Foi instaurado em tempos de paz, e pacificamente, pelos próprios alemães.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Ana Cláudia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704117256044689042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lWw17MhSNX4/TykYbDO4NpI/AAAAAAAAA8w/HXDh_Q1FJQ0/s400/tabela%2Bsalarios.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Desde 2000, foram cassados 667 políticos com base na lei contra compra de votos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Agência de Notícias da Justiça Eleitoral, 31/01/2012.&lt;br /&gt;Mandato cassado&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333300;"&gt;Seiscentos e sessenta e sete prefeitos, vices e vereadores foram cassados pela Justiça Eleitoral, até maio de 2009, com base na lei de iniciativa popular 9.840/99. Os dados foram coletados pela Secretaria de Sistemas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por determinação do ministro Felix Fischer, corregedor-geral eleitoral, atendendo a solicitação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).&lt;br /&gt;A pesquisa foi realizada entre 10 e 20 de março de 2009 e abrangeu 2.503 zonas eleitorais, o que corresponde a 83,74% das 2.989 zonas do país. Os números apresentados representam valores numéricos oficiais, mas são inferiores à quantidade total de medidas de cassação efetivamente aplicadas.&lt;br /&gt;Dados&lt;br /&gt;De acordo com a pesquisa, de 2000 a 2009, 460 prefeitos e vices e 207 vereadores foram atingidos por cassações em todo o país. Deste total, 238 prefeitos e vices foram cassados apenas nas eleições de 2008, representando 53,52 % do total de prefeitos e vice cassados desde 2000.&lt;br /&gt;Com relação a vereadores, 119 foram cassados em 2008, representando 57,48% de todos os vereadores cassados desde 2000.&lt;br /&gt;Ainda no ano de 2008, houve 343 sentenças de cassação de mandatos em primeira instância (nas zonas eleitorais), em todo o país. Por região, o maior número ficou no sudeste, com 120 sentenças; seguida da região nordeste, com 109; 66 na região sul; 48 no centro-oeste, e 36 na região norte.&lt;br /&gt;Após o julgamento de recursos nos tribunais regionais ou no TSE, foram 119 chapas de prefeitos cassadas em todo o país, sendo a maior parte na região Nordeste, 39; seguida da região Sudeste, com 38; Sul, com 23; Centro-Oeste, com 10; e nove na região Norte.&lt;br /&gt;No ano 2000, primeiro ano de vigência da lei, em todo o país foram cassados em primeiro grau 162 prefeitos e vices e, em 2004, esse número subiu para 388. Após o julgamento de recursos em instâncias superiores, foram cassados 40 prefeitos e vices em 2000, e 71 em 2004.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Tudo que reluz é... petróleo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Pepe Escobar (www.brasilianas.org)&lt;br /&gt;25/1/2012, Pepe Escobar, Asia Times Online&lt;br /&gt;“All that glitters is ... oil”&lt;br /&gt;Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No discurso “O Estado da União”, ontem, o presidente dos EUA Barack Obama disse “Que ninguém duvide: os EUA estamos determinados a evitar que o Irã chegue à bomba atômica, e não excluirei de sobre a mesa nenhuma opção para atingir aquele objetivo”. [1]&lt;br /&gt;No mundo real, a frase significa que Washington quer ir à guerra – a guerra econômica já está em curso – contra um país que assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e não está construindo armas atômicas, como já declararam a Agência Internacional de Energia Atômica e a mais recente US National Intelligence Estimate.&lt;br /&gt;Obama também disse que “o regime de Teerã está mais isolado do que nunca; seus líderes sofrem sob o peso de sanções paralisantes, e, enquanto fugirem às suas responsabilidades, a pressão não diminuirá”.1&lt;br /&gt;“Isolado?” Não, não. O Irã não está isolado. Leiam “O mito do Irã ‘isolado’” (14/1/2012). Nem, tampouco, é a liderança iraniana quem sofre sob o peso de sanções paralisantes: quem sofre é a absoluta maioria de 78 milhões de iranianos pobres.&lt;br /&gt;Em declaração antes do discurso, Obama “aplaudiu” a decisão da União Europeia de impor embargo contra o petróleo do Irã, e acrescentou que “Aquelas sanções demonstram, mais uma vez, a unidade da comunidade internacional”.&lt;br /&gt;OK. Mas a tal “unidade da comunidade internacional” é composta de EUA, países da OTAN, Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG, também conhecido como Clube Contrarrevolucionário do Golfo); o resto do mundo é miragem.&lt;br /&gt;Venha para o programa petróleo-por-ouro&lt;br /&gt;Dois países BRICS, Índia e China, juntos, compram pelo menos 40% do petróleo que o Irã exporta, 1 milhão de barris/dia. 12% do petróleo de que a Índia necessita. E a China comprou, ano passado, 30% mais petróleo do Irã que em 2010, média de 557 mil barris/dia.&lt;br /&gt;A “comunidade internacional” de verdade já está tomando conhecimento de que a Índia começará a pagar em ouro, pelo petróleo iraniano – não com rúpias, através do banco estatal UCO indiano e do banco estatal Halk Bankasi, turco. Pequim – que já negocia com o Irã em yuans – pode também mudar-se para o ouro. Desnecessário lembrar que ambas, Delhi e Pequim, são grandes produtoras de ouro, com muito ouro nos cofres.&lt;br /&gt;O Ano do Dragão começará com muito barulho: pode bem ser o padrão-ouro do Ano do Dragão.&lt;br /&gt;Todos recordam o fracassado programa da ONU petróleo-por-ouro, que matou de fome os iraquianos, nos anos antes da invasão/ocupação dos EUA, em 2003. Iraquianos médios pagaram preço terrível pelas sanções de ONU/EUA, e o programa petróleo-por-comida só beneficiou o sistema de Saddam Hussein.&lt;br /&gt;Agora, o negócio é muito mais sério; é o programa petróleo-por-ouro, iniciativa de BRICS + Irã que beneficiará a liderança da República Islâmica e talvez alivie os efeitos das sanções sobre a população iraniana. Consequências globais: a cotação do ouro sobe; o petrodólar cai; os mercadores de petróleo abrem garrafas de Moet em cataratas.&lt;br /&gt;Outro país BRICS, a Rússia, já negocia com o Irã em rials e rublos. E a Turquia, aspirante a membro do grupo BRICS – e que também é membro da OTAN – não acompanhará as sanções de EUA/União Europeia, se não forem impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (não-não, porque Rússia e China, membros permanentes, vetarão).&lt;br /&gt;Em dois meses, o primeiro-ministro Vladimir Putin – que enfurece/apavora Washington e Bruxelas como um neo Vlad o Impalador – estará de volta à presidência da Rússia. É quando os poodles atlanticistas saberão o que é jogo à vera.&lt;br /&gt;Enquanto isso, Teerã jamais se curvará às sanções ocidentais – muito menos com vários mecanismos laterais/subterrâneos já implantados para vender seu petróleo e que envolvem três países BRICS mais dois aliados dos EUA, Japão e Coreia do Sul, os quais, provavelmente, conseguirão que o governo Obama os isente de cumprir as sanções.&lt;br /&gt;Dado que isso tudo jamais teve algo a ver com uma inexistente arma nuclear, a liderança em Teerã só terá de seguir um parâmetro supremo de estratégia: não caia em provocações ou em arapucas de operações clandestinas sob falsas bandeiras, que serviriam como casus belli para um ataque de guerra do eixo EUA/Grã-Bretanha/Israel.&lt;br /&gt;E tudo isso, enquanto tendências no horizonte – sobrecarregado – apontam para o que se pode chamar de “Zona Asiática de Exclusão do Dólar”, a qual, para muitas mentes espertas no mundo em desenvolvimento, pode pavimentar a estrada para uma moeda lastreada em energia, a ser usada pelos BRICS e pelo Grupo dos 77 (G-77) para resistir ao cada vez mais desesperado – e sem rumo – ocidente atlanticista.&lt;br /&gt;De volta ao congresso dos poodles europeus, basta examinar a declaração conjunta distribuída por aqueles fenômenos de mediocridade – o primeiro-ministro britânico David Cameron, a chanceler alemã Angela Merkel e o neonapoleônico “libertador da Líbia”, o francês Nicolas Sarkozy.&lt;br /&gt;O trio-lá disse que “Nada temos contra o povo iraniano.” Os iraquianos ouviram exatamente a mesma frase de outro grupo de mediocridades em 2002 e 2003. Em seguida, o Iraque foi invadido, ocupado e destruído.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota dos tradutores&lt;br /&gt;[1] 24/1/2012, “State of the Union” 2011. (em inglês)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Até onde irão os Indignados?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Manuel Castells aposta: ao recuar, quando ação se desgastou, movimento revelou maturidade surpreendente. Assumiu novas formas. Reemergirá, quando crise exigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O “Desenvolvimentismo Asiático”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Diversas teorias têm procurado explicar, há trinta anos, a emergência dos “outsiders” orientais. Suas conclusões costumam ser surpreendentes. Por José Luís Fiori&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;O homem que buscou as Raízes do Brasil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Obra inovadora e vida pessoal peculiar de Sérgio Buarque de Holanda emergem em incursão cinebiográfica de Nelson Pereira dos Santos. Por Arlindenor Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Boaventura vê capitalismo e suas sete ameaças&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Sociólogo afirma, em Porto Alegre, que só possível enfrentar crise ambiental atacando, ao mesmo tempo, desigualdade e declínio da democracia. Por Antonio Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Polônia protesta contra censura na internet&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Milhares saem às ruas contra adesão ao ACTA, que pretende estabelecer controle internacional dos governos e empresas sobre a rede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Crise leva divisão Norte-Sul para a Inglaterra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O relatório da fundação “Centre for Cities” renovou a existência de um norte-sul da Grã Bretanha, com dois tipos de cidades e dois estilos de crise. O vendaval econômico está arrasando lugares como Liverpool, Hull, Sunderland e Swansea que dependem em grande medida do emprego estatal, variável de ajuste da atual crise. Já Londres, Cambridge ou Edimburgo sobrevivem graças a sua capacidade de ímã com respeito ao investimento privado e a uma força de trabalho altamente qualificada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19472"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19472&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Por que a crise atual é maior que a dos anos 30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Ao contrário da Grande Depressão, desta vez a crise afetou o coração mesmo do sistema capitalista, que é o seu sistema bancário central. Nos anos 30, milhares (cerca de 9 mil) bancos quebraram nos EUA e na Europa, no curso de quatro corridas bancárias entre 29 e 33, mas nem um único considerado grande. Eram pequenos e médios bancos municipais ou regionais, sem risco sistêmico. Agora, no rastro do Lemon Brothers, todo o sistema virtualmente esteve para colapsar. O artigo é de J. Carlos de Assis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19512&amp;amp;boletim_id=1118&amp;amp;componente_id=17759"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19512&amp;amp;boletim_id=1118&amp;amp;componente_id=17759&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 169px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704117137574680418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-38ZtIvWaNIs/TykYUJ5bV2I/AAAAAAAAA8k/SPgNZkzTIMY/s400/livro%2Brepressaocampo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962-1985 – Camponeses torturados, mortos e desaparecidos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, fruto de parceria do NEAD com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), conta a história de trabalhadores e líderes rurais que sofreram agressões durante o período da ditadura militar no Brasil. Seu lançamento ocorreu no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, na sexta, dia 27.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-7894331928577456714?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/7894331928577456714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-312.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7894331928577456714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7894331928577456714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/02/numero-312.html' title='Numero 312'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--TPazYUp6xA/TykYtiNVXVI/AAAAAAAAA9I/b6CdX_r8MAw/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-4711755730931496422</id><published>2012-01-26T01:55:00.001-08:00</published><updated>2012-01-26T02:23:37.247-08:00</updated><title type='text'>Numero 311</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1KTivPDwlnM/TyEjkGC11uI/AAAAAAAAA8Y/UG1zhXxg6Ig/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 461px; DISPLAY: block; HEIGHT: 99px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701877706232551138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1KTivPDwlnM/TyEjkGC11uI/AAAAAAAAA8Y/UG1zhXxg6Ig/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;QUEM FINANCIA BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Com um pequeno atraso devido a problemas técnicos (internet fora do ar), vamos ao número de hoje. Um texto enviado por colaboradora elucida algumas questões pertinentes sobre o imbróglio entre o Conselho Nacional de Justiça e um número grande de magistrados. A propósito, notícia ontem do jornal Estado de São Paulo, deu conta dos hiperultra salários de magistrados de RJ e SP.&lt;br /&gt;Por falar em juízes, o segundo artigo trata dos problemas enfrentados na Espanha pelo juiz que conseguiu prender Pinochet em Londres.&lt;br /&gt;Voltando ao Brasil, Alberto Dines faz uma ácida crítica ao governador Alckmin no que se refere à remoção dos 6.000 moradores de Pinheirinhos; Rudá Ricci analisa o Brado Retumbante da Globo.&lt;br /&gt;E de volta ao exterior, Umberto Eco analisa a falibilidade da ciência.&lt;br /&gt;Isso tudo e mais os artigos que estão nos links da segunda parte.&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701877641729492530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5C3ZjZMpTFw/TyEjgVwHRjI/AAAAAAAAA8M/62YD7xr6jGw/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1. TEXTOS COMPLETOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração de Maria Nice Fonseca:&lt;br /&gt;REVISTA INTERESSE NACIONAL ARTIGOS&lt;br /&gt;CNJ CEZAR PELUSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;O Diálogo entre o CNJ e o Supremo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por: JOAQUIM FALCÃO, DIEGO WERNECK ARGUELHES E PABLO DE CAMARGO CERDEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) resulta de experimento institucional transformador. Nasce como aperfeiçoamento da democracia – regime no qual nenhum poder consegue ser independente de todos, o tempo todo, e em todas as matérias, parafraseando Lincoln. Começou a ser imaginado na transição, antes da Constituinte, ainda sob a forma de um controle externo do Poder Judiciário. O debate continuou aceso na comunidade jurídica e no Congresso ao longo da década de 1990. Mas foi só em 2003, com a criação e atuação da Secretaria Nacional de Reforma do Judiciário, que ganhou definitivamente a pauta pública nacional . Virou prioridade. Política de Estado, não de um ou outro governo específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizemos política de Estado, e não política pública ou de governo não somente porque a organização do poder estatal é matéria constitucional por excelência, como lembra Luís Roberto Barroso. Mas por ter sido resultado de ativa, ampla e convergente negociação entre os três Poderes, envolvendo todos os partidos políticos, com a participação também ativa de diversos setores da sociedade, da universidade, da opinião pública e inclusive da mídia .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino institucional do CNJ, porém, estava somente parcialmente traçado por ocasião de sua criação legal. O texto inserido na Constituição pela Emenda da Reforma do Judiciário (EC nº 45/2004) desenhou a instituição em variados aspectos. Definiu competências e, ao fazê-lo, não impediu, nem poderia ter impedido, que outras vozes levassem adiante a tarefa de interpretar essas competências e esses limites. É inevitável. Textos legais precisam ser interpretados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é particularmente verdadeiro no caso de textos constitucionais, com suas cláusulas tipicamente mais abertas. O que é “devido processo legal”? “Poderes harmônicos e independentes entre si”? “Dignidade da pessoa humana”? “Duração razoável do processo”? Definir estes conceitos do texto constitucional é necessariamente convidar a atuação de intérpretes futuros. E, em caso de conflito na interpretação, fixar estes conceitos é tarefa típica do Supremo Tribunal Federal. Natural, portanto, que o STF esteja no centro dos debates travados de 2005 para cá. É chamado a revelar a extensão dos poderes constitucionalmente atribuídos pelo Congresso ao CNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, a formatação final do CNJ depende em muito do intérprete, sobretudo do Supremo. É, portanto, experimento em construção. Sendo que a inevitável porta aberta da interpretação pode envolver riscos institucionais. Pode levar a retrocessos. É o que pode ocorrer agora. A criação do CNJ foi fruto de um consenso majoritário inequívoco na sociedade: a insuficiência dos mecanismos anteriores à Reforma do Judiciário para garantir a eficiência e moralidade administrativas e a integridade funcional no âmbito do Judiciário. Mas este consenso majoritário não significou unanimidade. Houve perdedores. No julgamento da Adin 4638, o risco é o de que se faça prevalecer, por meio de decisões do STF, concepções do papel e do escopo da atuação do CNJ que foram debatidas e derrotadas em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da polêmica atual sobre o CNJ, está em jogo a interpretação dos seguintes termos da Constituição, inseridos pela EC nº 45/2004:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 103-B.&lt;br /&gt;§ 4º Compete ao Conselho […]&lt;br /&gt;III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, […], sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa; […]. [grifos adicionados]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4 638, que pode ser decidida pelo STF a qualquer momento, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) afirma que a expressão “sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais” deve ser entendida como limitando a competência do CNJ a apenas “rever” a ação das corregedorias locais. A competência da corregedoria do CNJ seria apenas “revisional” ou “subsidiária” em relação à ação das corregedorias dos tribunais inferiores. É construção livre a partir do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como já afirmado pelo próprio STF no julgamento da Adin nº 3 367 (2005), o que o texto indica é uma relação de concorrência (tanto o CNJ quanto as corregedorias locais podem iniciar processos disciplinares contra magistrados), e não de subsidiariedade (o CNJ só entra em cena quando as corregedorias não atuaram) . Em última instância, o que se espera com essa Adin é que o Supremo redefina a identidade constitucional do CNJ. Controlar a “atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário” e “[controlar] cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” foram tarefas atribuídas ao Conselho pelo Congresso Nacional na Reforma do Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua criação, setores insatisfeitos da magistratura brasileira – sobretudo desembargadores estaduais, que viram seus poderes diminuídos com a atuação do CNJ – têm sistematicamente tentado obter no Supremo a vitória que não obtiveram no Congresso. Nem antes, nem hoje. Conseguirão amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Estratégia Processual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O questionamento da constitucionalidade da atuação do CNJ é feito sempre a partir de duas estratégias principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o foco na questão federativa. Não se pode mais arguir que a mera existência do CNJ contraria a independência do Poder Judiciário – o STF já decidiu essa questão em 2005, ao julgar a Adin nº 3 367. O CNJ não fere a independência do Judiciário. A tese contrária, aliás, já havia sido derrotada politicamente no Congresso Nacional durante as discussões da EC nº 45/2004. Buscam agora outros argumentos. Questionam a relação do CNJ na federação . Feriria a autonomia dos tribunais estaduais. Argumento em verdade também já derrotado. Esta questão foi exaustivamente esclarecida na mesma Adin nº 3 367, no voto do ministro Peluso, que afirmou e viabilizou o status do Conselho como órgão nacional, e não federal. Ou seja, está acima da lógica dos conflitos entre União e estados – qualquer que seja o nome com que se revista este conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda estratégia processual que tenta reverter a constitucionalização do CNJ aposta nas mudanças da composição do Supremo. Testa-se permanentemente a possibilidade de cada nova composição do Tribunal aceitar uma reinterpretação dos dispositivos constitucionais. Desde a votação da primeira Adin contestadora, em 2005, até os dias de hoje, seis novos ministros passaram pelo STF – isto é, mais da metade da composição do tribunal foi renovada. Não se contesta mais de forma direta a natureza constitucional do CNJ. Em vez disso, pretende-se obter posicionamentos favoráveis de um ou outro novo ministro – ou mesmo reposicionamentos de membros antigos da corte, como o ministro Celso Mello – por reinterpretações limitadoras de competências específicas do CNJ, geralmente afirmadas em casos concretos. É estratégia transformadora insincera: ambiciona mudanças profundas, mas sem anunciar-se como tal. É a estratégia de mudar de instituição, mudando-se aos poucos – mas em aspectos essenciais – a instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas estratégias não são excludentes. A segunda delas, porém, consiste em uma verdadeira tática de permanente guerrilha processual. Sendo o Supremo obrigado a decidir todas as questões que lhe são trazidas – não pode simplesmente descartar assuntos repetitivos ou irrelevantes, como ocorre nos EUA –, cada nova iniciativa dos descontentes com a decisão congressual da Reforma do Judiciário e reafirmada pelo próprio Supremo na Adin nº 3 367 vai necessariamente encontrar seu caminho até os ministros. A consequência é sempre um momento de instabilidade institucional para o CNJ. Como indicam os dados discutidos a seguir, interesses de magistrados – já derrotados, em sua maioria, na arena democrática – pretendem ter sobrevida na esfera do controle de constitucionalidade. Reabrem-se feridas. Causa-se dano político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, observar como o STF tem reagido a essas estratégias é fundamental para entender o processo de construção da identidade e das competências do CNJ. Afinal, ao rever uma medida tomada pelo CNJ, usando da competência prevista no artigo 102, I, r da Constituição, o STF demarca fronteiras. Fecha alguns caminhos, abre outros. Seja por meio de pontuais, mas impactantes leading cases, seja por intermédio de uma grande gama de decisões repetidas, a atividade decisória do STF (re)constrói o CNJ. Até que essa identidade se estabilize, a judicialização permanente de demandas relativas à atuação do CNJ é nada menos que um novo round de desenho institucional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A judicialização permanente: as Adins&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conhecer a face judicializada do CNJ no STF, utilizaremos basicamente o banco de dados do projeto “Supremo em Números”, complementado por algumas pesquisas pon¬tuais mais recentes . O conjunto destas pesquisas contribui para estabelecer uma base empírica sólida a partir da qual se possam travar discussões construtivas . Os dados indicam que, atualmente, no diálogo entre o STF e o CNJ, podem ser identificados os seguintes traços:&lt;br /&gt;a) ao contrário do que se previa, as ações envolvendo o CNJ são quantitativamente irrelevantes no universo da carga de trabalho do Supremo;&lt;br /&gt;b) os instrumentos processuais mais decisivos da estratégia de guerrilha têm sido as Adins, que tentam obter interpretações limitadoras da competência constitucional do CNJ, e os mandados de segurança, nos quais juízes e servidores insatisfeitos pleiteiam anulação de decisões do Conselho;&lt;br /&gt;c) no caso das Adins, o Supremo tem sido muito cauteloso. Não tem emitido juízos definitivos sobre estas questões. Ao contrário, tem recorrido basicamente a liminares, tipicamente decididas de forma monocrática, e adiado assim o momento da decisão final;&lt;br /&gt;d) parte significativa da litigiosidade em torno do CNJ no Supremo diz respeito a disputas envolvendo atores judiciais e cartórios. Não prevalece uma agenda social, dos usuários da justiça, mas sim uma agenda intrajudicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos. Primeiro: de 2005 a 2009, o STF recebeu um número relativamente pequeno de casos envolvendo o CNJ: 485, ou seja, apenas 0,1% das 420 975 ações que chegaram ao Supremo neste período. Essa constatação é importante – e tranquilizadora. Havia no ar um temor de que a instituição gerasse resultados perversos e contrários aos seus próprios fins. Criado, entre outros objetivos, para combater a morosidade – alertavam alguns críticos –, o CNJ levaria a uma nova explosão de litigiosidade dada a imensidão de casos de lentidão processual por responsabilidade dos juízes. Segundo essa visão, decisões do CNJ seriam objeto de recurso quase que automático ao STF, contribuindo assim para a já insuportável carga de trabalho do órgão de cúpula do Judiciário brasileiro. Esse cenário pessimista não se concretizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: Entre 2005 e 2011, foram ajuizadas 32 Ações Diretas de Inconstitucionalidade nas quais o CNJ era o requerido . Como observado acima, são ações cujas eventuais decisões terão significativo e imediato impacto sobre o desenho institucional do CNJ. Tratam, sem exceção, de questionamentos quanto à constitucionalidade de normas editadas pelo CNJ para cumprir seus deveres institucionais. Questionam, por exemplo, a Resolução nº 7/2005, que proibiu o nepotismo no Poder Judiciário, ou as Resoluções nº 13 e nº 14 de 2006, que trataram do teto remuneratório da magistratura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte das 32 Adins foram propostas por entidades de classe da magistratura (Anamatra, Ajufe, Anamages, AMB, Andes). Uma Adin é da Anoreg/BR, entidade representativa de interesses de cartórios. Três Adins são da Procuradoria-Geral da República, uma é do Conselho Federal da OAB e as sete restantes vieram de Assembleias Legislativas ou governos estaduais. Juntas, associações de magistrados e a representante dos cartórios representam, portanto, 2/3 de todas essas Adins. Ou seja, ano após ano, de 2005 para cá, juízes perdedores no Congresso e insatisfeitos com a existência do CNJ regularmente contestam suas ações com vistas a restringi-las. Daí falarmos em judicialização permanente: na média, essas associações propuseram de 2005 a 2011 quase três Adins por ano, sempre buscando interpretações limitadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas informações estão sistematizadas no quadro 1 e ilustradas no gráfico 1 abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante constatar que, no que se refere às Adins, a sociedade civil – os usuários da justiça, aqueles para os quais o CNJ foi criado com a missão de combater a lentidão, os desvios funcionais e a corrupção no Judiciário – não questiona o CNJ. Com exceção da pequena participação da OAB, nenhuma organização ligada a interesses dos usuários da justiça tem pretendido limitar o Conselho por meio de Adins. Não há sequer Adins de partidos políticos. A contrario sensu, somente aqueles que tiveram seus interesses limitados questionam o CNJ. Mais especificamente, observa-se uma grande atividade de instituições de classe dos magistrados da esfera estadual, visível na hiperrepresentação da Associação Nacional de Magistrados Estaduais (Anamages) neste conjunto de Adins. A Anamages, embora já venha sendo reiteradamente considerada pelo STF como parte ilegítima para propor Adins, foi responsável por nada menos que nove das 32 ações acima identificadas. Quase 30% do total, como vemos no gráfico 2 a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e uma delas contêm algum tipo de pedido liminar, mas em apenas cinco a liminar foi concedida. Em nove das Adins com pedido de liminar, o processo foi extinto sem julgamento do mérito . Nas 17 restantes, o Supremo ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar. Embora essa amostra seja evidentemente limitada, é possível observar que o Supremo não tem se sentido pronto para usar as Adins como instrumento de cerceamento do CNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao julgamento definitivo da questão, o Supremo não decidiu nenhum dos casos mais importantes – por exemplo, a questão do teto remuneratório. Quando olhamos para a face judicializada do CNJ no âmbito das Adins, vemos um Supremo hesitante em decidir. Mesmo quando decide, o faz por meio de liminares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a tabela acima é interessante pelo que ela não contém: em nenhuma das 32 Adins identificadas o STF proferiu decisão definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Por que esta cautela?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Supremo na verdade está entre a cruz e a espada. De um lado, a permanente pressão dos desembargadores e ministros insatisfeitos e que têm acesso institucional privilegiado, quase diário, aos ministros do Supremo, e que defendem Adins e mandados de segurança largamente ligados a interesses corporativos. De outro, a difícil decisão de restringir o formato institucional que o Congresso Nacional deu ao CNJ. Há que bem avaliar a possibilidade de uma reação do Congresso, da opinião pública e da mídia . O Congresso pode responder a interpretações limitadoras do poder do CNJ com novas emendas ao texto constitucional, por exemplo . Seria um processo, se não de retaliação entre os poderes, pelo menos de renovação de uma tensão que vinha sendo democraticamente administrada. Afinal, eventual decisão unilateral do Supremo de retirar competências do CNJ implicaria o rompimento do pacto político-institucional que permitiu a aprovação da Emenda 45 .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, três fatores – a estratégia processual de guerrilha permanente de setores da magistratura, a impossibilidade de o Supremo recusar essa estratégia escolhendo livremente quais casos decidir, e a utilização das liminares para não decidir – gera permanente e renovada insegurança jurídica. A insegurança jurídica é um conceito guarda-chuva. Pode vir em várias formas e se expressar em vários níveis distintos – nem todos patológicos ou necessariamente negativos . Neste caso, porém, a insegurança jurídica gerada não diz respeito à necessidade de interpretação – e, portanto, à inevitável indeterminação – de um projeto, um programa de governo ou uma política pública transformada em texto legal. Neste caso, a insegurança jurídica diz respeito a uma política de Estado. À existência e eficiência de um determinado formato de Estado brasileiro. Não ocorre nas margens do funcionamento de instituições já consolidadas, mas atinge o núcleo duro das instituições brasileiras. Pode provocar danos mais sérios ao estado democrático de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra hipótese para tentar explicar esta cautela do Supremo é a inexistência de um consenso interno suficientemente consolidado para fazer avançar limitações ao formato institucional do CNJ. Sem este consenso, a legitimidade da decisão do próprio Supremo seria contestada. A decisão teria validade legal, sem dúvida. Mas pouca legitimidade política. Não se faz um política de Estado com um Supremo fragmentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários motivos, portanto, para ser cauteloso. Difícil saber qual é de fato a posição do tribunal. Mas há pistas do que o Supremo quer e pode fazer, dadas as condições certas. Em 2008, o tribunal rejeitou de forma inequívoca a pretensão restritiva dos poderes do CNJ no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 12, proposta pela própria AMB. Os ministros foram unânimes em considerar constitucional a Resolução nº 7/2005 do CNJ (vedação de nepotismo). Foi a única grande decisão definitiva do tribunal envolvendo a competência do CNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Judicialização permanente: os Mandados de Segurança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale notar que, fora do âmbito das Adins, é possível que o STF tenha se sentido mais à vontade para afirmar sua própria interpretação das competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho. Adins não são o único recurso disponível para este tipo de decisão do Supremo. No banco de dados do “Supremo em Números” foi possível identificar um grande número de mandados de segurança envolvendo decisões do CNJ. É plausível supor que, em muitos desses mandados, alegue-se que um ato normativo do CNJ viola a Constituição. Em recente reportagem da Folha de S. Paulo, por exemplo, observou-se que, das 33 punições aplicadas até hoje pelo CNJ a juízes, 15 foram suspensas pelo STF, por meio de liminares em ações individuais como o mandado de segurança .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer o perfil desses mandados de segurança é fundamental. É a classe processual largamente dominante, correspondendo a 413 dentre as 458 ações que, de 2005 até final de 2009, tramitam no STF envolvendo o Conselho. Por si só, isso nos dá traços importantes da face judicializada do CNJ nos primeiros cinco anos após sua criação. Ela é majoritariamente composta por processos em que se procura discutir os usos e limites do poder da instituição a partir de casos concretos, envolvendo litígios em que uma parte sente que seus interesses foram inconstitucionalmente lesados por uma decisão do CNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo nesses casos? Qual agenda que se extrai da face judicializada do CNJ? Quais os interesses lesados que o Supremo tem sido provocado a proteger diante da atuação do Conselho? No banco de dados do “Supremo em Números”, usando dados de 2005 a 2009, encontramos 534 assuntos diferentes em mandados de segurança – um número maior do que os 413 processos, pois é comum que alguns casos tenham mais de um único assunto. No quadro abaixo, identificamos os assuntos/temas mais frequentemente encontrados no conjunto dos mandados de segurança no STF contra atos do CNJ:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 171 processos classificados como envolvendo o tema “Servidores Públicos”, que engloba questões como benefícios e regras de aposentadoria e remuneração previstas no regime jurídico dos servidores do Poder Judiciário. Corresponde a 32% do total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema “Agentes Políticos”, que se refere basicamente a magistrados – um único caso remete ao Ministério Público – aparece 113 vezes, ou seja, 21% do total. Dentro da categoria “Agentes Políticos”, 40 casos, ou 35% dos casos dessa categoria, envolvem assuntos especificamente ligados a processos disciplinares de magistrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos ainda os temas relacionados a “Concurso Público”, que abrangem quaisquer concursos públicos para o Poder Judiciário – magistratura, servidores e serviços extrajudiciais, ou cartórios. Conta 86 casos, ou 16% do total de mandados de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a última categoria que merece destaque isoladamente é a de Cartórios. Com um total de 68 ocorrências em mandados de segurança, os casos envolvendo tais assuntos respondem por 18%. Importante notar que aqui estão apenas os casos envolvendo concessão, autorização e permissão para o exercício da atividade notarial e registral. Questões de concursos públicos para cartórios estão classificadas na categoria acima, Concursos Públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: mais de 82% dos mandados de segurança envolvendo o CNJ no STF dizem respeito a servidores públicos, processos disciplinares e outras disputas envolvendo juízes, concursos públicos e cartórios. Na verdade, não é novidade em relação ao que observamos no caso do controle abstrato via Adin: mais uma vez, trata-se de uma agenda basicamente interna ao Poder Judiciário: quem questiona o CNJ perante o STF usando mandados de segurança não são usuários da justiça, mas sim indivíduos ligados a estruturas judiciais ou cartorárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise dos dados evidencia dois pontos fundamentais. Primeiro, uma reiterada atuação das associações de magistrados, por meio de Adins, para obter do Supremo uma interpretação limitadora dos poderes do CNJ. Quase três ao ano. Segundo, mostra também que o Supremo utiliza de extrema cautela ao apreciar estas ações. Até hoje, cinco anos após o início dessas estratégias processuais, o tribunal não decidiu em definitivo em favor das interpretações constitucionais limitadoras da competência do CNJ, apesar de terem sido reiteradamente pleiteadas por uma pluralidade de associações de magistrados. Ao contrário, na única vez em que se manifestou de forma conclusiva sobre a constitucionalidade de alguma resolução do CNJ – na ADC nº 12 – o Supremo rejeitou de forma inequívoca as pretensões limitadoras que haviam sido levantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata aqui, evidentemente, de negar a legalidade do uso destas vias processuais de acesso ao Supremo. A própria Reforma do Judiciário estabeleceu, como já discutido aqui, a possibilidade de se recorrer das decisões do CNJ junto ao STF. Trata-se, porém, de indagar o que poderia justificar esta estratégia de judicialização permanente por parte das associações de magistrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, é importante considerar que, até 2009, somente 7% dos mandados de segurança contra o CNJ se originam da insatisfação de juízes punidos ou em via de serem punidos por processos disciplinares perante o Conselho. Apenas 40 processos. Metade do número de mandados de segurança gerados por conflitos relativos a concursos públicos no Judiciário. Muito menos do que o número de mandados de segurança envolvendo cartórios extrajudiciais. Muito menos, enfim, do que se poderia esperar, levando-se em conta que, por força do texto constitucional, o Supremo é a instância judicial revisora quase automática das decisões disciplinares do CNJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso ao Supremo pelos juízes insatisfeitos com eventuais excessos do Conselho no emprego de seu poder punitivo é, portanto, amplo. Donde se pode inferir que, em termos estatísticos, a justificativa para a ação das associações não pode ser a proteção contra eventuais abusos do CNJ no cumprimento de sua função disciplinar. Não se trata, portanto, de proteger os direitos e garantias fundamentais dos juízes como cidadãos ou como agentes políticos ou servidores públicos. Quantitativamente, portanto, não parece existir abuso significativo por parte do CNJ aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se admitirmos que a nossa constituição regula direitos e garantias individuais, define programas para a ação do poder público e estabelece a organização do Estado, fica evidente que a atual discussão sobre a competência subsidiária ou concorrente do CNJ diante das corregedorias locais não é um debate sobre direitos e garantias da magistratura, nem discordância sobre políticas públicas. É questionamento sobre a própria organização do Estado brasileiro. No caso, sobre a institucionalização do CNJ, como decidida pelo Congresso Nacional e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. O motor da estratégia processual limitadora parece ser, portanto, a insatisfação com a perda de poder político, por parte de setores da magistratura, que até hoje não aceitaram as atuais disposições da Constituição Federal. •&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;JOAQUIM FALCÃO é Professor de Direito Constitucional da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio). Foi membro do Conselho Nacional de Justiça.&lt;br /&gt;DIEGO WERNECK ARGUELHES é Professor da FGV Direito Rio.&lt;br /&gt;PABLO DE CAMARGO CERDEIRA é Professor da FGV Direito Rio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Baltasar Garzón, a justiça e a corrupção&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O julgamento, pelo Tribunal Supremo da Espanha, do juiz Baltasar Garzón, é um exemplo de nossos tempos, nos quais a subversão da lógica e da ética é a mais pavorosa forma de terrorismo. Como no século passado, estamos assistindo aos recados do fascismo, que se reergue, dos subterrâneos da História.&lt;br /&gt;Mauro Santayana&lt;/em&gt; (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WWW.cartamaior.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#660000;"&gt;Se alguém, ao ler estas notas, lembrar-se de Montesquieu com suas Cartas Persas, e de Tomás Antonio Gonzaga, que nelas se inspirou, para redigir as Cartas Chilenas, estará fazendo a ilação correta. O assunto nos interessa de perto, assim como o texto do barão de La Brède interessava aos mineiros de Vila Rica daquele tempo. O julgamento, pelo Tribunal Supremo da Espanha, do juiz Baltasar Garzón, é um exemplo de nossos tempos, nos quais a subversão da lógica e da ética é a mais pavorosa forma de terrorismo. Como no século passado, estamos assistindo aos recados do fascismo, que se reergue, dos subterrâneos da História, para retomar a mesma sintaxe de sempre, que faz do crime, virtude; e, da dignidade, delito desprezível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, era comum a frase esperançosa de que ainda havia juízes em Berlim. Embora ela viesse de uma obra de ficção, é provável que tenha sido autêntica, porque se referia a Frederico II, cuja preocupação para com a equidade da justiça era conhecida, conforme recomendações a seus ministros. Segundo a obra de François Andrieux (Le meûnier de Sans-Souci) e de Michel Dieulafoy (Le Moulin de Sans-Souci), ambos contemporâneos do grande monarca, essa foi a resposta de um moleiro, vizinho ao castelo famoso, quando o soberano, diante de sua recusa de vender-lhe sua propriedade, ameaçou confiscá-la. O humilde moleiro – talvez confiado na própria conduta habitual de Frederico II, disse-lhe que isso não seria possível, porque ainda havia juízes em Berlim. Havia juízes em Berlim e ainda os há, aqui e ali, mas quando homens como Garzón são submetidos a julgamento – e pelas razões alegadas pelos seus contendores – é de se perguntar se, em alguns lugares, ainda os há. Em alguns lugares, como em Washington, em que a Suprema Corte de vez em quando espanta os cidadãos, com suas decisões. E em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baltasar Garzón surpreendeu a sociedade espanhola, com sua obstinação na luta contra os que lesam os direitos humanos, o crime organizado, a corrupção no Estado, os delitos dos serviços secretos em suas relações com grupos terroristas. Sua grande vitória, ao obter a prisão, em Londres, do ex-ditador Pinochet e seu posterior julgamento, pela justiça chilena, fizeram dele uma personalidade mundial. É certo que essa obstinação o transformou em magistrado incômodo. Alguns o vêem com a síndrome do justiceiro enlouquecido, espécie de Torquemada de hoje. Mas o pretexto que arranjaram para conduzi-lo ao mais alto tribunal da Espanha é, no mínimo, pífio. Garzón, a pedido das autoridades policiais, autorizou a escuta telefônica de algumas pessoas, detidas e em liberdade, com o propósito de impedir a destruição de provas e a continuação de remessas ilegais de dinheiro obtido do erário, ao exterior, e sua “lavagem”, mediante os métodos já denunciados no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do famoso caso Gurtel, um entre muitos outros, na Espanha de hoje, em que a presença do franquismo e da Opus dei continua firme. Um grupo de empresários da comunicação e eventos, chefiados por Francisco Correa, intermediava contratos de toda natureza com os governos autônomos e municípios, chefiados pelos homens do Partido Popular, quando este estava à frente do governo nacional, e que agora retornou ao poder. O grupo corrompia as autoridades, com presentes, viagens e, sendo necessário, dinheiro vivo ou depositado na velha Suíça, em nome de políticos e seus laranjas. O dinheiro vinha das empresas candidatas aos bons negócios com o Estado, que “superfaturavam” os contratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os advogados dos bandidos – nessa inversão moral de nossos tempos – conseguiram processar o juiz Garzon, sob a alegação de que as escutas haviam sido ilegais. Ocorre que um juiz, que substituiu Garzón na causa, manteve as escutas e o próprio tribunal de Madri, de segunda instância, confirmou a autorização das interceptações telefônicas. O fato é que o julgamento de Garzón é de natureza política, seja ele um magistrado incorruptível, como é visto pela opinião pública, ou um deslumbrado pela notoriedade, como dele falam os inimigos. E é a inversão da lógica: ele está sendo processado por ladrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade dos setecentos ainda havia juizes em Berlim,&lt;br /&gt;de acordo com o modesto moleiro de Potsdam. Resta saber se ainda os há em Madri. E em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Nem por esperteza, Alckmin demonstrou sensibilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Enviado por luisnassif, seg, 23/01/2012 - 15:28&lt;br /&gt;Autor: Luis Nassif&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;É trágica a maneira como o PSDB joga pela janela oportunidades políticas.&lt;br /&gt;A vulnerabilidade central do partido é a insensibilidade social. Mesmo no bem avaliado governo Aécio Neves, a crítica central era a falta de preocupação social. Em São Paulo, a arrogância admini&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z0vwumGH_f4/TyEjcjFLzGI/AAAAAAAAA8A/DouJyFKtWkE/s1600/NinguemMerece.gif"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 107px; FLOAT: left; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701877576588053602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z0vwumGH_f4/TyEjcjFLzGI/AAAAAAAAA8A/DouJyFKtWkE/s200/NinguemMerece.gif" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;strativa, das decisões de gabinete, sem nenhuma preocupação em ouvir, planejar ações.&lt;br /&gt;Aí o partido reune sua executiva para pensar o futuro. As únicas fontes de pensamento "novo" são financistas, exclusivamente preocupados em vender o peixe do mercado para o partido.&lt;br /&gt;Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo "Minha Casa, Minha Vida" sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.&lt;br /&gt;De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em uma área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.&lt;br /&gt;Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.&lt;br /&gt;Não se espere de Alckmin nenhuma sensibilidade social. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra familias indefesas, em nome da ordem - como se estivesse tratando com marginais do PCC. Mas considere-se que, para quem almeja vôos altos, o exercício da esperteza política é fundamental.&lt;br /&gt;Tivesse tratado o caso com um mínimo de esperteza, Alckmin estaria inaugurando um conjunto habitacional. As televisões mostrariam imagens de crianças brincando nas praças do conjunto, velhos se aquecendo ao sol de São José, pais de família voltando para casa e encontrando os seus em segurança. Estudos acadêmicos, no futuro, analisariam uma comunidade viva, com relacionamentos construídos ao longo desses anos, com a solidariedade dos vizinhos de outros bairros, que se auto-organizou ao largo do poder público. E falariam do governador sábio que impediu que essa riqueza social - uma comunidade que se auto-organizou - se perdesse sob os tratores e os cassetetes da polícia.&lt;br /&gt;No entanto, o que se viu foi um festival de fotos trágicas, de mães carregando filhos ao colo, chorando, tendo ao fundo as fogueiras provocadas por governantes imbecis. Fotos de batalhões da PM, com cassetetes, escudos, capacetes, enfrentando familias com crianças e velhos. E, como defensores das famílias, políticos do PSOL se legitimando junto a uma rapaziada que ainda acredita na responsabilidade social como fator de mobilização política.&lt;br /&gt;Que as fotos das mães e filhos chorando as casas perdidas sejam uma maldição a acompanhar Alckmin pelo resto da vida política.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Brado Retumbante e o início da disputa pela sucessão de Dilma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Ruda Ricci &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Não assisti nenhum capítulo da minissérie global O Brado Retumbante que estreou na terça-feira (17 de janeiro). Nos últimos dias, contudo, recebi muitas mensagens solicitando meu comentário sobre esta produção global. Nas mensagens que recebi, a grande maioria sugere que a Globo teria se inspirado na figura de Aécio Neves para montar o perfil do político anti-político que protagoniza o enredo. Li uma crítica sobre a minissérie (postado no Cenário MT, de onde retirei a foto abaixo) relembrando que a TV brasileira já apresentou várias críticas ao Governo e governantes de nosso país, recheadas de metáforas com a realidade – O Salvador da Pátria, Que Rei Sou Eu?, Vale Tudo, O Bem Amado, Roque Santeiro, O Rei do Gado. Mas nunca se escancarou tanto uma realidade disfarçada de ficção como na trama de O Brado Retumbante, com personagens tão parecidos com os da vida real, em aparência ou atitudes – como os políticos e jornalistas que cercam o presidente protagonista. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Portanto, não são apenas internautas que tiveram a impressão nítida da Globo ter ingressado na disputa eleitoral de 2014. Tenhamos claro que o texto (de Euclydes Marinho) contou com a colaboração de Nelson Motta, declarado opositor ao lulismo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Domingos Montagner vive o deputado Paulo Ventura, que consegue se eleger Presidente da República num golpe de sorte. O perfil deste deputado-Presidente é citado por muitos internautas que enviaram mensagens como similar ao de Aécio Neves: ex-Presidente da Câmara Federal, mineiro, jovem, mulherengo, que vive no Rio de Janeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Mas a minissérie não pegou. O Brado Retumbante ficou poucos pontos acima do segundo lugar no seu primeiro capítulo (A Hora do Rush 2, apresentado pelo SBT). E é neste ponto que vale a pena analisar esta possível tentativa de antecipar a eleição de 2014 ou criar uma referência. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Se a estratégia realmente existiu, revela uma importante alteração nos expedientes já utilizados pela Globo para tentar influenciar a disputa eleitoral presidencial. Não apenas mais sutil, embora mais direta, mas procurando expor uma alternativa política ao bloco governante. Muito superior à desconstrução da realidade como ocorreu no caso Proconsult (prejudicando Leonel Brizola) ou na edição do debate entre Lula e Collor. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo assim, a Globo revela estar um passo atrás da conjuntura política. Não foi surpresa a minissérie não emplacar no IBOPE (um exemplo foi o índice em queda no dia 19, em que a minissérie iniciou com 17,6 pontos às 23h13 e caiu a cada cinco minutos até atingir 14 pontos).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;O problema é que a Globo desconsiderou o ideário da Classe C, que define IBOPE e disputa política há duas eleições nacionais.&lt;br /&gt;A Classe C não é afeta ao discurso anti-corrupção. Seu foco é outro: o consumo e a estabilidade. Aliás, as diversas pesquisas realizadas para compreender como esta classe emergente pensa indicam que a maioria de seus componentes não acredita em político algum. É absolutamente pragmática em relação a este tema. Vota em quem lhe garante estabilidade e consumo ascendente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;A minissérie da Globo, se realmente teve a intenção de ingressar na disputa de 2014, desconsiderou, ainda, os motivos que levam à desidratação acelerada dos partidos e lideranças de oposição ao lulismo. A ausência de discurso para o país, a dificuldade em se espraiar pelo nordeste e a limitação gradual dos partidos efetivamente oposicionista (como a formação do PSD e as negociação em curso para fusão do DEM com PMDB), reduzem o campo da crítica moralista. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Vivemos um momento político muito distinto daquele em que Lula e Collor, dois outsiders, disputaram o governo federal. Naquele momento, a grande maioria dos eleitores desejava mudança radical e colocaram na berlinda lideranças institucionais importantes, como Brizola, Covas, Maluf, Ulysses Guimarães, Guilherme Afif Domingos, Roberto Freire e Aureliano Chaves.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Mas o momento não inspira qualquer sentimento de mudança que envolva os emergentes da classe média baixa (53% dos eleitores). O que ganhariam estes eleitores trocando o certo (a ascensão social dos últimos seis anos) pelo incerto (um novo bloco de governo)? Trata-se de uma equação pragmática e não adesão ao lulismo.&lt;br /&gt;O que remete à situação que quebraria a segurança do voto na situação: inflação em alta, retração na oferta de crédito, diminuição no ritmo do aumento real do salário mínimo, queda no crescimento do PIB, enfim, causas para referar o consumismo em alta das classes emergentes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Enfim, a Globo escolheu um roteiro que deu um passo à frente em relação ao seu expediente de comunicação política (seu editorial), mas ainda não conseguiu captar o Brasil real. Está um passo atrás da conjuntura. O que, talvez, explique a queda de audiência de tantos programas tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;A falibilidade da ciência, por Umberto Eco&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Enviado por luisnassif, dom, 22/01/2012 - 09:00&lt;br /&gt;A falibilidade da ciência&lt;br /&gt;Umberto Eco&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/umberto-eco/2010/06/20/a-falibilidade-da-ciencia.htm"&gt;http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/umberto-eco/2010/06/20/a-falibilidade-da-ciencia.htm&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Um artigo recente no jornal italiano “Corriere della Sera” discutia a natureza da investigação científica. O escritor Angelo Panebianco argumentou que a ciência é por definição antidogmática porque ela atua por tentativa e erro e está baseada no princípio da falibilidade, que sustenta que o conhecimento humano nunca é absoluto e está num fluxo constante. A ciência só se torna dogmática, diz Panebianco, no contexto de certas simplificações jornalísticas que transformam o que era meramente uma hipótese prudente em “verdades” estabelecidas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Mas a ciência também se arrisca a ser dogmática quando não consegue questionar o paradigma aceito por uma determinada cultura ou época. Quer as ideias estejam baseadas nas de Darwin, de Einstein ou Copérnico, todos os cientistas seguem um paradigma para eliminar teorias que saem de sua órbita – como a crença de que o Sol gira em torno da Terra.&lt;br /&gt;Como podemos conciliar a necessidade de paradigmas da comunidade científica com o fato de que a verdadeira inovação só acontece quando alguém consegue lançar dúvidas sobre as ideias dominantes do momento? Será que a ciência não se comporta de forma dogmática quando se entrincheira atrás dos muros de um determinado paradigma para defender seu poder e rotula como heréticos todos aqueles que desafiam sua autoridade? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;A questão é importante. Será que os paradigmas sempre devem ser defendidos ou desafiados? Uma cultura (entendida como sistema de costumes e crenças herdados e compartilhados por um determinado grupo) não é meramente uma acumulação de dados; é também o resultado da filtragem desses dados. Qualquer cultura é capaz de descartar o que não considera útil ou necessário – a história da civilização é construída sobre informações que foram enterradas e esquecidas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Em seu conto “Funes el Memorioso” de 1942, Jorge Luis Borges conta a história de um homem que se lembra de tudo: cada folha de uma árvore, cada rajada de vento, cada sabor, cada sentença, cada palavra. Mas por esse mesmo motivo Funes é um completo idiota, um homem imobilizado por sua incapacidade de selecionar e descartar. Nós dependemos de nosso subconsciente para esquecer. Se temos um problema, sempre podemos ir a um psicanalista para recuperar quais memórias nós descartamos por engano. Felizmente, todo o resto foi eliminado. Nossa alma é o produto da continuidade dessa memória seletiva. Se todos nós tivéssemos almas como a de Funes, seríamos desalmados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Uma cultura opera de forma semelhante. Seus paradigmas, que são constituídos pelas coisas que nós preservamos e por nossos tabus em relação ao que descartamos, resultam de compartilhar essas enciclopédias pessoais. É sobre o pano de fundo dessa enciclopédia coletiva que travamos nossos debates. Para que uma discussão seja compreendida por todos, precisamos começar a partir dos paradigmas existentes, mesmo que apenas para mostrar que eles não são mais válidos. Sem a rejeição do paradigma ptolomaico então dominante, o argumento de Copérnico de que a Terra girava em torno do Sol teria sido incompreensível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Hoje a internet é como Funes. Como uma totalidade de conteúdo, não filtrado nem organizado, ela oferece a qualquer um a capacidade de criar sua própria enciclopédia ou sistema de crenças. Num contexto como este, uma pessoa pode simultaneamente acreditar que a água é composta de hidrogênio e oxigênio e que o Sol gira em torno da Terra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Teoricamente, é concebível que um dia possamos viver num mundo no qual existam 7 bilhões de paradigmas diferentes, e a sociedade seria então reduzida ao diálogo fraturado de 7 bilhões de pessoas todas falando uma língua diferente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Felizmente, essa noção é meramente hipotética, mas o argumento em si só é possível precisamente porque a comunidade científica se baseia nas ideias comuns compartilhadas, sabendo que para derrubar um paradigma é preciso primeiro que exista um paradigma a ser derrubado. A defesa desses paradigmas pode levar ao dogmatismo, mas o desenvolvimento do novo conhecimento é baseado exatamente nessa contradição. Para evitar conclusões apressadas, eu concordo com o cientista citado no artigo de Panebianco: “Eu não sei. É um fenômeno complexo; terei que estudá-lo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tradutor: Eloise De Vylder&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701877411267129074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-GcejuuKsswM/TyEjS7NmrvI/AAAAAAAAA70/ODTI6-sJt_4/s400/leithistoria.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outrapalavras.net/"&gt;WWW.outrapalavras.net&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;#StopSOPA: Hipóteses sobre a luta pela internet livre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Protestos virtuais desta semana têm muito em comum com “indignados” ou “Occupy”. Por que alcançaram uma vitória parcial tão rápida? Por Antonio Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Na Europa Oriental, saudades do nazismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sob impacto da crise, ressurgem anticomunismo e antissemitismo primários. E a extrema direita, que governa Hungria, ensaia uma saída populista. Por Rafael Poch &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Castells debate os dilemas da internet&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para sociólogo, breve todo o planeta estará conectado; Google e Facebook não são ameaça. Grande desafio é manter liberdade na rede. Entrevista a Sergio Martin &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A cena do Big Brother é um problema do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;”Estupro de vulnerável” consta no Código Penal. Comum e terrível, precisa ser punido: a Globo não está acima da lei. Por Marília Moskovitch, editora de Mulher Alternativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Protesto anti-Globo cobra novo marco da mídia, que Dilma segura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já recebeu da equipe proposta de consulta pública sobre novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, mas projeto não anda por falta de priorização da própria presidenta Dilma Rousseff. Nesta sexta-feira (20), militantes da democratização da mídia vão cobrar nova lei durante protesto contra Globo pelo 'caso BBB'.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19414&amp;amp;boletim_id=1108&amp;amp;componente_id=17610"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19414&amp;amp;boletim_id=1108&amp;amp;componente_id=17610&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Juventude e Cultura: identidade, reconhecimento e emancipação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;PAULO DENISAR FRAGA&lt;br /&gt;Para se compreender a relevância da relação entre a juventude e a cultura, não basta tomar esse tema de forma externa, ou dizer, simplesmente, que a juventude é uma das mais contundentes portadoras das variadas expressões da cultura... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2012/01/21/juventude-e-cultura-identidade-reconhecimento-e-emancipacao/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2012/01/21/juventude-e-cultura-identidade-reconhecimento-e-emancipacao/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;a) A diretoria da &lt;strong&gt;ANPUH-MG&lt;/strong&gt; informa que encontram-se abertas as inscrições para propostas de Simpósios Temáticos e Mini-cursos. O período de inscrição vai de 03/01/2011 à 10/02/2012&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;b) Chamada de artigos para o próximo número dos "Cadernos Cedem"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Editorial dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cadernos Cedem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; receberá matérias para o número 3, volume 2, previsto para publicação em julho de 2012. Nossa revista eletrônica publica artigos, resenhas, traduções, documentos comentados, experiências técnicas e metodológicas na área da documentação histórica e outros de natureza similar relacionados com os dois núcleos de acervo do Centro: Memória Social e Memória da Universidade.&lt;br /&gt;O primeiro engloba estudos e pesquisas sobre a história política contemporânea, com ênfase nos movimentos, manifestações e organizações das esquerdas brasileiras; o segundo envolve a história da UNESP, mas também abre espaço para outras instituições universitárias brasileiras. Os artigos deverão ser originais, resultantes de pesquisas científicas e significativas para o perfil do periódico. Poderão ser incluídos outros tipos de contribuições como artigos de revisão, comunicações, resenhas e estudos de caso. As referidas publicações não serão consideradas artigos originais.&lt;br /&gt;As propostas deverão ser enviadas até 31 de março do corrente ano de acordo com as Instruções e Normas para Publicação da revista. Os interessados deverão consultar o site: &lt;a href="http://www.cedem.unesp.br/"&gt;www.cedem.unesp.br&lt;/a&gt; no menu ao lado o item Publicações –&amp;gt; Normas para Publicações.&lt;br /&gt;O material para a publicação, ou a solicitação de mais informações, deve ser enviado via e-mail para os seguintes endereços: &lt;a href="mailto:smoraes@cedem.unesp.br"&gt;smoraes@cedem.unesp.br&lt;/a&gt; e &lt;a href="mailto:acelso@cedem.unesp.br"&gt;acelso@cedem.unesp.br&lt;/a&gt; , com o arquivo anexado à mensagem de encaminhamento que conterá a identificação e endereços comum e eletrônico do remetente.&lt;br /&gt;O material também poderá ser enviado em arquivo de dados gravado em CD-ROM e postado no correio para o endereço convencional do CEDEM, aos cuidados da Comissão Editorial dos Cadernos Cedem: Praça da Sé 108, 1º andar – CEP 01001-900, São Paulo – SP&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;c) Comunicamos o lançamento de um importante sítio eletrônico (Documentos Revelados), organizado por Aluizio Palmar. É um espaço com documentos dos arquivos da ditadura, recortes de jornais com notícias da época, imprensa clandestina da Resistência ...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.documentosrevelados.com.br/"&gt;http://www.documentosrevelados.com.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-4711755730931496422?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/4711755730931496422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-311.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4711755730931496422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4711755730931496422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-311.html' title='Numero 311'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1KTivPDwlnM/TyEjkGC11uI/AAAAAAAAA8Y/UG1zhXxg6Ig/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-7235613730437993308</id><published>2012-01-18T03:16:00.001-08:00</published><updated>2012-01-18T03:42:15.562-08:00</updated><title type='text'>Numero 310</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 467px; DISPLAY: block; HEIGHT: 99px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698930354764694514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-l2o2yKAhX-I/Txaq9qNww_I/AAAAAAAAA7o/MlYFg3lqGRU/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;QUEM FINANCIA BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Começo o Boletim de hoje com esta “palavra de ordem”. Com certeza os leitores já devem ter adivinhado do que se trata. Ao ler o terceiro artigo da primeira parte verão as minhas razões para usa-la hoje e repeti-la por alguns números .&lt;br /&gt;As enchentes e os métodos educacionais também estão presentes na primeira parte. E há vários links interessantes em seguida.&lt;br /&gt;Bom proveito!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 7px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698930289539632130" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-QNFI5diocSA/Txaq53O5TAI/AAAAAAAAA7c/aVwYGvFeT6I/s400/separador2.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Enchente e discriminação social&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antonio de Paiva Moura&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nos períodos de enchentes atípicas em Minas Gerais, como as que ocorreram em 1997, 2007 e 2012, vêm à tona as indagações de quem é a responsabilidade pelas perdas de vidas humanas, desgastes das benfeitorias púbicas, como estradas, pontes e açudes; danos e destruições de propriedades produtivas e residências. Na estiagem, no mundo todo, os incêndios também causam enormes prejuízos e mortes.&lt;br /&gt;Embora os poderes públicos venham tomando precaução no sentido de evitar e diminuir o número de vítimas, o que se vê é um aumento progressivo do volume de água e a diminuição do número de vítimas fatais.&lt;br /&gt;A mídia divulga e sensibiliza a população, não com a quantidade, mas com o nível social ou qualidade das vítimas. Segundo João Paulo (2012) a imprensa tem um papel na construção desse imaginário disforme. Para o referido cronista o jornalismo criou um padrão que repercute de forma perversa a distribuição de classe na sociedade. Há uma contabilidade que faz com que os dramas da classe média sejam considerados mais trágicos que dos que habitam a faixa inferior da tabela de consumo. A casa de um milionário, conceitualmente, vale mais que cem barracos à beira de um rio. Os danos no edifico do bairro Buritis foram superestimados pela mídia porque os apartamentos pertenciam a famílias de classe média, com considerável nível de consumo.&lt;br /&gt;As inundações e destruições ocorridas na sede do distrito de São José do Paraopeba, município de Brumadinho e na sede do distrito de Santo Antonio da Vargem Alegre, no município de Bonfim, não foram noticiados em nenhum veículo de comunicação da capital mineira. São José do Paraopeba fica no alto de uma colina e jamais tinha sido alcançado pelo Rio Paraopeba. A vila sede do distrito de Vargem Alegre é cortada ao meio pela calha do Rio Macaúbas, afluente esquerdo do Rio Paraopeba. Em Vargem Alegre a situação foi muito grave porque os habitantes da vila ficaram isolados por seis dias. (de 2 a 7 de janeiro) Houve inundação de três casas comerciais com perda de mercadorias. Muitas criações foram mortas e muitas famílias ficaram desabrigadas. No dia 2 de janeiro, por causa do transbordamento do ribeirão Águas Claras, na cidade de Bonfim, um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte prestou socorro aos desabrigados, mas sendo comunicado da gravidade do problema de Vargem Alegre, a 8 km daquela cidade, negou-se a ir até lá. O Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, em diversos momentos foi comunicado por telefone e por e-mail e não prestou socorro aos desabrigados. A Prefeitura Municipal de Bonfim não tomou conhecimento e nem decretou estado de calamidade pública em Vargem Alegre. Emissoras de rádio, televisão e jornais de Belo Horizonte foram informados da gravidade da enchente em Santo Antonio da Vargem Alegre.&lt;br /&gt;A discriminação e o preconceito contra as populações rurais vêm de longe e prevalecem até hoje com a mesma gravidade. As populações dos povoados e vilas sedes dos distritos estão ligadas ao setor primário da economia, como a agricultura, a pecuária e as extrações minerais e vegetais. Emprega mão-de-obra pouco qualificada e de baixa remuneração. Prevalece o tipo de diarista autônomo e membros das famílias proprietárias. Os habitantes das cidades, sedes dos municípios estão ligados ao setor terciário da economia, como comércio, banco, ensino, saúde, justiça, turismo e serviço público. Além de alta remuneração é bem definida a seguridade social. No dizer de Bourdieu, os citadinos são detentores de alto e estável capital social, que lhes confere maior status social e maior poder político. (CETTON, 2012) Com isso, o citadino tem um gosto estético diferente do camponês. Decorre daí que o citadino é mais consumidor de produtos industrializados e da indústria cultural que o camponês.&lt;br /&gt;Como a mídia está a serviço do mercado, ela tem maior afinidade como o citadino. A mídia, como os sátrapas no Antigo Egito, são os olhos e os ouvidos dos governantes. Se a imprensa não noticia um fato é como se ele não existisse.&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 9 de janeiro de 2012&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;CETTON, Maria das Graças. Gosto se discute. CULT, São Paulo, n. (edição especial n.4) jan. 2012.&lt;br /&gt;PAULO, João. O que a chuva tem a ver com a política. Estado de Minas (pensar). Belo Horizonte, 7 jan. 2012.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Enviado por luisnassif, ter, 17/01/2012 - 11:00&lt;br /&gt;Por Erick M&lt;br /&gt;Do Correio de Uberlândia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Métodos de educação provocam dúvidas entre educadores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Calfat Repórter&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;As técnicas e os métodos aplicados na alfabetização infantil no país geram polêmica e debates entre educadores e especialistas. Uns defendem o uso do método fônico, baseado no aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) por meio de textos produzidos especificamente para a alfabetização. A formação é feita em sílabas, palavras e depois frases. Já outros defendem a aplicação do construtivismo, que não prioriza essa associação e trabalha com textos e situações que já fazem parte do universo infantil, usando a experiência que a criança tem para ajudar no aprendizado. É uma prática mais livre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Um levantamento da Academia Brasileira de Ciências, com base em 75 estudos internacionais, aponta que o método fônico é o menos usado no Brasil, mas mais eficiente na alfabetização infantil. Em Uberlândia, escolas se dividem na aplicação das técnicas. As mais conservadoras aplicam o método fônico, enquanto as que afirmam buscar um ensinamento mais moderno e contextualizado usam a teoria construtivista. De acordo com Maria Irene Miranda, psicopedagoga e doutora em Psicologia da Educação, a metodologia da instituição não pode ser considerada certa ou errada. “O melhor método é o que o professor domina. Porque assim ele inova, cria e não fica preso só no material didático”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Elaine Cristina Resende, coordenadora de uma escola que usa o método fônico, acredita que aprender o som antes das palavras e das frases auxilia a criança na fase de sistematização. “A criança aprende o som da letra e por meio disso constrói as palavras. Quando a criança vai escrever ‘dedo’, ela pode escrever ‘de’ e depois ‘do’. Temos uma rotina para cada som apresentado”, disse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Ichitaro Watanabe, coordenador de uma escola, prefere usar técnicas da teoria construtivista. “Nós valorizamos o conhecimento prévio e o contexto social da criança, o ambiente em que ela vive. A partir disso, ela passa a construir significados. E não de forma isolada”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Método de ensino pesa na escolha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;O método usado no ensino infantil é um dos principais fatores analisados pelos pais na hora de escolher a escola que os filhos vão estudar. A bióloga Roberta Fusconi, mãe de Yara, 6 anos, preferiu uma instituição que aplica a teoria construtivista. “Escolhi porque no meu entendimento o construtivismo ouve a criança, não é uma educação pré-moldada. Existe uma técnica de educação que permite que as crianças se expressem e tragam isso para a sala de aula”, disse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Segundo ela, a filha aprendeu melhor dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Já a empresária Verônica Jongbloets optou por colocar os filhos Rafael, 10, e Lucca, 7, em uma escola que utiliza o método fônico. “Eles até chegaram a estudar em escola construtivista. Mas penso que a liberdade é muito grande. Por isso, preferi uma escola mais tradicional. Eu fui alfabetizada no método fônico e considero o melhor. A criança aprende mais, lê e escreve melhor. A fixação do conhecimento é maior”, disse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Entenda os métodos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;MÉTODO FÔNICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Baseia-se no aprendizado da associação entre sons e letras&lt;br /&gt;Usa material exclusivo para o aprendizado&lt;br /&gt;A criança aprende os sons, para depois formar sílabas, palavras e frases&lt;br /&gt;Fácil fixação dos sons e aplicação em frases&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Desvantagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fica preso no material didático&lt;br /&gt;A criança demora mais para aprender o contexto, pois o ensinamento é segmentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;TEORIA CONSTRUTIVISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Usa a experiência da criança para o aprendizado&lt;br /&gt;O erro é usado para o aprendizado. Por exemplo, se a criança escreve “bola” da forma “oa”, o professor entende o erro como algo lógico e o usa no ensinamento&lt;br /&gt;Trabalha com textos e situações que já fazem parte do universo infantil&lt;br /&gt;Prática mais livre &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Desvantagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O ensino faz parte de um contexto e não tem lógica própria&lt;br /&gt;Não usa material didático exclusivo para o aprendizado fonético&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A charge é uma colaboração de Laura Oliveira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698929927587731138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2oBVh2BKpQI/Txaqky21lsI/AAAAAAAAA7E/DiqmzM4-qIU/s400/charge.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Pensei que jamais teria de escrever aqui neste boletim a respeito do famigerado programa que a Globo apresenta a cada semestre, o BBB. Mas a repercussão do que aconteceu na primeira “festa”, onde os “heróis do Bial” se embebedam como porcos e partem para debaixo dos edredons para fazer tudo o que a imaginação permite, me fez pensar em publicar algo. Encontrei, graças ao blog da Maria Fro (&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;HTTP://mariafro.com&lt;/span&gt;) o artigo de Fernando Brito que não é apenas um protesto moralista como muitos que surgiram. Leiam e opinem. Se quiserem ir ao site da Maria Fro, esta matéria se faz acompanhar de um vídeo. Corrigindo... o vídeo não está mais disponível, a Rede Globo alegou ter direitos autorais sobre ele... que coisa!&lt;br /&gt;Este é também o motivo da palavra de ordem colocada no início deste número. É uma campanha que está correndo a internet. Não vamos apoiar os patrocinadores dessas baixarias. Colabore você também!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;A Constituição é letra morta?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Por Fernando Brito: Tijolaço&lt;br /&gt;17/01/2011&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;Ningué&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6USggXXOjDY/Txaq0hSHf1I/AAAAAAAAA7Q/TF3jd_azoXs/s1600/conteudo%2Badulto.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698930197748219730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-6USggXXOjDY/Txaq0hSHf1I/AAAAAAAAA7Q/TF3jd_azoXs/s200/conteudo%2Badulto.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;m tem nada a ver com o que fazem pessoas maiores fazem em sua intimidade, de forma consentida, se isso não envolve violência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;Ninguém tem nada a ver com o direito de pessoas expressarem opinião ou criação artística, independente de se considerar de bom ou mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;Outra coisa, bem diferente, é utilizar-se de concessões do poder público, como são os canais de televisão, sobretudo os abertos, para promover, induzir e explorar, com objetivo de lucro, atentados à dignidade da pessoa humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não cabe qualquer discussão de natureza moral sobre a índole e o comportamento dos participantes. Isso deve ser tratado na esfera penal e queira Deus que, 30 anos depois, já se tenha superado a visão que vimos, os mais velhos, acontecer em casos como o de Raul “Doca” Street, onde o comportamento da vítima e não o ato criminoso ocupava o centro das discussões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que está em jogo, aqui, é o uso de um meio público de difusão, cujo uso é regido pela Constituição:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:&lt;br /&gt;I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;(…)&lt;br /&gt;IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que dois jovens, embriagados, possam ou não ter feito no “BBB” é infinitamente menos graves do que o fato de por razões empresariais, pessoas sóbrias e responsáveis pela administração de uma concessão pública fazem ali.&lt;br /&gt;Não adianta dizer que um participante foi expulso por transgredir o regulamento do programa. Pois se o programa consiste em explorar a curiosidade pública sobre comportamentos-limite, então a transgressão destes limites é um risco assumido deliberadamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assumido em razão de lucro pecuniário: só as cotas de patrocínio rendem à Globo mais de R$ 100 milhões. Com a exploração dos intervalos comerciais, pay-per-view, merchandising, este valor certamente se multiplica algumas vezes.&lt;br /&gt;Será que um concessionário de linhas de ônibus teria o direito de criar “atrações” deste tipo aos passageiros, para lucrar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Independente da responsabilização daquele rapaz, que depende de prova, há algo evidente: a emissora assumiu o risco, ao promover a embriaguez, a exploração da sexualidade, o oferecimento de “quartos” para manifestação desta sexualidade, a atitude consciente de vulnerar seus participantes a atos não consentidos. É irrelevante a ausência de reação da jovem, ainda que não por embriaguez. Se a emissora provocou, por todos os meios e circunstâncias, a possibilidade de sexo não consentido, é dela a responsabilidade pelo que se passou, porque não adiante dizer que aquilo deveria parar “no limite da responsabilidade”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os que estão envolvidos, por farta remuneração, neste episódio – a começar pelo abjeto biógrafo de Roberto Marinho, que empresta o nome do jornalismo à mais vil exploração do ser humano – não podem fugir de suas responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não basta que, num gesto de cinismo hipócrita, o sr. Pedro Bial venha dizer que o participante está eliminado por “infringir as regras do programa”. Se houve um delito, não é a Globo o tribunal que o julga. Não é uma transgressão contratual, é penal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que, além da responsabilização de seu autor, clama pela responsabilização de quem, deliberadamente, produziu todas as circunstâncias e meios para isso.&lt;br /&gt;E que não venham a D. Judith Brito e a Abert falar em censura ou ataques à liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois não se reclame de que as demais emissoras façam o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cumprimento da Constituição é dever de todos os cidadãos e muito maior é o dever do Estado em zelar para que naquilo que é área pública concedida isso seja observado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do contrário, revoguemos a Constituição, as leis, a ideia de direito da mulher sobre seu corpo, das pessoas em geral quanto à sua intimidade e o conceito social de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Globo sentiu que está numa “fria” e vai fazer o que puder para reduzir o caso a um problema individual do rapaz e da moça envolvidos. Nem toca no assunto.&lt;br /&gt;Tudo o que ela montou, induziu, provocou para lucrar não tem nada a ver com o episódio. Não é a custa de carícias íntimas, exposição física, exploração da sensualidade e favorecimento ao sexo público que ela ganha montanhas de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como diz o “ministro” Pedro Bial ao emitir a “sentença” global ( veja o vídeo) : o espetáculo tem que continuar. E é o que acontecerá se nossas instituições se acovardarem diante das responsabilidades de quem promove o espetáculo.&lt;br /&gt;Atirar só Daniel aos leões será o máximo da covardia para a inteligência e a justiça nestes país..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698929571592513474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-FrxygRCzDlc/TxaqQEq9p8I/AAAAAAAAA6s/7j4Yr6xB9Ck/s400/pacto.bmp" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;El Pacto: Série argentina mostra como principais órgãos de comunicação do país usaram a ditadura para ficar com a Papel Prensa&lt;br /&gt;Leia aqui: &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2012/01/el-pacto-serie-argentina-mostra-como.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2012/01/el-pacto-serie-argentina-mostra-como.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A possível batalha pelo Estreito de Ormuz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Uma das guerras que ameaça planeta poderia opor EUA e Irã, na passagem onde circula metade do comércio global de petróleo. Por Mahdi Darius Nazemroaya&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Contra o Irã e os Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Não há provas, mas cientista iraniano assassinado é vítima quase-certa de Israel. Possível cumplicidade anglo-americana acirra tensões em região crítica. Por Saeed Kamali Dehghan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Referendo sobre independência da Escócia pode gerar crise institucional no Reino Unido&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em um país que não tem constituição escrita, o enfrentamento político e o choque de legitimidades – a democrática, do povo escocês, e a da lei de autonomia, de 1998, aprovada pela Câmara dos Comuns – estão lançando o Reino Unido na direção de uma crise imprevisível. O governo britânico autorizou um referendo sobre a independência da Escócia, com algumas condições que não são aceitas pelos nacionalistas escoceses. O artigo é de Marcelo Justo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19363&amp;amp;boletim_id=1103&amp;amp;componente_id=17505"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19363&amp;amp;boletim_id=1103&amp;amp;componente_id=17505&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O rebaixamento da França e do governo Sarkozy&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em novembro passado, um conselheiro do presidente francês disse ao Le Monde: “se Nicolas Sarkozy perder a nota Triplo A está morto”. Pois aconteceu. A agência de classificação de risco Standard &amp;amp; Poor’s retirou da França a prestigiada nota de triplo A. O fato representa um duro golpe para um dirigente cujo mandato aplicou à letra a receita liberal. As pesquisas dão hoje ao candidato socialista François Hollande uma folgada vantagem frente a Sarkozy. Até aqui, porém, Hollande não sinalizou nehuma ruptura com o atual modelo. O artigo é de Eduardo Febbro.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19392&amp;amp;boletim_id=1106&amp;amp;componente_id=17563"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19392&amp;amp;boletim_id=1106&amp;amp;componente_id=17563&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Encaminho-lhes um endereço bem interessante. Trata-se de uma iniciativa que aborda temas dos diversos países latinos americanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 388px; DISPLAY: block; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698929756881980130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2UnoYUssCMo/Txaqa27aiuI/AAAAAAAAA64/tJTEh-bNSV0/s400/patria%2Blatina.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acesse pelo endereço ao lado: &lt;a href="http://www.patrialatina.com.br/index.php"&gt;http://www.patrialatina.com.br/index.php&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;4. CAFÉ HISTORIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MISCELÂNEA CAFÉ HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;MUSEU DA IMIGRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Museu da Imigração de São Paulo disponibiliza um dos mais ricos acervos históricos online do país, com milhares de imagens e documentos disponíveis para consulta e download&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;DITADURA MILITAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Família de desaparecido político doa documentos ao Arquivo Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINE HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;DRAMA JUVENIL FRANCÊS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, Primeiro Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURAL DO HISTORIADOR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;EBOOKS GRATUITOS E EDITAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livraria da PUCRS disponibiliza vários livros gratuitos para download&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edital de parceria com Holanda é uma oportunidade para quem quer estudar no exterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTEÚDO EM DESTAQUE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GUERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Estudos sobre Primeira Guerra Mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/group/primeiraguerramundial"&gt;http://cafehistoria.ning.com/group/primeiraguerramundial&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VÍDEOS EM DESTAQUE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio The Magnificent 1932&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/video/rio-the-magnificent-1932-1"&gt;http://cafehistoria.ning.com/video/rio-the-magnificent-1932-1&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval no Rio de Janeiro (1955 - Em cores!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/video/carnival-in-rio-1955"&gt;http://cafehistoria.ning.com/video/carnival-in-rio-1955&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FÓRUNS EM DESTAQUE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERDISCIPLINARIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História e Fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/hist-ria-e-fotografia"&gt;http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/hist-ria-e-fotografia&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite Cafe Historia em: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network"&gt;http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-7235613730437993308?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/7235613730437993308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-310.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7235613730437993308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/7235613730437993308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-310.html' title='Numero 310'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-l2o2yKAhX-I/Txaq9qNww_I/AAAAAAAAA7o/MlYFg3lqGRU/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-8567140842548251383</id><published>2012-01-11T07:06:00.001-08:00</published><updated>2012-01-11T07:33:26.717-08:00</updated><title type='text'>Numero 309</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3FohO1lNDUo/Tw2mincDNRI/AAAAAAAAA6g/CUQTxvLc6Fs/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 488px; DISPLAY: block; HEIGHT: 110px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696392217325942034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3FohO1lNDUo/Tw2mincDNRI/AAAAAAAAA6g/CUQTxvLc6Fs/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Uma triste lição de como a História é escrita está no primeiro artigo deste número. Ao que tudo indica, os protestos e pressões foram tão grandes que o objetivo dessa falsificação histórica não irá ser alcançado. Mas... fiquemos alertas! Como já ensinou Marc Ferro, existe muita manipulação na elaboração da História nos livros e na imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391896477810050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-P7BF6ibjeQ4/Tw2mP8L5PYI/AAAAAAAAA6I/s_ijq9B855g/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Revoltante é o mínimo que se pode dizer quando se lê o “A Privataria Tucana”. Dá vontade de chorar, ou de vomitar, vendo a podridão se espalhar na política brasileira com personagens que parecem sair dos livros de história da Máfia. É realmente incrível ver como este país é roubado, saqueado...e onde estão o Ministério Público e os nossos tribunais? Haja cadeia! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391795292686530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-IOPqYJ1Cmos/Tw2mKDPeyMI/AAAAAAAAA58/7ltjjslX_BI/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;E as chuvas estão ai, as desgraças acontecem de novo... a pobreza de muitos, a ganância de uns poucos e a falta de educação de milhões levam a esse quadro caótico que nos habituamos a ver todo janeiro. Até quando? Vejam o artigo que me foi enviado a propósito da queda de um edifício no bairro onde moro, em Belo Horizonte.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391743857798706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--dDeAcczhBE/Tw2mHDocrjI/AAAAAAAAA5w/3YVbne80hdA/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Piñera apaga dos livros de história o que Pinochet escreveu com sangue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao apagar das luzes de 2011, o governo direitista de Sebastian Piñera introduziu sorrateiramente uma mudança nos livros de história, na parte referente aos obscuros anos de Pinochet. Nos últimos 20 anos, ao menos duas gerações de estudantes chilenos aprenderam que o governo de Pinochet foi uma ditadura, mas, no final do ano passado, o governo de Piñera decidiu mudar esse conceito pelo de “regime militar”. O artigo é de Christian Palma. (WWW.cartamaior.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian Palma – Direto de Santiago&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#6633ff;"&gt;A convivência ideológica no Chile é como uma delicada taça do melhor cristal: qualquer movi&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rTS5AFANXeU/Tw2mVerQUhI/AAAAAAAAA6U/G-2X73ZOiM0/s1600/NinguemMerece.gif"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#6633ff;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 107px; FLOAT: left; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391991635497490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-rTS5AFANXeU/Tw2mVerQUhI/AAAAAAAAA6U/G-2X73ZOiM0/s200/NinguemMerece.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#6633ff;"&gt;mento inesperado e brusco ameaça quebrá-la. Isso ficou manifesto na última quarta-feira, quando se conheceu a mudança sorrateira realizada pelo governo de direita de Sebastian Piñera nos livros de história, na parte referente aos obscuros anos do ditador Pinochet. Nos últimos 20 anos, ao menos duas gerações de estudantes chilenos aprenderam que o governo de Pinochet foi uma ditadura, mas, no final do ano passado, o governo de Piñera decidiu mudar esse conceito pelo de “regime militar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora essa diferença não seja algo determinante no mundo acadêmico especializado em Ciências Políticas e historiografia, para a população chilena a mudança é diferente: representa a violação de um pacto com a memória história onde não há espaço para eufemismos. O governo de Pinochet foi uma ditadura com todas as letras, uma das mais sangrentas e repressivas da América Latina, onde a sociedade não pode decidir sobre o desenvolvimento que queria e teve que viver sob um terrorismo de Estado que a impediu de participar nas grandes decisões econômicas, políticas e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que as condições impostas pela ditadura pinochetista ainda perduram no Chile, com uma elite dominante que se nega a dar maiores espaços de participação aos trabalhadores. Por isso, a mudança arbitrária do governo foi considerada uma agressão para milhões de chilenos. Não se pode falar de regime militar, pois é um significado neutro para tantos anos de opressão e exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chilenos tampouco esquecem que a mudança de ditadura para regime militar foi realizada em silêncio, a portas fechadas (como também ocorria nos tempos de Pinochet), quando o ano de 2011 estava terminando e no contexto das massivas mobilizações estudantis que exigem uma educação pública de qualidade e gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema veio a público no dia 9 de dezembro, quando o Conselho Nacional de Educação do Chile aprovou a proposta do governo para reduzir as horas de aulas de história e geografia do currículo escolar. No documento a expressão “ditadura militar” é substituída por “regime militar”, o que produziu um efeito borboleta que incendiou os ânimos dos chilenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alejandro Goic é um dos conselheiros do Ministério da Educação. “Ninguém se apercebeu da mudança. Nem os especialistas, nem os conselheiros se deram conta quando se discutiu. É um tema sensível. E me parece que é preciso manter o termo ditadura. As ditaduras devem ser chamadas de ditaduras e as democracias de democracias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a água chegou ao rio, como se diz no Chile. O novo ministro de Educação, Harald Beyer, o terceiro da pasta em seis meses, recebeu fortes críticas, justificando a mudança de conceito e colocando mais gasolina no fogo: “As expressões são mais gerais...a de regime militar que a de ditadura”. Além disso, acrescentou que o debate “não tem a ver com apoiadores nem detratores, tem a ver com expressões que se usam habitualmente nestes currículos em distintas partes do mundo”. A frase foi dita no Palácio de La Moneda, o mesmo lugar onde morreu o ex-presidente Salvador Allende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polêmica também chegou ao Congresso chileno, onde como era de se esperar, o rechaço foi contundente por parte de quem sempre chamou os 17 anos de Pinochet de ditadura, enquanto que se registraram matizes entre parlamentares governistas: aqueles que procuram tomar distância de Pinochet rechaçaram a medida, e aqueles que ainda o defendem, aplaudiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristián Monckeberg, deputado direitista do partido Renovação Nacional, de onde saiu o presidente Sebastián Piñera, condenou a mudança semântica: “Se antes se chamava ditadura e agora passa a se chamar regime militar, mudança feita por alguns técnicos encerrados em um escritório, isso não vai mudar o curso da história. Eu prefiro que essa escolha de nomes seja feita pelos historiadores, os que escrevem, os que interpretam”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na direita chilena ainda restam políticos que trabalharam para Pinochet, como o deputado Alberto Cardemil, também da Renovação Nacional, que defendeu a mudança de palavra. “É um esforço técnico e profissional do Ministério da Educação de dar uma versão equilibrada de nossa história”, disse, acrescentando que “os países precisam, com o passar do tempo, revisar sua história para dar uma versão equilibrada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cereja do bolo foi colocada pelo deputado da União Democrata Independente (partido de ultra-direita), Iván Moreira, que sempre foi convidado à casa da família Pinochet. “O fato de se usar o termo ditadura é uma forma de estigmatizar um governo que entregou democraticamente o poder e isso não ocorreu em nenhuma ditadura do mundo, só no Chile, o que fala muito bem do espírito democrático do país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No twitter, a mudança de palavra fez explodir a rede social. O grupo de música chilena e reconhecido opositor a Pinochet, Inti Illimani, escreveu: “Voltam os eufemismos perversos da direita...FOI DITADURA!!! E PONTO. Pão, pão e vinho, vinho. PONTO!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução: Katarina Peixoto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;A Inquisição existiu. E provocou tremendo atraso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Alberto Dines (Observatório da Imprensa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;No 21º fascículo quinzenal, o mais prestigioso e fleumático veículo da grande imprensa brasileira, Valor Econômico, afinal reconheceu que o Correio Braziliense foi decisivo para criar uma imprensa livre no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;&lt;br /&gt;Com cerca de 10 meses de atraso, as duas empresas jornalísticas que se associaram para formar o mais importante diário econômico brasileiro (os grupos Globo e Folha) admitiram que o Santo Ofício da Inquisição foi o principal instrumento da monarquia absolutista portuguesa para barrar a circulação de informações e ideias em seu território e colônias (ver "Pelos reis, com limites").&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;A série “Jornais em Pauta”, conduzida com diligência pelo jornalista-historiador Matías M. Molina, recusara até a quinzena anterior a concessão do título de protojornalista e mencionou Hipólito da Costa de raspão uma vez. Por que era um mau jornalista? Não: porque era maçom e porque a maçonaria estava proibida pela igreja católica, razão pela qual ele ficou preso três anos nos cárceres da Inquisição em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;A série sequer incluiu na galeria de grandes títulos da nossa imprensa o primeiro veículo a circular sem censura em Portugal e colônias e, ao contrário do que agora reconhece, chegou a afirmar que a censura imposta à colônia ao longo de 308 anos foi obra exclusiva de uma monarquia tirânica sem qualquer alusão à sua submissão ao poder religioso (tese prontamente contestada por este observador: ver debate em “A Inquisição não existiu, é invenção dos leigos”, “Resposta a Alberto Dines” e “Embargo suspenso: a imprensa já pode discutir seu passado”)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;Evidência histórica&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;Esta “batalha” poderia ter sido evitada, também os vexames produzidos pela revelação de um voluntarismo grosseiro, para dizer o mínimo, na tentativa de manipulação histórica. A mesma competência agora empregada para registrar – embora tardiamente – o papel seminal de Hipólito da Costa e do seu mensário na veloz modernização da colônia teria contribuído para conferir à nossa imprensa o merecido diploma de maturidade. E de credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;Em plena Era da Transparência, conseguimos o milagre de manter sob embargo o bicentenário da instituição-símbolo da transparência. Enquanto déspotas nos quatro cantos do mundo – inclusive na América Latina – empenham-se em liquidar a imprensa, no Brasil ela se autoimolou negando a sua história e, portanto, sua razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;A importância de 1808 na cronologia brasileira não advém da simples transferência da corte portuguesa para a Bahia e depois para o Rio de Janeiro; o fato produziu um extraordinário salto, materializado 14 anos depois graças justamente à existência de uma imprensa libertada das amarras da censura. Censura clerical, diga-se. Vencida por Hipólito da Costa, acrescente-se.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;“Ao Correio é atribuída uma importante participação na queda do absolutismo e no advento das liberdades e instituições civis”, afirma Valor, citando o biógrafo de Hipólito, Carlos Rizzini.&lt;br /&gt;“Hipólito José da Costa fez do seu Correio Braziliense uma voz vigorosa e influente a serviço de ideais éticos e do racionalismo político”, proclama o jornal no subtítulo da matéria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663333;"&gt;Rasgada a mordaça que escondeu a evidência histórica e resgatada a verdade, indispensável complementá-la lembrando que não foi acidental o embargo às rememorações e comemorações relativas ao bicentenário da fundação da nossa imprensa. O embargo foi imposto pela Grande Irmã, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), ou por alguma confraria que utilizou indevidamente os seus canais. Tudo indica que tenha sido o Opus Dei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enviado por luisnassif, dom, 08/01/2012 - 12:46&lt;br /&gt;Por Nicolas Timoshenko&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1031073-henry-engler-o-ex-guer"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1031073-henry-engler-o-ex-guer&lt;/a&gt;... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Henry Engler, o ex-guerrilheiro uruguaio que revolucionou a pesquisa de Alzheimer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;LUCAS FERRAZ&lt;br /&gt;Enviado Especial ao Uruguai&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Para demarcar os limites de sua imaginação, Henry Engler traça um círculo que abriga e controla seus pensamentos.&lt;br /&gt;Foi assim na prisão, onde ele desenvolveu a técnica intuitivamente, para tentar manter-se são; na vida cotidiana, como na recente briga de trânsito em que terminou agredido; e no trabalho de pesquisa médica, que o fez chegar perto do Prêmio Nobel de Medicina, por desenvolver um dos estudos mais importantes em sua área nos últimos cem anos.&lt;br /&gt;Ex-preso político da ditadura uruguaia por 13 anos, 11 dos quais numa solitária, sofrendo alucinações e diagnosticado com psicose delirante crônica, Engler apresentou em 2002, na Conferência Mundial sobre o Alzheimer, em Estocolmo, um trabalho que revolucionou os estudos do cérebro.&lt;br /&gt;Ele detectou, pela primeira vez, a proteína amiloide, associada ao Alzheimer, em um homem vivo, passo mais importante no estudo da doença desde que o psiquiatra alemão Alois Alzheimer (1864-1915) detectou o mal, em 1906, na cabeça de um morto.&lt;br /&gt;"Claro que houve influência da prisão na minha investigação, ela me deu disciplina e muita paciência", disse Engler à Folha em sua sala de diretor do Cudim (Centro Uruguaio de Imagenologia Molecular), criado por ele em Montevidéu em 2008. "Para o pesquisador, o mais importante não é a inteligência, mas sim a paciência, em primeiro lugar, e depois a intuição. Tanto na prisão como na minha pesquisa, tomei um caminho intuitivo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;PRISÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Ex-dirigente Tupamaro, a maior organização da esquerda armada do Uruguai entre os anos 1960 e 70, Engler foi um dos nove reféns da ditadura instaurada em 1973. Os militares prenderam nove dirigentes e ameaçaram executá-los caso a organização retomasse as ações armadas. Além de Engler, o atual presidente uruguaio, José Pepe Mujica, e o líder e fundador dos Tupamaros, Raúl Sendic, estavam no grupo.&lt;br /&gt;Nascido em Paisandú em 1946, Engler era estudante de medicina e um dos dirigentes da organização. Participou de ações armadas e foi acusado pelos militares de ser um dos coautores do assassinato de Dan Anthony Mitrione, agente da CIA executado no Uruguai em 1970. Ele nega.&lt;br /&gt;Foi preso em 1972, aos 24 anos. No ano seguinte, acabou trancafiado em uma solitária onde viveria os próximos 11 anos.&lt;br /&gt;"Tinha muito problema com as vozes. Nunca vi coisas inexistentes, mas eu tinha uma toalha que se transformava em tapete mágico, cheia de sinais", conta. "Era insuportável ouvir as vozes, era muito agressivo, sentia fisicamente choques elétricos que paravam meu coração, que me seguiam torturando. Sofri isso durante anos."&lt;br /&gt;Uma das piores alucinações foi a constatação de que a CIA tinha instalado um dispositivo em seu cérebro. Ao pensar nos companheiros da luta armada, automaticamente o dispositivo da agência de inteligência norte-americana captava a identidade dos colegas, que "caíam" (eram presos) em seguida. Para ele era a morte.&lt;br /&gt;"Foi tudo intuitivo. Para controlar meus pensamentos, tratava de fazer um ponto na parede da cela e olhava fixamente para ele", conta. "Em pouco mais de um mês, via o que passava na minha cabeça, imagens que iam se formando. Até que fiz um círculo, e sempre tratava de manter essas imagens e pensamentos dentro do círculo. Seguia escutando vozes, mas agora eu podia controlar minha cabeça."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;LIBERDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;As alucinações só terminaram em 1984, quando deixou a solitária. Ganhou a liberdade no ano seguinte, já com leve melhora psicológica. Eram tempos de redemocratização no Uruguai.&lt;br /&gt;O círculo mudou a maneira de Henry Engler pensar. Aos 65 anos, ele diz ter desenvolvido uma capacidade de não reagir imediatamente a nada. Engler é calmo, ouve o interlocutor com muita atenção e não perde a piada.&lt;br /&gt;"Trato de ver o que passa em meu pensamento e o que está passando no do outro. Controlar os pensamentos muda a forma como o cérebro trabalha, você perde a rapidez de reagir irracionalmente. Sempre está vendo o que está pensando, isso é correto, isso não é. A prisão me ajudou a desenvolver parte disso, não podia logicamente pensar no que ia acontecer comigo. Nos momentos de perigo, quando pensava que ia ser morto, precisava muito da intuição. O cérebro vai aprendendo a funcionar de uma maneira mais efetiva, que não é lógica".&lt;br /&gt;Na prisão, abandonou o materialismo histórico dos tempos de militância e passou a crer em Deus -segundo diz, para sobreviver.&lt;br /&gt;Primeiro pensou em Che Guevara. "Che podia suportar tudo, mas comecei a pensar em uma pessoa que poderia suportar mais, e era Jesus. Comecei a pensar que era bom parecer com Jesus. 'Perdoai, Senhor, eles não sabem o que fazem'. Isso despertou minha admiração. Estive muito alterado mentalmente, e tive uma identificação com Messias, mas depois me dei conta que não seria nenhum Messias, já tinha encontrado Deus".&lt;br /&gt;Ao sair da prisão, Engler se mudou para a Suécia, país que recebeu muitos exilados latino-americanos. Decidiu retomar os estudos de medicina, mas a Universidade de Uppsala não aceitou os antigos registros do Uruguai. Recomeçou o curso em 1988, aos 42 anos. Por causa da idade, que ele considerava avançada para atuar como cirurgião, optou por seguir a carreira de pesquisador.&lt;br /&gt;"Comecei a trabalhar na universidade, onde havia cientistas de primeira linha. O método não era muito conhecido, mas tive a sorte de entender que era importante para o futuro. A carreira de pesquisador é longa, é como o trabalho para desenvolver o olfato dos cães que procuram drogas: você começa a farejar para encontrar a solução dos problemas."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;ALZHEIMER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Em 1997, já integrado à equipe de investigação de Uppsala, Henry Engler participou de pesquisas com cientistas da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia.&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, os pesquisadores conseguiram criar uma substância que era usada em animais. Os estudos com o composto "PiB", como os suecos o nomearam, foram bem-sucedidos. Monitorada até chegar ao cérebro, a substância tornou possível detectar a proteína amiloide, associada à doença de Alzheimer.&lt;br /&gt;Na Suécia, a Universidade de Uppsala desenvolveu um avançado exame de imagem, e Engler e seus colegas testaram o "PiB" em homens. "Colocamos uma pequena quantidade de radioatividade nessa substância, a injetamos no corpo humano e a monitoramos até o cérebro. Com as câmeras especiais, foi possível detectar a reação da amiloide, substância do cérebro que produz a doença e vai matando os neurônios".&lt;br /&gt;O teste foi feito com cinco pessoas saudáveis e nove doentes. Deu certo. Era a primeira vez na história que a medicina conseguia mostrar a presença do Alzheimer no cérebro de pessoas vivas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;ACERTO DE CONTAS&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dividindo o tempo atualmente entre a Suécia e o Uruguai, Engler voltou ao seu país para um pequeno acerto de contas. Em 2008, fez um acordo com o governo para a criação do Cudim, erguido em frente ao mítico estádio Centenário. O centro médico é uma organização que atua em regime privado, mas que depende do Estado.&lt;br /&gt;"Damos assistência a toda a população do Uruguai, sem cobrar nada, porque o Estado nos deu essa oportunidade", afirma.&lt;br /&gt;No Cudim, há uma parceria com as Universidades de Montevidéu e de Uppsala. Os exames são para diagnósticos de câncer (todos os tipos), além de neurologia. O diagnóstico do Alzheimer deve começar a ser feito em breve. "Senti uma obrigação de ajudar, de voltar, o Uruguai estava muito distante nessa área. Senti muita gratidão pelas pessoas que lutaram pelo fim da ditadura e pela minha geração".&lt;br /&gt;Engler também dirige o recém-criado Clube Latino de Imaginologia Molecular, cujo objetivo é integrar toda a rede médica da região, e torce para que seu estudo ajude a encontrar uma cura para o Alzheimer, cujos tratamentos, até o momento, são todos paliativos.&lt;br /&gt;"Continuo sendo um revolucionário, agora lutando contra as doenças. O socialismo é não um fim, nunca vamos poder experimentá-lo totalmente", diz.&lt;br /&gt;E teoriza: "O cérebro está formado por dois componentes essenciais, egoísmo e solidariedade. O egoísmo é necessário para o indivíduo sobreviver. A solidariedade, para a sobrevivência da espécie. Sempre há uma luta entre o egoísmo e a solidariedade. E sempre vai existir muito egoísmo, senão o cérebro deixaria de ser cérebro. O homem precisa controlar seus pensamentos para não deixar o egoísmo prevalecer."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Helena Campos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Seguem imagens gravadas do desabamento de um prédio no bairro Buritis em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;Há algum tempo este prédio já vinha apresentando serios comprometimentos estruturais e foi interditado por ordem das autoridades.&lt;br /&gt;Atualmente não estava sendo ocupado pelos seus moradores, por isso, felizmente não tivemos vítimas .&lt;br /&gt;Estava em discussão a decisão de se demolir o imóvel, mas nem isto foi preciso pois ele acabou caindo sozinho mesmo.&lt;br /&gt;Agora analizem mais um pouco a situação, vejam a encosta onde foi construido o prédio , e outros prédios vizinhos , que tambem já estão ameaçados .&lt;br /&gt;Até quando vamos permitir que areas de risco como estas sejam exploradas pela ganância de lucros das contrutoras ?&lt;br /&gt;Até quando as nossas "autoridades" continuarão omissas em relação à ocupação de áreas consideradas de risco, concedendo alvarás a projetos imobiliários que são visivelmente de alto risco?&lt;br /&gt;Até quando, nós , compradores dos imóveis , vamos aceitar aplicar nossas economias em construções que não oferecem condições de segurança?&lt;br /&gt;Construções visivelmente "condenadas" estão espalhadas por toda a cidade, no bairro Buritis então, nem se fala, e olhem que lá é considerada área nobre, imagine se não fosse...&lt;br /&gt;Antigamente, queda de imóveis era considerado coisa de "favela" ou de construção barata. Olhem o que está acontecendo hoje em dia, construções de "gente fina" desabando pra tudo enquanto é lado.&lt;br /&gt;O predio que caiu na semana passada no Caiçara tambem tinha sido construido em área de encostas, visivelmente traiçoeiras, e teve o mesmo fim, pior que desta vez levou sob os escombros um de seus moradores.&lt;br /&gt;Outra coisa que aprendi há muitos anos, quando era voluntário da defesa civil e que estou cansando de ver por toda a cidade, muitas bananeiras plantadas em encostas acentuadas , que contribuem muito para os deslizamentos, pois a bananeira é um tipo de planta que não tem raizes profundas no solo, acumula muito líquido e seu próprio peso ajuda causar os deslizamentos .&lt;br /&gt;Naquela época íamos em todas as casas onde pressentíamos o risco dos desabamentos e orientávamos os moradores a retirarem as bananeiras de seus terrenos, mostrando os motivos e o risco que eles corriam ao manter aquelas plantas.&lt;br /&gt;Muitos proprietários atendiam nossa orientação e creio que pudemos ajudar muita gente a evitar tragédias em seus imóveis.&lt;br /&gt;Será que isto é feito ainda hoje ? Eu não acredito que seja.&lt;br /&gt;Se acessarem uma imagem de satélite (Google Earth ou Google Maps) da região da Rua Passa Quatro no bairro Caiçara, onde desabou o prédio na semana passada, vão ver que no lote ao lado da construção que desabou há uma encosta acentuada, com muitas bananeiras plantadas , o que ,por sí só ,já era outro risco para o desabamento.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que entende um pouco de botãnica e de geologia sabe que a melhor forma natural de se conter encostas é colocando plantas que tenham raizes profundas e tambem entrelaçadas, como Bambuzinho, Capim Navalha e outros tipos que até foram desenvolvidos para esta finalidade.&lt;br /&gt;BANANEIRAS NUNCA.......&lt;br /&gt;Pois bem, Eu não gostaria que fatos como estes voltassem a acontecer na nossa cidade , mas se nada for feito, creio que , infelizmente, brevemente vamos ver nos nossos noticiários outras "tragédias" anunciadas como estas que ocorreram nas últimas semanas.&lt;br /&gt;Grande abraço para todos&lt;br /&gt;João batista&lt;br /&gt;Veja o video aqui&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yMWWoaMCsLg&amp;amp;feature=email"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yMWWoaMCsLg&amp;amp;feature=email&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391639788822498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-YFHKLsVAqew/Tw2mA_8eH-I/AAAAAAAAA5k/iMD1O17G_QQ/s400/rhbn.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Uma entrevista com Zigmunt Bauman&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A entrevista foi gravada na sala de leitura da casa onde Bauman mora há 41 anos, em um dos subúrbios residenciais da cidade industrial de Leeds. Bauman nos recebeu em um ambiente familiar despojado, marcado por imagens de sua esposa Janina Bauman, de seus filhos e netos e de muitos livros em variados idiomas. Foi uma longa conversa que tratou de expectativas para século XXI, Internet, a necessidade de construção de políticas globais, a construção de uma nova definição de democracia e incluiu alguns dos temas sugeridos aqui, pelos visitantes do nosso site.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/#.TlK-GMRyZoY.facebook"&gt;http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/#.TlK-GMRyZoY.facebook&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Dois modelos disputam o futuro da China em 2012&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em meio à crise global e com a sucessão do atual líder Hu Jintao à vista, dois modelos disputarão o futuro no Congresso Geral do Partido Comunista, em novembro. No gigantesco município de Chonging, Bo Xilai (foto) encabeça um novo estatismo para lidar com a crescente desigualdade no país. Na usina exportadora chinesa, Guagndong, o secretário geral do PC, Wang Jiang, propõe um modelo liberal que aprofunde a abertura econômica e estimule a independência dos poderes. O artigo é de Marcelo Justo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19353&amp;amp;boletim_id=1100&amp;amp;componente_id=17483"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19353&amp;amp;boletim_id=1100&amp;amp;componente_id=17483&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Contra o estrago do liberalismo, recuperar o Marx filósofo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O filósofo francês Dany-Robert Dufour refletiu sobre as mutações que esvaziaram o sujeito contemporâneo de relatos fundadores. Essa ausência é, para ele, um dos elementos da imoralidade liberal que rege o mundo hoje. Seu trabalho como filósofo crítico do liberalismo culmina agora em um livro que pergunta: que indivíduo surgirá depois do liberalismo? Talvez seja o caso, defende, de recuperar o Max filósofo, que defendia a realização total do indivíduo fora dos circuitos mercantis&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19334&amp;amp;boletim_id=1096&amp;amp;componente_id=17434"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19334&amp;amp;boletim_id=1096&amp;amp;componente_id=17434&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;AIDS: entre a cura possível e um novo surto mundial&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Uma Nobel de Medicina escreve: imensos avanços científicos podem ser frustrados, se forem interrompidos mecanismos de solidariedade internacional contra doença. Por Françoise Barré-Sinoussi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Estamos usando o crack”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Para segregar metrópoles, abrindo espaço à especulação ou megaeventos, usa-se o pretexto da droga — e condena-se usuários a políticas primitivas. Por Edmar Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Pentágono terceiriza assassinatos de guerra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Efetivo militar norte-americano já não é suficiente para controlar aviões-robô. Eliminação de "inimigos" transferida a empresas privadas. Por Robert Johnson&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Aquecimento global: muito foi dito, pouco foi feito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A poucos meses da Rio+20, pesquisadora analisa resistência dos governos a enfrentar mudança climática e considera reais — mas muito tímidos — os avanços no Brasil. Em IHU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A China e sua guerra cultural&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Governo lança ofensiva contra presença cultural norte-americana, reforça censura na internet e toma medidas para difundir língua e valores chineses pelo mundo. Em Opinião e Notícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Brasil: a curiosa conversa da oligarquia financeira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Afirma-se que é preciso cortar serviços agora, para (mais tarde...) reduzir os juros. Veja o que está por trás deste argumento. Por Antonio Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Espanha: crônica de um país devastado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Muito rapidamente, políticas de "austeridade" multiplicaram desemprego e pobreza. Ninguém desafia mercados -- exceto "indignados", que enfrentarão novos desafios em 2012. Por Pep Valenzuela &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Barghouti: Palestina fará revolução não-violenta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Líder da resistência pacífica à ocupação diz que Primavera Árabe transformou Oriente Médio e que independência também libertará Israel. Entrevista a Katy Waldman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Mulher Alternativa” estreia em Outras Palavras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Coluna semanal defende radicalmente a igualdade, não crê em libertação “definitiva” e aposta que feminismo combina com liberdade sexual. Por Marília Moschkovich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;"Todo ano é assim”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nas novas enchentes, mídia identifica “culpados” de sempre: as chuvas, ou os pobres. E esquece segregação urbana, o problema principal. Por Luiz Felipe Martins Candido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ano Novo: vida nova!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Na primeira coluna de 2012, o antropólogo Luiz Fernando Dias Duarte fala sobre os sentidos das festas de fim de ano no Ocidente, que envolvem simbolismos diversos ligados à angústia com o passar do tempo, à ameaça da morte e à renovação da vida.&lt;br /&gt;Por: Luiz Fernando Dias Duarte&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/sentidos-do-mundo/ano-novo-vida-nova"&gt;http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/sentidos-do-mundo/ano-novo-vida-nova&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;O papel das mulheres no mundo Greco-romano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por MARISTELA REMPEL EBERT&lt;br /&gt;A presente análise pretende abordar as condições das mulheres nas sociedades antigas: a Grécia Clássica e a República Romana em sua época de glória, apontando a situação miserável e precária às quais estava sujeito todo o ser humano que nascesse mulher... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2012/01/07/o-papel-das-mulheres-no-mundo-greco-romano/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2012/01/07/o-papel-das-mulheres-no-mundo-greco-romano/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Hannah Arendt, verdade e política&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Jamais alguém pôs em dúvida que verdade e política não se dão muito bem uma com a outra, e até hoje ninguém, que eu saiba, incluiu entre as virtudes políticas a sinceridade. Sempre se consideraram as mentiras como ferramentas necessárias e justificáveis ao ofício não só do político ou do demagogo, como também do estadista. Por que é assim?”... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://antoniozai.wordpress.com/2012/01/07/hannah-arendt-verdade-e-politica/"&gt;http://antoniozai.wordpress.com/2012/01/07/hannah-arendt-verdade-e-politica/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696391380573137778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8sQ0t7qgRkU/Tw2lx6Soq3I/AAAAAAAAA5Y/DaDUF8CJQEk/s400/anpuhmg.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. CAFÉ HISTORIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;HISTÓRIA AMBIENTAL - NOVA ENTREVISTA NO CAFÉ HISTÓRIA&lt;br /&gt;O Café História começa 2012 com uma entrevista com a historiadora Lise Sedrez, professora do instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ). Sedrez é uma das maiores especialistas da chamada "história ambiental" no Brasil. Mas o que seria exatamente "história ambiental"? Para saber mais sobre este interessante campo da historiografia clique no link abaixo e confira a entrevista. Ela está imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para a entrevista: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-conversa-cappuccino-lise-sedrez-ufrj"&gt;http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-conversa-cappuccino-lise-sedrez-ufrj&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;4. INFORMAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt; REA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 128, janeiro de 2012, está on-line. Leia nesta edição o DOSSIÊ “KIERKEGAARD E NIETZSCHE: É POSSÍVEL SER FILÓSOFO E CRENTE?”, organizado pelos professores Jasson da Silva Martins (UESB) e Renato Nunes Bittencourt (UFRJ).&lt;br /&gt;Agradecemos aos organizadores do DOSSIÊ, aos Consultores Ad hoc que contribuíram e viabilizaram esta edição (veja anexo), à Comissão Editorial e a todos que contribuíram para a publicação de mais este número da REA.&lt;br /&gt;Acesse &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estão abertas as inscrições de propostas de Simpósios Temáticos e Minicursos para o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;XVIII Encontro Regional (ANPUH-MG): Dimensões do Poder na História&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Os interessados devem preencher o formulário disponível no blog do evento http://anpuhmg.blogspot.com/ e enviar o resumo de no máximo 300 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Guilherme Souto enviou:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Como pregam os liberais clássicos, estão no caminho certo, mais um pouquinho de esforço&lt;br /&gt;chegam ao paraíso, digo, à sociedade de consumo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sgd4xLmLBrc&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Sgd4xLmLBrc&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;É um filme um pouco demorado, mas que puxa a reflexão... vale a pena ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;24th International Congress of History of Science, Technology and Medicine&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;University of Manchester, UK, Monday 22-Sunday 28 July 2013&lt;br /&gt;The 24th International Congress of History of Science, Technology and Medicine will be held at the University of Manchester, UK, from Monday 22-Sunday 28 July 2013.&lt;br /&gt;The Congress website is at: &lt;a href="http://www.ichstm2013.com/"&gt;http://www.ichstm2013.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;The theme of the Congress is ‘Knowledge at Work.’ We construe the theme broadly to include studies of the creation, dissemination and deployment of knowledge and practice in science, technology and medicine across all periods, and to encompass a variety of methodological and historiographical approaches.&lt;br /&gt;The call for Symposia is now open. Details are at:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ichstm2013.com/call/"&gt;http://www.ichstm2013.com/call/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;The deadline for symposia submissions is Monday 30 April 2012.&lt;br /&gt;The call for individual papers will be issued in May 2012, and will be widely circulated.&lt;br /&gt;Information about iCHSTM2013 will be regularly updated on the website as plans develop: please bookmark the site and check regularly for the latest news!&lt;br /&gt;Enquiries about any aspect of iCHSTM2013 may be sent to:&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:enquiries@ichstm2013.com"&gt;enquiries@ichstm2013.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Please forward this announcement to any other appropriate lists to ensure its widest possible distribution.&lt;br /&gt;With thanks and best wishes,&lt;br /&gt;Jeff Hughes (iCHSTM2013 Local Organising Committee)&lt;br /&gt;Frank James (iCHSTM2013 National Organising Committee). &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-8567140842548251383?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/8567140842548251383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-309.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/8567140842548251383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/8567140842548251383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/numero-309.html' title='Numero 309'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3FohO1lNDUo/Tw2mincDNRI/AAAAAAAAA6g/CUQTxvLc6Fs/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-2314008197294999216</id><published>2012-01-04T04:49:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T05:14:20.039-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h8m0LWtZato/TwRLHYNn7uI/AAAAAAAAA5M/RL4xAXjg_wY/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 445px; DISPLAY: block; HEIGHT: 83px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693758419033911010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-h8m0LWtZato/TwRLHYNn7uI/AAAAAAAAA5M/RL4xAXjg_wY/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Abro este boletim com um email recebido dando conta de um problema que aflige Portugal e como a solução encontrada pelo primeiro-ministro foi “brilhante”!&lt;br /&gt;Depois temos a discussão que se abre com a perspectiva de criação de um currículo nacional. Anunciado pelo MEC, mas ainda em estudos, ao que tudo indica 70% do currículo serão a base nacional, restando 30% para Estados e Municípios atenderem às especificidades regionais.&lt;br /&gt;Já saiu no “O Estado de São Paulo” um primeiro comentário, que vai reproduzido na primeira seção deste número. Esperamos que você, leitor, possa comentar também, para ouvirmos várias opiniões a respeito. A notícia saiu no O Globo, de ontem e aqui vai o link para quem quiser acessar, pois a reprodução é proibida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/projeto-do-mec-quer-unificar-curriculo-das-escolas-no-pais-3549446"&gt;http://oglobo.globo.com/educacao/projeto-do-mec-quer-unificar-curriculo-das-escolas-no-pais-3549446&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;E voltamos à crise européia, que, aliás, não é só européia. Há artigos e links a respeito. Reproduzimos, ainda, o informativo da ANPUH, com dezenas de cursos, concursos, seminários, congressos. Os historiadores não estão parados... felizmente!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 7px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693758363072417506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_lSMR6DVwaQ/TwRLEHvXTuI/AAAAAAAAA5A/DhztMLYejLw/s400/separador2.gif" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Bom dia Prof. Ricardo Moura.&lt;br /&gt;Se a estampa da política no Brasil é a corrupção, aqui em Portugal, para além desta&lt;br /&gt;é também a falta completa de respeito pelos cidadãos. Veja bem a última do Sr. Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho: com a onda da imigração de europeus e muitos portugueses aí no Brasil, o então Sr. Ministro em um telejornal disse aos professores que perderam vagas&lt;br /&gt;por causa dos inúmeros fechamentos de escolas, que emigrassem para o Brasil ou&lt;br /&gt;para Angola, ou, se quisessem que fossem para outros países lusófonos. Isso depois&lt;br /&gt;que os professores e seus representantes brigaram muito por seus direitos retirados&lt;br /&gt;sem nenhum escrúpulo.&lt;br /&gt;Beijos,&lt;br /&gt;Cléria,&lt;br /&gt;leitora do Boletim de História.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Desemprego na França atinge nível mais alto desde 1999&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os últimos números sobre o desemprego na França, publicados antes do final do ano revelam um quadro devastador: o desemprego chegou ao seu nível mais alto desde 1999. A curva ascendente parece irresistível. As porcentagens reveladas pelo Ministério do Trabalho dão conta da existência de 2.844.800 pessoas desempregadas na França, o que equivale a 9,8% da população ativa. E as previsões para 2012 são de agravamento do problema. O artigo é de Eduardo Febbro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WWW.cartamaior.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#6633ff;"&gt;A crise financeira está cobrando um tributo altíssimo do mercado de trabalho europeu. Nenhum país está ao abrigo da onda desencadeada a partir da Grécia com a crise da dívida, nem sequer duas das economias mais sólidas do Velho Continente, França e Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos números sobre o desemprego na França, publicados antes do final do ano revelam um quadro devastador: o desemprego chegou ao seu nível mais alto desde 1999. A curva ascendente parece irresistível. As porcentagens reveladas pelo Ministério do Trabalho dão conta da existência de 2.844.800 pessoas desempregadas na França, o que equivale a 9,8% da população ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novembro de 2011 foi um dos meses mais agudos com o ingresso de 29 mil pessoas no seguro desemprego, unicamente na chamada categoria A, ou seja, as pessoas que não trabalharam nem um só dia durante o mês. Isso representa uma alta de 1,1% em apenas um mês, o sexto aumento do desemprego em um ano. No entanto, uma vez analisados, os números são ainda mais abismais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levamos em conta as três categorias de desempregados, ou seja, a já mencionada A, a B e a C, que englobam as pessoas que tiveram uma atividade reduzida, os percentuais disparam para tetos históricos, totalizando 51.800 novos desempregados unicamente no mês de novembro. 2011 termina assim com um aumento do desemprego de 5,2%, expondo o fracasso das ações governamentais, em especial sua vontade de desmantelar o esquema das 35 horas de trabalho semanal, adotado em 1997 pelo ex-primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele período, os socialistas optaram por “compartilhar” o tempo de trabalho como um dos antídotos contra o desemprego. Mas uma vez no poder, a direita passou a secundarizar esse princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o ministro francês do Trabalho, Xavier Bertrand, o aumento do desemprego “é uma consequência direta da perda de velocidade da atividade econômica”. Os sindicatos também admitem que a explosão do desemprego se explica em larga medida pela ampliação da onda expansiva da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurent Berger, secretário geral do sindicato CFDT, explicou que “é possível perceber muito bem que a crise toca setores como os serviços para as pessoas, o setor associativo e os bancos. Esses ramos não tinham sido afetados pela paralisação em 2008 e 2009”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mal endêmico do liberalismo especulador, quase nenhum governo, de esquerda ou de direita, conseguiu frear o crescimento aumento do desemprego. O governo conservador de Nicolas Sarkozy tinha conseguido deter essa tendência em 2010 graças a quatro meses consecutivos de diminuição do desemprego na categoria A. Mas em 2011, voltou a tendência positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice do desemprego alcançado nesta categoria consagra o fracasso das políticas governamentais já que Sarkozy fez desse segmento da população sua prioridade absoluta. A síntese dispensa todo comentário: nos primeiros 11 meses do ano o desemprego dentro da categoria A alcançou 139.800 pessoas, o que representa o dobro de 2010 (76 mil). Se ampliamos a leitura dos percentuais para as demais categorias, os resultados são igualmente negativos: 199.300 novos desempregados contra 197.300 para 2010. Os jovens de menos de 25 anos, as pessoas com mais de 50 e os chamados “precários”, ou seja, aqueles que tem trabalhos temporários, são os mais afetados pela falta de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE) prevê um 2012 pior que 2011. Segundo o INSEE, no decorrer do primeiro trimestre de 2012 pode se materializar o pesadelo de um desemprego superior a 10% da população ativa. Antes disso, a OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, com sede em Paris) havia antecipado que a França superaria, em 2012, a barreira simbólica dos 10% de desemprego. Pior ainda, o INSEE calcula que a aceleração do desemprego não se explicaria unicamente por motivos demográficos mas, ao invés disso, por uma freada brusca da criação de postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os fatores se combinam para criar um quadro muito agudo: falta de ofertas no mercado de trabalho, demissões, fechamento de empresas e fábricas. O tempo corre e é um inimigo feroz. Seja quem for o vencedor das eleições presidenciais de abril de 2012, terá em suas mãos o timão de um barco que navega em águas profundas. No próximo dia 18 de janeiro, o presidente Nicolas Sarkozy organiza uma cúpula social, na qual se contemplam “soluções rápidas para conter ao máximo os efeitos da crise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calendário escolhido pelo mandatário se assemelha mais uma vitrine eleitoral ante a proximidade das eleições do que um programa para enfrentar a crise. Sem conhecer as taxas de desemprego de filme de horror que se constatam na Espanha (cerca de 22% da população ativa), a França se encaminha para um ano de curvas de desemprego e de pobreza em pleno crescimento. Muitos analistas admitem hoje que é muito provável que se volte à metodologia dos socialistas: “trabalhar menos horas para que todos trabalhem”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução: Katarina Peixoto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693758207435128450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-53yXwHzT9YI/TwRK7D8ivoI/AAAAAAAAA4o/zaSRjLpWB1c/s400/livro%2Btortura.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Um mundo de torturadores: a crueldade dos Estados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dos 194 Estados integrantes das Nações Unidas, cem deles praticam regularmente a tortura, seja como meio para obter informações ou confissões, seja como metodologia para fazer reinar o terror. Síria, Egito, Argélia, Chile, Argentina, Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, China, Vietnã, índia ou Rússia: não há continente que esteja livre dessa barbárie. Esta é a vergonhosa conclusão do informe “Um mundo de torturadores”, publicado na França pela ONG Ação dos Cristãos Contra a Tortura. O artigo é de Eduardo Febbro.&lt;br /&gt;Eduardo Febbro - Página/12 (publicado em &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;WWW.cartamaior.com.br&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;O século XXI segue sendo um mundo de torturadores. Dos 194 Estados integrantes das Nações Unidas, cem deles praticam regularmente a tortura, seja como meio para obter informações ou confissões, seja como metodologia para fazer reinar o terror. Síria, Egito, Argélia, Chile, Argentina, Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, China, Vietnã, índia ou Rússia: não há continente que esteja livre dessa barbárie. Esta é a vergonhosa conclusão do informe “Um mundo de torturadores”, publicado na França pela organização não-governamental Ação dos Cristãos Contra a Tortura (ACAT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vítimas das torturas têm uma identidade comum a todos os países: jornalistas, sindicalistas, opositores políticos, advogados, blogueiros, membros de minorias étnicas ou religiosas, defensores dos direitos humanos, membros de ONGs. O retrato apresentado pela ACAT mostra que, ao invés de recuar, a tortura vem se mantendo em níveis altíssimos, apesar da “reconversão” de muitas ditaduras à democracia liberal. Jean-Etienne de Linares, delegado geral da ong ACAT França, destaca que não restam muitas zonas do mundo em relação às quais seja possível ter ilusões: “queremos acreditar que o uso da tortura é uma prática reservada aos regimes autoritários. Mas estes não têm a exclusividade desses crimes e os principais países reconhecidos como democráticos estão longe de ficar isentos de críticas nessa matéria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais assombroso reside em que essa prática degradante e assassina nem sequer conta com uma definição coerente. O informe da ACAT recorda que embora “o direito internacional forneça indicações” sobre a tortura (Artigo 16 da Convenção contra a Tortura), “é impossível estabelecer uma distinção nítida entre o que é tortura e o que pode ser considerado como penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Seja como for, o informe da ONG oferece um catálogo universal da crueldade dos Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda de regimes como o tunisiano, o egípcio e o do Iêmen, ou as revoltas na Jordânia e Síria permitiram lançar luz sobre as formas pelas quais esses governos torturavam e torturam seus povos. O mesmo ocorre com as grandes “democracias” como a Índia, o Paquistão, o Irã ou com países com alto desenvolvimento econômico como a China: opor-se a qualquer desses poderes, em qualquer escala, significa passar pelo patíbulo da tortura. Nem sequer as revoluções democráticas se salvam desse horror. Um exemplo patético é o da Costa do Marfim, onde os dois lados, o do ditador Laurent Gbagbo e o do suposto democrata Alassame Ouattara, recorreram com igual intensidade à tortura e às execuções primárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à América Latina, o capítulo consagrado ao Chile é um dos mais comprometedores devido ao caráter político da tortura. A investigação da ACAT observa que a mobilização social iniciada em maio de 2011 pela mão dos estudantes se chocou com uma “repressão particularmente violenta por parte das forças da ordem”. O informe assinala que, no Chile, “o fenômeno da tortura perdura contra os militantes dos movimentos de contestação e contra certos povos indígenas como os Mapuches e os Rapa Nuis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil também merece uma péssima menção. Apesar de o país ter adotado os principais instrumentos para prevenir a tortura, esta segue sendo “uma prática rotineira no interior das Forças de Segurança”. O texto da ACAT assegura que “as principais vítimas da tortura no Brasil são os camponeses e os membros das comunidades indígenas que reivindicam o direito á terra, os defensores dos direitos humanos e os jornalistas”. O informe diz que “a tortura segue sendo empregada com total impunidade”, tanto mais na medida em que “o sistema federal não facilita a harmonização das legislações nessa matéria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ACAT destaca o fato de que os mecanismos nacionais necessários para que se aplique a Convenção contra a Tortura “ainda não foram instalados”. Segundo a ONG, os principais atores da tortura são as três polícias de Estado: “polícia civil, polícia federal e polícia militar”. O trabalho da ONG é particularmente crítico com as condições de prisão e detenção nas prisões brasileiras (muito especialmente no Estado do Espírito Santo), qualificadas como “tratamentos cruéis, desumanos e degradantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peru, Colômbia e Venezuela formam um trio onde a tortura é regularmente utilizada. No Peru, camponeses, indígenas e líderes sociais são objeto de frequentes torturas. Na Colômbia, a “tortura é uma prática generalizada” enquanto que, na Venezuela, “a tortura é de uso corrente no interior dos serviços de segurança do Estado”. Honduras, Cuba e México integram outro trio denunciado pela ACAT. Segundo o informe, a derrubada do presidente Manuel Zelaya deu lugar a “um recrudescimento repentino e massivo da tortura”. Em relação a Cuba, a ACAT sustenta que, apesar das afirmações de Fidel Castro e Raúl Castro, “os maus tratos e as humilhações fazem parte dos métodos de repressão utilizados sistematicamente pelo regime cubano”. Quanto ao México, o informe diz que as primeiras vítimas da tortura são “as pessoas críticas ao governo e aqueles que denunciam os abusos da classe política”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina não foi examinada no informe. Mas em uma nota interna, a ACAT aponta a persistência desse ato de barbárie nas mãos da polícia. A ONG escreve que embora “a democracia tenha provocado a interrupção quase total das ações contra os membros da oposição, isso não impediu que a polícia siga recorrendo de forma frequentemente rotineira à tortura como técnica de interrogatório contra os prisioneiros de direito comum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um percurso horripilante através da geografia mundial da tortura, o informe chega às margens das quatro grandes democracias: Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra. Sobre os EUA, a investigação da ONG recorda as violações dos direitos humanos cometidas fora das fronteiras do país em nome da guerra contra o terrorismo. No entanto, ressalta o mesmo informe, isso “não deve ocultar a situação extremamente preocupante que reina dentro do território norteamericano”. A Espanha figura no quadro pelas condições de prisão, violência contra imigrantes, expulsões com maus tratos e abusos policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França tampouco escapa: tratamentos indignos e degradantes e inclusive torturas, assim como práticas de uma violência cega contra os imigrantes ilegais foram denunciados numerosas vezes. Quanto a Inglaterra, os casos de tortura se localizam fora do território e se inscrevem no marco da já incongruente luta contra o terror. A queda do muro de Berlim e a desaparição progressiva das ditaduras da América Latina não parecem ter transmitido os ensinamentos sobre os limites do horror. A tortura sede sendo um instrumento do poder e de poder. Os carrascos conservam sempre um grau de impunidade absoluto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução: Katarina Peixoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Colaboração de Leila Brito&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Obama assina lei que legaliza a Detenção Indefinida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;31/12/2011-1/1/2012, ACLU (American Civil Liberties Union)President Obama Signs Indefinite Detention Into Law&lt;br /&gt;Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;O presidente Obama assinou, no Havaí, onde passa os feriados de fim de ano[1], a National Defense Authorization Act (NDAA) [Lei de Autorização da Defesa Nacional] [2]. Com a sanção do presidente, os militares norte-americanos aproximam-se ainda mais de poder prender e manter presos quaisquer cidadãos por tempo indefinido, dentro e fora dos EUA. Como se sabe, a Casa Branca havia ameaçado vetar uma versão anterior dessa lei, mas mudou de ideia logo depois de o Congresso ter aprovado a versão agora sancionada. Embora o presidente Obama tenha distribuído uma declaração, em que diz que tem “sérias reservas” sobre o conteúdo da nova lei, a declaração só se aplica ao seu governo, e de modo algum afetará o modo como a lei será interpretada por outros governos que venham depois desse. Durante o governo Bush, o mesmo princípio que agora está próximo de ser convertido em lei nos EUA, para prender e manter sob custódia militar quaisquer cidadãos, sem processo e sem qualquer acusação formalizada, foi usado até para prender cidadãos norte-americanos em território dos EUA. Muitos, no Congresso, dizem hoje que a nova Lei de Prisão Indefinida pode ser usada para a mesma finalidade. A Associação Norte-Americana de Direitos Civis, ACLU, entende que qualquer tipo de prisão militar, de cidadãos norte-americanos ou quaisquer outros,, é inconstitucional e ilegal nos EUA, mesmo depois de aprovada a Lei de Prisão Indefinida. Além disso, a autoridade que a nova lei dá a militares norte-americanos viola a legislação internacional, porque não se limita a autorizar a prisão de combatentes capturados em contexto de guerra, como exigem as leis internacionais. Desaponta-nos muito que o presidente Obama tenha assinado essa lei, em momento que seu governo já enfrenta processos em vários pontos do mundo, por prisões ilegais. Felizmente, os EUA são governados por três poderes, e a palavra final sobre a extensão do poder de prender cidadãos caberá à Suprema Corte. Mas o Congresso e o Presidente também têm o dever de desfazer a confusão que criaram, para impedir que todos os cidadãos, nos EUA e em todo o mundo, passem a viver sob o medo de que o atual ou qualquer futuro presidente dos EUA dê mau uso ao poder que a Lei de Detenção Indefinida lhes outorgue. A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) combaterá em todo o mundo a Lei de Detenção Indefinida, por todos os meios e em todos os fronts, nos tribunais, no Congresso e internacionalmente.&lt;br /&gt;Notas dos tradutores[1] Já está virando hábito, esse negócio de assinar leis horríveis e dar ordem para guerras horríveis, quando está longe de casa! Obama deu a ordem para que a OTAN invadisse a Líbia, quando tomava um cafezinho com a presidenta Dilma, no Brasil, dia 19/3/2011. Ontem, tuíte vindo da Praça Tahrir, no Egito, ia já direto ao ponto: Agora, isso! [2] Dito com mais precisão, Obama assinou uma “atualização” da Lei de Defesa Nacional, que já existe. Detalhes sobre isso, em “Three myths about the detention Bill”, Glenn Greenwald, Salon, 16/12/2011, (em tradução).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/obama-assina-lei-que-legaliza-detencao.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/obama-assina-lei-que-legaliza-detencao.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;do: brasilianas.org&lt;br /&gt;Enviado por luisnassif, ter, 03/01/2012 - 09:38&lt;br /&gt;Por Erick M&lt;br /&gt;De O Estado de S. Paulo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Currículo, a Constituição da educação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Autor(es): João Batista Araújo Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330099;"&gt;O Ministério da Educação (MEC) anunciou, com atraso considerável, que vai apresentar sua proposta de currículo. A Constituição de 1988 promoveu avanços notáveis em várias áreas, apesar de inúmeras disfunções criadas. Mas faltou uma visão de futuro mais clara e pragmática. Resta assegurar que, da mesma forma, a iniciativa atual não aumente ainda mais o nosso atraso.&lt;br /&gt;A última decisão nessa área resultou nos desastrados "parâmetros curriculares nacionais". A maioria das iniciativas do MEC que envolvem questões de mérito tem sido sistematicamente cativa de mecanismos e critérios corporativistas e de duvidosos consensos forjados em espúrios mecanismos de mobilização. Tradicionais aliados do ministério, inclusive internamente, têm aversão à ideia de currículo e mais ainda de um currículo nacional. Documentos desse tipo, produzidos por alguns Estados e municípios em anos recentes, continuam vítimas do pedagogismo. Isso é o melhor que temos.&lt;br /&gt;O assunto é sério demais para ser deixado apenas para os educadores e especialistas. Nem pode ser apropriado pelo debate eleitoral. O Brasil - especialmente suas elites - precisa estar preparado para discutir abertamente a questão. Aqui esboçamos os contornos desse debate.&lt;br /&gt;O que é um currículo? Um documento que diz o que o professor deve ensinar, o que o aluno deve aprender e quando isso deve ocorrer. Em outras palavras, conteúdo, objetivos (o termo da vez é expectativas de aprendizagem), estrutura e sequência. Para que serve um currículo? Primeiro, para assegurar direitos: o currículo especifica o que o aluno deve aprender. É um instrumento de cidadania fundamental para garantir equidade e os direitos das famílias. Segundo, para estabelecer padrões, ou seja, os níveis de aprendizagem para cada etapa do ensino: atingir esses níveis é o dever, que cabe ao aluno. Terceiro, para balizar outros instrumentos da política educativa, como avaliações, formação docente e produção de livros didáticos, instrumentos essenciais em qualquer sistema escolar. Os currículos, sozinhos, não mudam a educação.&lt;br /&gt;Por que ser de âmbito nacional? A experiência dos países mais avançados em educação, sejam federativos ou não, indica a importância de uma convergência. Depois do advento do Pisa, mesmo países extremamente descentralizados, como Suíça, Alemanha ou EUA, têm promovido importantes convergências em seus programas de ensino, até em caráter de adesão. Num município, um currículo básico permitirá que alunos transitem por diferentes escolas sem que se instaure o caos a que hoje submetemos nossas crianças e seus professores.&lt;br /&gt;Como saber se um currículo é bom? A condição é que seja claro. Se o cidadão médio ler e não entender, não serve. Deve ser parecido com edital de concursos: você lê, sabe o que cai no exame e sabe como precisa se preparar. O currículo não é exercício parnasiano ou malabarismo verbal.&lt;br /&gt;Deve também levar em conta os benchmarks, as experiências dos países que, usando currículos robustos, avançaram na educação. É preciso cuidado para não confundir os currículos que os países adotam hoje, depois de atingido o nível atual, com os currículos que os levaram a esse patamar.&lt;br /&gt;A proposta deve ser dinâmica e corresponder às condições gerais de um sistema. O currículo não pode ser avaliado isoladamente de outras políticas, em especial da condição dos professores. Hoje a Finlândia, com os professores que tem, pode ter currículos mais genéricos do que há 15 ou 20 anos. A análise dos benchmarks sugere quatro outros critérios para avaliar um currículo: foco, consistência, rigor e referentes externos.&lt;br /&gt;Um currículo deve ter foco, concentrar-se no primordial e só em disciplinas essenciais, cuidando de poucos temas a cada ano, sedimentando a base disciplinar e evitando repetições. William Schmidt, que esteve recentemente no Brasil, desenvolveu escalas comparativas que permitem avaliar o grau de focalização de currículos de Matemática e Ciências.&lt;br /&gt;Deve ter consistência, isto é, respeitar a estrutura de cada disciplina. Isso se refere tanto aos conceitos essenciais que devem permear um currículo quanto à organização do que deve ser ensinado em cada etapa ou série. Por exemplo, um currículo de Língua Portuguesa considerará as dimensões da leitura, escrita e expressão oral, levando em conta o equilíbrio entre a estrutura e as funções da linguagem e contemplando o estudo dos componentes da língua (ortografia, semântica, sintaxe, pragmática).&lt;br /&gt;Um currículo deve ter rigor, ser organizado numa sequência que evite repetições e promova avanços a cada ano letivo. Esses avanços devem observar a relação entre disciplinas e a capacidade do aluno de estabelecer conexões entre elas. Interdisciplinaridade e contexto não são matérias de currículo, são consequência deste.&lt;br /&gt;Um currículo deve ter referentes externos claros. Um currículo de pré-escola deve especificar tudo o que a criança precisa para enfrentar com sucesso os desafios posteriores do ensino fundamental. Isso não significa tornar o pré uma escola antes da escola: currículo não é proposta pedagógica.&lt;br /&gt;Já o ensino fundamental deve preparar o indivíduo para operar numa sociedade urbana pós-industrial. O Pisa não é um currículo, mas contém sinalizações que sugerem o que é necessário para a formação básica do cidadão do século 21. É uma boa baliza para o ensino fundamental. Os currículos do ensino médio, por sua vez, devem ser diversificados, contemplando diferentes opções profissionais e acadêmicas. Pelo menos é assim que funciona no resto do mundo que cuida bem da educação e se preocupa com o futuro de sua juventude.&lt;br /&gt;Finalmente, o que um currículo não deve ser? Um exercício de virtuose verbal, um manual de didática, a advocacia de teorias, métodos e técnicas de ensino, uma vingança dos excluídos e muito menos um panfleto ideológico ou uma camisa de força. Muito menos deve ser o resultado de consensos espúrios.&lt;br /&gt;O currículo definirá se queremos cidadãos voltados para a periferia ou o centro, para o particular ou para o universal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Metade da dívida de 5 europeus vence até abril; Brasil se preocupa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Enrolados com 'mercado', Itália, Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha têm de pagar de janeiro a abril 283 bi de euros, dos 613 bi a vencer em 2012. Segundo BC brasileiro, concentração 'deve ser acompanhada com cuidado'. Brasil também precisa liquidar em quatro meses 43% do que vence em 2012, mas está 'descolado' da crise e fechará 2011 com dívida pesando menos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19296&amp;amp;boletim_id=1088&amp;amp;componente_id=17351"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19296&amp;amp;boletim_id=1088&amp;amp;componente_id=17351&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693758290781958642" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fa3wg11gwSo/TwRK_6b-cfI/AAAAAAAAA40/Pb2yhdgvCHk/s400/charge%2Bmaringoni.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;charge de Maringoni (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.cartamaior.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A ordem criminosa do mundo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano (foto), Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa.&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19319&amp;amp;boletim_id=1092&amp;amp;componente_id=17400&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMATIVO DA ANPUH&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Concursos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;UMA VAGA PROF ADJUNTO DE PRÁTICA DE ENSINO DE HISTÓRIA&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)&lt;br /&gt;Inscrições: até 05/01/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.fafich.ufmg.br/secgeral/concursos/historia"&gt;http://www.fafich.ufmg.br/secgeral/concursos/historia&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;UMA VAGA PROF ADJUNTO DE TEORIA DA HISTÓRIA / HISTORIOGRAFIA&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)&lt;br /&gt;Inscrições: até 05/01/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.fafich.ufmg.br/secgeral/concursos/historia-teoria-e-metodologia-da-historia"&gt;http://www.fafich.ufmg.br/secgeral/concursos/historia-teoria-e-metodologia-da-historia&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;4 VAGAS - PROFESSOR DE HISTÓRIA - NÃO TITULAR&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO-Paraná)&lt;br /&gt;Inscrições: até 20/01/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.unicentro.br/concursos/cp6/editais/arq/edital065-11.pdf"&gt;http://www.unicentro.br/concursos/cp6/editais/arq/edital065-11.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;UMA VAGA - PROFESSOR DE ENSINO DE HISTÓRIA EDITAL - NÃO TITULAR&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO-Paraná)&lt;br /&gt;Inscrições: até 20/01/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.unicentro.br/concursos/cp6/editais/arq/edital065-11.pdf"&gt;http://www.unicentro.br/concursos/cp6/editais/arq/edital065-11.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;MESTRADO EM HISTÓRIA DO BRASIL&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO)&lt;br /&gt;Inscrições: até 27/01/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://v3.universo.edu.br/mestrados/historia/estrut_curricular.asp"&gt;http://v3.universo.edu.br/mestrados/historia/estrut_curricular.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;UMA VAGA PROF DE HISTÓRIA&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)&lt;br /&gt;Inscrições: até 30/01/2012&lt;br /&gt;&lt;a href="http://saojose.unifap.br/wordpress/depsec/nv/index.php?c=ef12"&gt;http://saojose.unifap.br/wordpress/depsec/nv/index.php?c=ef12&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;MESTRADO EM HISTÓRIA SOCIAL&lt;br /&gt;Instituição: Universidade Severino Sombra&lt;br /&gt;Inscrições: até 27/02/2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.uss.br/page/stric_historia.asp"&gt;http://www.uss.br/page/stric_historia.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE QUADROS PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;Instituição: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC)&lt;br /&gt;Inscrições: 1º a 15 de março de 2012&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://cpdoc.fgv.br/selecaoRDs2012"&gt;http://cpdoc.fgv.br/selecaoRDs2012&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;PRÊMIO INTERNACIONAL EM HISTÓRIA: IMPÉRIO, TERRA E TERRITÓRIO&lt;br /&gt;Instituição: Várias instituições&lt;br /&gt;Inscrições: até 31/03/2012&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=2323"&gt;http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=2323&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Congressos e Eventos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;HISTORIOGRAFIA E RETÓRICA: INTENCIONALIDADE DO DISCURSO E ANÁLISE HISTÓRICA (novo)&lt;br /&gt;Data: 02 e 03 de fevereiro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho campus Franca (UNESP/Franca)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.anpuh.org/agenda/view?ID_AGENDA=1492"&gt;http://www.anpuh.org/agenda/view?ID_AGENDA=1492&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VII SEMINÁRIO NACIONAL DO CENTRO DE MEMÓRIA: MEMÓRIA, CIDADE E EDUCAÇÃO DAS SENSIBILIDADES&lt;br /&gt;Data: 13 a 15 de fevereiro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.cmu.unicamp.br/viiseminario/"&gt;http://www.cmu.unicamp.br/viiseminario/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;I COLÓQUIO NACIONAL GEAC: PODER, INSTITUIÇÕES E REDES POLÍTICAS NA AMÉRICA PORTUGUESA (novo)&lt;br /&gt;Data: 12 de março de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://ufal-geac.com.br/eventos/"&gt;http://ufal-geac.com.br/eventos/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;I CONGRESSO PAN-AMAZÔNICO E VII ENCONTRO DA REGIÃO NORTE DE HISTÓRIA ORAL - HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE &amp;amp; ORALIDADES NA AMAZÔNIA&lt;br /&gt;Data: 27 a 30 de março de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Pará (UFPA)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://aphoral.ufpa.br/"&gt;http://aphoral.ufpa.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;SEMINÁRIO INTERNACIONAL HISTÓRIAS DO PÓS-ABOLIÇÃO NO MUNDO ATLÂNTICO&lt;br /&gt;Data: 14 a 16 maio de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal Fluminense (UFF)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.historia.uff.br/files/2012_abolicaoconv.pdf"&gt;http://www.historia.uff.br/files/2012_abolicaoconv.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;SIMPÓSIO CENTENÁRIO CONTESTADO: 1912 - 2012&lt;br /&gt;Local/Data: Universidade Federal de Santa Catarina (29 de maio a 1° de junho de 2012), na Universidade Federal de Pelotas (29 a 31 de agosto de 2012) e em Chapecó, na Universidade Federal da Fronteira Sul (de 18 a 22 de outubro de 2012)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com/"&gt;http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VI SIMPÓSIO SOLCHA - SOCIEDAD LATINOAMERICANA Y CARIBEÑA DE HISTORIA AMBIENTAL&lt;br /&gt;Data: 06 a 08 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Villa de Leyva, Colômbia&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://visimposiosolcha.uniandes.edu.co/index.php?ac=info-2&amp;amp;idi=sp"&gt;http://visimposiosolcha.uniandes.edu.co/index.php?ac=info-2&amp;amp;idi=sp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VIII CONGRESO IBÉRICO DE ESTUDIOS AFRICANOS 2012 (novo)&lt;br /&gt;Data: 14 a 16 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Facultad de Derecho/ Universidad Autónoma de Madrid, España&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.ciea8.org/"&gt;http://www.ciea8.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL: ESCRITAS DA HISTÓRIA: VER – SENTIR – NARRAR&lt;br /&gt;Data: 24 a 28 de junho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Piauí (UFPI)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://gthistoriacultural.com.br/VIsimposio/"&gt;http://gthistoriacultural.com.br/VIsimposio/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VIII ENCONTRO NACIONAL PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA e III ENCONTRO IBERO-AMERICANO DE ENSINO DE HISTÓRIA&lt;br /&gt;Data: 02 a 05 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.didactica-ciencias-sociales.org/otroscongresos_fichiers/2012-campinhas.pdf"&gt;http://www.didactica-ciencias-sociales.org/otroscongresos_fichiers/2012-campinhas.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;XI ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ORAL: MEMÓRIA, DEMOCRACIA E JUSTIÇA&lt;br /&gt;Data: 10 a 13 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.encontro2012.historiaoral.org.br/"&gt;http://www.encontro2012.historiaoral.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;IX CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: RITUAIS, ESPAÇOS E PATRIMÔNIOS ESCOLARES&lt;br /&gt;Data: 12 a 15 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de Lisboa (UL)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://colubhe2012.ie.ul.pt/"&gt;http://colubhe2012.ie.ul.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;15ª CONFERENCIA DO INTERNATIONAL PLANNING HISTORY SOCIETY&lt;br /&gt;Data: 15 a 18 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de São Paulo (USP)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.fau.usp.br/15-iphs-conference-sao-paulo-2012/"&gt;http://www.fau.usp.br/15-iphs-conference-sao-paulo-2012/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;54 CONGRESSO INTERNACIONAL DE AMERICANISTAS: CONSTRUINDO DIÁLOGOS NAS AMÉRICAS&lt;br /&gt;Data: 15 a 20 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de Viena&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://ica2012.univie.ac.at/pt/inicio/"&gt;http://ica2012.univie.ac.at/pt/inicio/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;IX ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-PE - HISTÓRIA E DIVERSIDADE: NOVAS NARRATIVAS, SUJEITOS E ESPAÇOS (novo)&lt;br /&gt;Data: 23 a 27 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal de Pernambuco - Campus Caruaru (UFPE/Caruaru)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.pe.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=788"&gt;http://www.pe.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=788&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;CONGRÈS INTERNATIONAL DE RECHERCHE EN SCIENCES HUMAINES ET SOCIALES&lt;br /&gt;Data: 24 a 28 de julho de 2012&lt;br /&gt;Local: Hotel Concorde La Fayette, Paris, França&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://education-conferences.org/homehss.aspx"&gt;http://education-conferences.org/homehss.aspx&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;VI ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-BA: POVOS INDÍGENAS, AFRICANIDADES E DIVERSIDADE CULTURAL - PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E ENSINO&lt;br /&gt;Data: 13 a 16 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC/Ilhéus)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.viencontroanpuhba.ufba.br/"&gt;http://www.viencontroanpuhba.ufba.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;II ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESTUDOS AFRICANOS DA UFF (novo)&lt;br /&gt;Data: 13 a 17 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal Fluminense (UFF)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.anpuh.org/agenda/view?ID_AGENDA=1497"&gt;http://www.anpuh.org/agenda/view?ID_AGENDA=1497&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;XIV ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-SC: TEMPO, MEMÓRIAS E EXPECTATIVAS&lt;br /&gt;Data: 19 a 22 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.anpuh-sc.org.br/encontro_estadual_2012.htm"&gt;http://www.anpuh-sc.org.br/encontro_estadual_2012.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;III CONGRESSO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE ESTUDOS DAS AMÉRICAS (novo)&lt;br /&gt;Data: 27 a 31 de agosto de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ – Maracanã)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.congressonucleas.com.br/convocatoria.php"&gt;http://www.congressonucleas.com.br/convocatoria.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;13º SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA&lt;br /&gt;Data: 03 e 06 de setembro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade de São Paulo (USP)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.13snhct.sbhc.org.br/"&gt;http://www.13snhct.sbhc.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL: TRABALHO, ECONOMIA E POPULAÇÕES NO MUNDO IBERO-AMERICANO (SÉCULOS XV A XIX) (novo)&lt;br /&gt;Data: 3 a 6 de setembro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Federal do Pará (UFPA)&lt;br /&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.ufpa.br/cma/eihc_belem/"&gt;http://www.ufpa.br/cma/eihc_belem/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;XI ENCONTRO DE HISTÓRIA DA ANPUH-MS: HISTÓRIA E DIVERSIDADE: ENSINO E PESQUISA NAS FRONTEIRAS&lt;br /&gt;Data: 01 a 05 de outubro de 2012&lt;br /&gt;Local: Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.anpuhms.org/eventos/xiencontrohistoriams/"&gt;http://www.anpuhms.org/eventos/xiencontrohistoriams/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Chamada de artigos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA HISTÓRIA HOJE (novo)&lt;br /&gt;Tema: O ensino de História da África e da Cultura Afrobrasileira&lt;br /&gt;Prazo: 20/01/2012&lt;br /&gt;Tema: O ensino da História Indígena&lt;br /&gt;Prazo: 20/06/2012&lt;br /&gt;Tema: O lugar da formação do professor nos cursos de História&lt;br /&gt;Prazo: 20/12/2012&lt;br /&gt;Tema: O ensino de História e o tempo presente&lt;br /&gt;Prazo: 20/06/2013&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=683"&gt;http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=683&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA URBANA (novo)&lt;br /&gt;Tema: Cidade e Sociabilidades&lt;br /&gt;Prazo: 29/02/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.ifch.unicamp.br/ciec/revista/index.php"&gt;http://www.ifch.unicamp.br/ciec/revista/index.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;PENSAR. EPISTEMOLOGÍA Y CIENCIAS SOCIALES (novo)&lt;br /&gt;Tema: Acesse o site.&lt;br /&gt;Prazo: 29/02/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.revistapensar.org/index.php/pensar/announcement/view/2"&gt;http://www.revistapensar.org/index.php/pensar/announcement/view/2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;FRONTEIRAS: REVISTA CATARINENSE DE HISTÓRIA (novo)&lt;br /&gt;Tema: Memória e Oralidade.&lt;br /&gt;Prazo: 12/03/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.anpuh-sc.org.br/revfront_proxedic.htm"&gt;http://www.anpuh-sc.org.br/revfront_proxedic.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA HISTÓRIA ORAL (novo)&lt;br /&gt;Tema: História, Natureza, Cultura e Oralidade&lt;br /&gt;Prazo: 15/03/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=57"&gt;http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=57&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;PERSEU: HISTÓRIA, MEMÓRIA E POLÍTICA (novo)&lt;br /&gt;Tema: Verdade e Memória na História da Esquerda&lt;br /&gt;Prazo: 19/03/2012&lt;br /&gt;REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA (novo)&lt;br /&gt;Tema: Igreja e Estado&lt;br /&gt;Prazo: 31/03/2012&lt;br /&gt;Tema: Trabalho e Trabalhadores&lt;br /&gt;Prazo: 31/08/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=57"&gt;http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=57&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;SÆCULUM - REVISTA DE HISTÓRIA (novo)&lt;br /&gt;Tema: História e Questão Agrária&lt;br /&gt;Prazo: 20/04/2012&lt;br /&gt;Tema: História e Práticas Cotidianas&lt;br /&gt;Prazo: 06/09/2012&lt;br /&gt;Tema: História e História da Arte&lt;br /&gt;Prazo: 12/04/2013&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/"&gt;http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA&lt;br /&gt;Tema: Diálogos Historiográficos.&lt;br /&gt;Prazo: 15/05/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.ichs.ufop.br/rhh/index.php/revista"&gt;http://www.ichs.ufop.br/rhh/index.php/revista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA MNEME (novo)&lt;br /&gt;Tema: História e Imagens&lt;br /&gt;Prazo: 30/04/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/user/register"&gt;http://www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/user/register&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA SANKOFA DE HISTÓRIA DA ÁFRICA E DE ESTUDOS DA DIÁSPORA AFRICANA (novo)&lt;br /&gt;Tema: Acesse o site. &lt;a href="https://sites.google.com/site/revistasankofa/chamadadeartigos"&gt;https://sites.google.com/site/revistasankofa/chamadadeartigos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA ESTUDOS HISTÓRICOS&lt;br /&gt;Tema: Anos 1960&lt;br /&gt;Prazo: 31/12/2011&lt;br /&gt;Tema: Países de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;Prazo: 30/06/2012&lt;br /&gt;Tema: História e Audiovisual&lt;br /&gt;Prazo: 31/12/2012&lt;br /&gt;Tema: Raça e História&lt;br /&gt;Prazo: 30/06/2013&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://cpdoc.fgv.br/revista"&gt;http://cpdoc.fgv.br/revista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA CPC 14&lt;br /&gt;Tema: Acesse o site&lt;br /&gt;Prazo: 26/02/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf07_revista_capa.php"&gt;http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf07_revista_capa.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;PATRIMÔNIO E MEMÓRIA&lt;br /&gt;Tema: Memória da escravidão&lt;br /&gt;Prazo: 28/02/2012&lt;br /&gt;Tema: Folclore Brasileiro e os seu lugares de memória&lt;br /&gt;Prazo: 30/07/2012&lt;br /&gt;Tema: Cultura indígena e identidades&lt;br /&gt;Prazo: 28/02/2013&lt;br /&gt;Tema: Fotografia e seus usos&lt;br /&gt;Prazo: 30/07/2013&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.assis.unesp.br/cedap/patrimonio_e_memoria/patrimonio_e_memoria.html"&gt;http://www.assis.unesp.br/cedap/patrimonio_e_memoria/patrimonio_e_memoria.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;CONFLUENZE RIVISTA DI STUDI IBEROAMERICANI&lt;br /&gt;Tema: Travelers and travels: visions and representations&lt;br /&gt;Prazo: 01/03/2012&lt;br /&gt;Tema: Rethinking Authoritarianism&lt;br /&gt;Prazo: 01/09/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://confluenze.cib.unibo.it/"&gt;http://confluenze.cib.unibo.it/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA HISTÓRIA: QUESTÕES E DEBATES&lt;br /&gt;Tema: Brasil-Alemanha: entrelaçamentos culturais e intelectuais&lt;br /&gt;Prazo: 03/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/index"&gt;http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/index&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA CONFLUÊNCIAS CULTURAIS&lt;br /&gt;Tema: Educação, Patrimônio Cultural e Memória Social&lt;br /&gt;Prazo: 31/03/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://rdigital.univille.rct-sc.br/index.php/RCC"&gt;http://rdigital.univille.rct-sc.br/index.php/RCC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA MIRABILIA&lt;br /&gt;Tema: Mística e Milenarismo na Idade Média&lt;br /&gt;Prazo: 01/05/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://www.revistamirabilia.com/nova/index.php"&gt;http://www.revistamirabilia.com/nova/index.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA ANOS 90&lt;br /&gt;Tema: Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul&lt;br /&gt;Prazo: 30/05/2012&lt;br /&gt;Tema: História e Mídia&lt;br /&gt;Prazo: 30/07/2012&lt;br /&gt;Site &lt;a href="http://seer.ufrgs.br/index.php/anos90"&gt;http://seer.ufrgs.br/index.php/anos90&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REVISTA ESTUDOS AMAZÔNICOS&lt;br /&gt;Tema: Fluxo Contínuo&lt;br /&gt;Prazo: Acesse o site http://www.ufpa.br/pphist/estudosamazonicos/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-2314008197294999216?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/2314008197294999216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/abro-este-boletim-com-um-email-recebido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/2314008197294999216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/2314008197294999216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2012/01/abro-este-boletim-com-um-email-recebido.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h8m0LWtZato/TwRLHYNn7uI/AAAAAAAAA5M/RL4xAXjg_wY/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-4504967235825307762</id><published>2011-12-28T03:07:00.001-08:00</published><updated>2011-12-28T03:20:03.551-08:00</updated><title type='text'>Numero 307</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9M5SjlQF4kg/Tvr48Se4SgI/AAAAAAAAA4c/44K9ViMzsa8/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 64px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691134793773238786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9M5SjlQF4kg/Tvr48Se4SgI/AAAAAAAAA4c/44K9ViMzsa8/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Último boletim de 2011. Coincidência ou não, porque esta época do ano a gente recebe muito poucas contribuições, todo mundo está mais preocupado com as festas, e com toda razão. E, coincidência ou não, os artigos da primeira seção versam sobre o mesmo assunto, a corrupção no Brasil. Nos links, uma retrospectiva, a crise na Europa e o Brasil como paraíso para os haitianos desesperados.&lt;br /&gt;No mais,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691134709428187826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-kkgUiZSLUxI/Tvr43YRc8rI/AAAAAAAAA4Q/l7uHCKlyrTo/s400/feliz-2012-009.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 19px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691134627454982706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-EtifBZO5bcw/Tvr4ym5hGjI/AAAAAAAAA4E/CYxRROcBegU/s400/separador5.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Visão antropológica da corrupção&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antonio de Paiva Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;No mês de dezembro de 2011, dois episódios fizeram aumentar o interesse de um estudo antropológico do fenômeno corrupção. O primeiro foi o lançamento do livro de Amauri Ribeiro Júnior A privataria tucana, que denuncia a participação do ex-governador de São Paulo, José Serra, além de amigos, sócios e parentes por ocasião do processo de privatização de estatais, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1998 e 2002. A velha e grande mídia tentou encobrir o conteúdo e a importância das denúncias contidas no livro, evitando comentário ou divulgação do livro. Mas um fato inesperado obrigou a mídia, em parte, a quebrar o silêncio. Acontece que em quatro dias foram vendidos 30 mil exemplares e os 40 mil da primeira edição se esgotaram. O autor mandou imprimir mais 70 mil para atender à demanda. O conteúdo do livro virou um estrondoso debate em blogs e redes sociais superando o silêncio da velha imprensa. Ficou clara a parcialidade e a tendência da mídia brasileira que só vê corrupção no primeiro escalão do governo federal. (MARTINS, 2011)&lt;br /&gt;O segundo episódio foi o pedido de apuração da conduta da ministra Eliana Calmon, à frente do Conselho Nacional de Justiça, (CNJ) feito por três associações de magistrados. As referidas associações alegaram que o CNJ quebrou o sigilo de 230 mil pessoas, entre juízes e servidores. Além disso, as três associações obtiveram uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu as investigações do CNJ contra casos de evolução patrimonial incompatível com os salários dos magistrados. Segundo a ministra Eliana Calmon, a reação ás inspeções do CNJ coincide com a investigação patrimonial deflagrada contra membros do Tribunal de Justiça de São Paulo, no qual constatou transações atípicas de 150 juízes e servidores. Baseado em diversas decisões judiciárias contraditórias do STF, nos últimos anos, como anulação de provas contra o banqueiro Daniel Dantas, Maierovitch (dez. 2011) diz que a justiça brasileira tem modelo ideal pra atrasar soluções de conflitos e manter impune os poderosos.&lt;br /&gt;Refletindo sobre a iniqüidade, o mal-estar e o furor em torno do fenômeno corrupção, Márcia Tiburi (dez. 2011) diz que a corrupção aparece como uma nova regra de conduta, uma contraditória “moral imoral”. Temos uma moral vinda com a tradição de razão e comportamento legitimamente correto, isto é, honesto. O seu oposto é a moral imoral que predomina na sociedade contemporânea, onde o “ter” de qualquer forma ou de qualquer meio sobrepõe ao ser. O malando que parte sobre o outro, determinado a extorqui-lo, vai com toda a “moral”, ou “cheio de moral”. A gíria “na moral”, que está na boca do marginal significa uma espécie de legitimidade. Isso significa que a ideologia do “levar vantagem” impera, com aceitação da atitude do malandro. Fora da vantagem que define a regra, o sujeito honesto se transfigura imediatamente em otário. Se a moral é medida em dinheiro, não entregar-se a ele poderá parecer um luxo. Mas um luxo de pobre, já que a questão da honestidade não se coloca para os ricos. Honesto é sempre o pobre elevado à condição de cidadão exótico. O pobre honesto é otário porque teria tudo para ser corrupto e não é. Portanto, a moral imoral tem dois pesos e duas medidas: um valor para o rico e outro para o pobre. Ao rico pouco importa a classificação de corrupto ou de desonesto. Ao pobre resta somente o desejo de ocultar sua possível desonestidade. Por tudo isso, é um engano que a polícia, o ministério público e a justiça vão dar conta de combater a corrupção sem a reversão do quadro cultural vigente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIEROVITCH, Walter Fanganiello. Justiça: sem enxergar suas obrigações. &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 678, 28 dez. 2011.&lt;br /&gt;MARTINS, Rodrigo. O ruído virtual do silêncio. &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 677, 21 dez. 2011.&lt;br /&gt;TIBURI, Márcia. O mistério da corrupção. &lt;em&gt;CULT&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 164, dez. 2011.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Guilherme Souto:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Participação dos grandes grupos de mídia nas privatizações ocorridas no governo FHC&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Dica 1 – Por que a mídia está ignorando a Privataria? Porque ela participou do jogo, ativamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oXXSFItYkB4/Tvr4pzRC4DI/AAAAAAAAA34/oVWXOVMlQ5g/s1600/hahahaha.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 126px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691134476156067890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oXXSFItYkB4/Tvr4pzRC4DI/AAAAAAAAA34/oVWXOVMlQ5g/s200/hahahaha.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Hoje, poucas pessoas têm essa lembrança, mas vale destacar alguns dados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Grupo Globo – Disputou a privatização da Telesp fixa, Telerj/Telesc Celular e Telesp Celular (perdeu para a Telefônica) e venceu o leilão das celulares Tele Celular Sul (Paraná e Santa Catarina) e Tele Nordeste Celular (CE, RN, PB, PE, PI e AL). O consórcio vencedor tinha o grupo Vicunha, Bradesco e Telecom Italia. Vendeu suas participações para a Telecom Italia. Hoje as operações são da TIM. Foi sócia da Telecom Italia no Globo.com e depois vendeu o controle da Net Serviços para a Embratel, depois de negociar com praticamente todas as empresas de telecomunicações atuantes no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Grupo RBS – Disputou a privatização ao lado da Telefônica e foi vencedor da disputa pelo consórcio que levou a operação da Telesp fixa. Depois acabou saindo porque se sentiu enganada pela tele espanhola, já que o projeto original era levar a Tele Centro Sul (que depois mudou de nome para Brasil telecom e hoje é parte da Oi). Antes de disputar a privatização em 1998, a RBS já havia sido sócia da Telefônica na CRT, a empresa de telecomunicações do Rio Grande do Sul que foi privatizada alguns anos antes. Além disso, a RBS vendeu o Terra para a Telefônica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Grupo OESP – Participou do consórcio que levou a operadora de celular competitiva na cidade de São Paulo (banda B) ao lado de empresas como a Bell South e Banco Safra. Posteriormente, não aguentou os investimentos e acabou vendendo sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Grupo Folha – Não disputou o leilão da Telebrás. Mas chegou a negociar com alguns investidores a sua entrada no mercado de TV a cabo. Alguns anos após a privatização, tornou-se sócia da Portugal Telecom (acionista da Telesp Celular, hoje Vivo) no portal UOL.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Band – Entrou no mercado de TV a cabo em 1998 e foi sócia da Telemar e do Opportunity no portal iG.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Abril – Não disputou a privatização, mas vendeu por cerca de R$ 1 bilhão a operação de TV por assinatura TVA para a Telefônica em 2006. Antes disso, foi sócia da Folha no UOL até a entrada da Portugal telecom, quando as relações azedaram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* SBT – Entrou no mercado de TV a cabo ao lado da Band e Diários Associados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;* Diários Associados – Entrou no mercado de TV a cabo ao lado de Band e SBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica 2 – Opportunity Silicon Valley LLC e as ligações Daniel Dantas/Verônica Serra. Pouca gente sabe, mas nos idos tempos da bolha de Internet de 2000, Daniel Dantas e seu Opportunity tentaram ser o Facebook da época. Investiram em várias start-ups e “agrupavam” estes investimentos em uma picaretagem chamada “Opportunity Silicomn Valley LLC”, que nada mais era do que uma empresa destinada a atrair investidores para essas empresinhas. Entre elas estavam a Decidir.com, da Verônica Serra, o iG, Radix, NO. e outras desimportantes&lt;/span&gt;. Quem tiver curiosidade, é só buscar no supre-mencionado web.archives.org o site de &lt;a href="http://www.opportunitysv.com/"&gt;www.opportunitysv.com&lt;/a&gt; em que tudo isso está registrado, já que o site não existe mais. O link direto é &lt;a href="http://web.archive.org/web/20010410175102/http://www.opportunitysv.com/index.html"&gt;http://web.archive.org/web/20010410175102/http://www.opportunitysv.com/index.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;2011, o ano em que a mídia demitiu ministros. 2012, o ano da Privataria.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.&lt;br /&gt;Maria Inês Nassif (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WWW.cartamaior.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Em 2005, quando começaram a aparecer resultados da política de compensação de renda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva – a melhoria na distribuição de renda e o avanço do eleitorado “lulista” nas populações mais pobres, antes facilmente capturáveis pelo voto conservador –, eles eram mensuráveis. Renda é renda, voto é voto. Isso permitia a antevisão da mudança que se prenunciava. Tinha o rosto de uma política, de pessoas que ascendiam ao mercado de consumo e da decadência das elites políticas tradicionais em redutos de votos “do atraso”. Um balanço do que foi 2011, pela profusão de caminhos e possibilidades que se abriram, torna menos óbvia a sensação de que o mundo caminha, e o Brasil caminha também, e até melhor. O país está andando com relativa desenvoltura. Não que vá chegar ao que era (no passado) o Primeiro Mundo num passe de mágicas, mas com certeza a algo melhor do que as experiências que acumulou ao longo da sua pobre história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfil político do governo Dilma é mais difuso, mas não se pode negar que tenha estilo próprio, e sorte. As ofensivas da mídia tradicional contra o seu ministério permitirão a ela, no próximo ano, fazer um gabinete como credora de praticamente todos os partidos da coalizão governamental. No início do governo, os partidos tinham teoricamente poder sobre ela, uma presidenta que chegou ao Planalto sem fazer vestibular em outras eleições. Na reforma ministerial, ela passa a ter maior poder de impor nomes do que os partidos aliados, inclusive o PT. Do ponto de vista da eficiência da máquina pública – e este é o perfil da presidenta – ela ganha muito num ano em que os partidos estarão mais ocupados com as questões municipais e em que o governo federal precisa agilidade para recuperar o ritmo de crescimento e fazer as obras para a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte ou arte, o distanciamento de Dilma das denúncias contra os seus ministros, o fato de não segurar ninguém e, especialmente, seu estilo de manter o pé no acelerador das políticas públicas independentemente se o ministro da pasta é o candidato a ser derrubado pela imprensa, não a contaminaram com os malfeitos atribuídos a subalternos. Prova é a popularidade registrada no último mês do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sorte que arte, a reforma ministerial começa no momento em que a grande mídia, que derrubou um a um sete ministros de Dilma, se meteu na enrascada de lidar com muito pouca arte no episódio do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Passou recibo numa denúncia fundamentada e grave. Envolve venda (ou doação) do patrimônio público, lavagem de dinheiro – e, na prática, a arrogância de um projeto político que, fundamentado na ideia de redução do Estado, incorporou como estratégia a “construção” de uma “burguesia moderna”, escolhida a dedo por uma elite iluminada, e tecida especialmente para redimir o país da velha oligarquia, mas em aliança com ela própria. Os beneficiários foram os salvadores liberais, príncipes da nova era. O livro “Cabeças de Planilha”, de Luís Nassif, e o de Amaury, são complementares. O ciclo brasileiro do neoliberalismo tucano é desvendado em dois volumes “malditos” pela grande imprensa e provado por muitas novas fortunas. Na teoria. Na prática, isso é apenas a ponta do iceberg, como disse Ribeiro Jr. no debate de ontem (20), realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no Sindicato dos Bancários: se o “Privataria” virar CPI, José Serra, família e amigos serão apenas o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Privataria” tem muito a ver com a conjuntura e com o esporte preferido da imprensa este ano, o “ministro no alvo”. Até a edição do livro, a imprensa mantinha o seu poder de agendamento e derrubava ministros por quilo; Dilma fingia indiferença e dava a cabeça do escolhido. A grande mídia exultou de poder: depois de derrubar um presidente, nos anos 90, passou a definir gabinetes, em 2011, sem ter sido eleito e sem participar do governo de coalizão da mandatária do país. A ideologia conservadora segundo a qual a política é intrinsicamente suja, e a democracia uma obra de ignorantes, resolveu o fato de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizimou a oposição institucional, em 2010, e a criação do PSD jogou as cinzas fora, terceirizando a política: a mídia assumiu, sem constrangimentos, o papel de partido político. No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional. As pequenas legendas de esquerda sequer fizeram barulho, por falta de condições, inclusive internas (parece que o P-SOL levou do PT apenas uma vocação atávica para dissidências internas; e o PT, ao institucionalizar-se, livrou-se um pouco dela – aliás, nem tanto, vide o último capítulo do livro do Amaury Ribeiro Jr.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a presidenta Dilma Rousseff começar a escolher seus novos ministros, e se fizer isso logo, a grande mídia ainda estará sob o impacto do contrangimento. Dilma ganhou, sem imaginar, um presente de Papai Noel. A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não chega a ser uma crise que a democracia não tenha condições de lidar. Na CPI dos Anões do Orçamento, que atingiu o Congresso, os partidos viveram intensamente a crise e, até por instinto de sobrevivência, cortaram na própria carne (em alguns casos, com a ajuda da imprensa, jogaram fora a água da bacia com alguns inocentes junto). A CPI pode ser uma boa chance de o Brasil fazer um acerto com a história de suas elites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mais do que isso, um debate sério, de fato, sobre um sistema político que mantém no poder elites decadentes e é facilmente capturado por interesses privados. Pode dar uma boa mão para o debate sobre a transparência do Estado e sobre uma verdadeira separação da política e do poder econômico. 2012 pode ser bom para a reforma política, apesar de ter eleições municipais. Pode ser o ano em que o Brasil começará a discutir a corrupção do seu sistema político como gente grande. Cansou essa brincadeira de o tema da corrupção ser usado apenas como slogan eleitoral. O Brasil já está maduro para discutir e resolver esse sério problema estrutural da vida política brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; uma retrospectiva de 2011, com vários artigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;2011 começou no norte da África&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Primavera Árabe derrubou duas ditaduras em cinco semanas. Espalhou-se. Sofreu revezes. Continua viva (e inspiradora) no final do ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Procura-se uma nova democracia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maio: Europa descobre-se sob tirania... das finanças. Nas praças, multidões já sabem o que não querem: “nem políticos, nem banqueiros”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Teoria: como construir o pós-capitalismo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para superar sistema, não basta ir às ruas. Outras Palavras destacou, também, reflexão de pensadores que buscam caminhos para transformação social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Crise: o rugido da aristocracia financeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mudar o mundo não é um passeio: 2011 viveu, também, radicalização do velho: ataque aos direitos e serviços públicos, em nome dos interesses de 1%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;O poder dos não-eleitos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Chamam-na democracia. E não é”, disse alguém. Igualamento dos partidos, vigilância e xenofobia ameaçaram constituir um totalitarismo pós-moderno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Testando os limites do planeta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Conferência de Durban produziu resultados pífios. Brasil pode desmontar seu Código Florestal. Às vésperas da Rio+20, pergunta-se: até onde iremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;A hora das periferias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Depois de séculos, eurocentrismo parece abalado. Mas de que servirá avanço dos “emergentes”? Criar novos enredos? Ou apenas trocar atores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Nós. Aqui. Outra vez&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Posta à margem do debate internacional por anos, questão palestina reocupou centro do cenário (a contragosto de Telaviv e Washington...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Sin perder la ternura jamás&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Contraditória, mas sempre intensa, América Latina continua em transe. Depois de superar ditaduras e neoliberalismo, irá além do “desenvolvimento”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Os donos do saber não sabem ser donos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Músicos, artistas, escritores, blogueiros, cientistas: quem cria quer dialogar e difundir saber. Já quem detém a “propriedade intelectual”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;O que vocês diriam desta vida que não dá mais pé?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;No Brasil, rebeldia das praças exigiu direito ao corpo e à cidade. Marchas da liberdade, pós-automóvel. Queremos Copas ou coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Quando a arte é onde se inventa o mundo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Outras Palavras também foi ficção, crítica literária e artística. Às vezes, lugar dos novos mundos é bem longe das instituições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Ser rede, mas cultivar a profundidad&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e&lt;br /&gt;Em 2011, largada para grande elenco de colaboradores. Veja quem já está em Outras Palavras e como será possível participar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Outros projetos nos comovem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre eles, teia de auto-informação horizontal e circuito de colaboração não-mercantil entre publicações independentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;'Oásis' global, Brasil 'importa' mais e 'exporta' menos trabalhadores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Retomada do crescimento e resistência contra crise global de 2008 e à volta dela em 2011 invertem fluxo de pessoas que cruzam fronteiras do país. Número de brasileiros no exterior cai pela metade e o de imigrantes, sobe 50%. Portugueses e espanhóis em fuga de Europa decadente se destacam. Imigração ilegal também avança.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19277&amp;amp;boletim_id=1085&amp;amp;componente_id=17319"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19277&amp;amp;boletim_id=1085&amp;amp;componente_id=17319&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;O FMI chegou a Europa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A fórmula que o FMI propõe, hoje, aos europeus - de austeridade fiscal e privatizações - já foi adotada em diversos países da América Latina nos anos 1990. Os países europeus que vão se curvar ao FMI e que desejam conhecer o seu futuro não precisam de “bola de cristal”; basta conhecer a história econômica desastrosa da América Latina dos anos 1990.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5373&amp;amp;boletim_id=1085&amp;amp;componente_id=17323"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5373&amp;amp;boletim_id=1085&amp;amp;componente_id=17323&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-4504967235825307762?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/4504967235825307762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-307.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4504967235825307762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4504967235825307762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-307.html' title='Numero 307'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9M5SjlQF4kg/Tvr48Se4SgI/AAAAAAAAA4c/44K9ViMzsa8/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-4387102879309954300</id><published>2011-12-21T02:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T03:11:14.636-08:00</updated><title type='text'>Número 306</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S_W3nspfdmQ/TvG5PIYeZCI/AAAAAAAAA3s/82QttahsbVU/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 64px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688531473944962082" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-S_W3nspfdmQ/TvG5PIYeZCI/AAAAAAAAA3s/82QttahsbVU/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Fim de ano se aproximando velozmente. Mais dez dias e estaremos ingressando em 2012. Vemos agora os dias de festa. Infelizmente o que acontece no mundo hoje não é tão festivo assim. Nas últimas décadas, provavelmente este será o fim de ano mais dramático, em função da crise econômica que explode em todos os cantos do globo. E a saída? Onde está a saída?&lt;br /&gt;A crise está presente neste número em que, apesar de tudo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688531364235906658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0V4F4ShxEuw/TvG5IvrzDmI/AAAAAAAAA3g/L4OHMxDW_yU/s400/natal.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Além da crise, outro elemento ainda tomou conta do mundo blogueiro e continuou sendo ignorado olimpicamente pela grande mídia: as &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;contundentes revelações da Privataria Tucana. Um artigo e vários links para esse tema estão presentes.&lt;br /&gt;Não bastasse isso, a maldição do petróleo volta a frequentar este blog, ainda por intermédio do jornalista José de Castro.&lt;br /&gt;E não deixamos de lado a saída dos americanos do Iraque, deixando um saldo aterrador de sua presença naquele país.&lt;br /&gt;E apesar de não ser mais um fã da Folha de São Paulo, não pude ignorar o excelente editorial que me foi encaminhado pela amiga Vânia, e que é o artigo que abre este número.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688531296646942946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4ScnPrhAjhg/TvG5Ez5VUOI/AAAAAAAAA3U/rrHpnCwybAE/s400/separador4.GIF" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Enviado por Vânia Facury &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Gladiadores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (Folha de São Paulo, 19/12/2011)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#6633ff;"&gt;Proibiram-se, numa lei polêmica, as touradas em Barcelona. Experimentos com animais vivos conhecem, mundialmente, forte oposição. No Brasil, cresce a resistência aos rodeios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#6633ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ainda que, por vezes, atitudes desse tipo se traduzam em intolerância, puritanismo e exagero, não seria equivocado dizer que refletem uma tendência geral no rumo de uma maior sensibilidade diante do sofrimento e da violência.&lt;br /&gt;Das sessões públicas de tortura em criminosos condenados, tidas como normais no século 18, até a repulsa que hoje inspira, em parcelas crescentes da população, o mero consumo de alimentos de origem animal, um caminho civilizacional se fez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo no boxe, que também repugna a muitos, tratou-se, por exemplo, de separar os lutadores tão logo se comprova a evidência de um nocaute, evitando a cena ignóbil do vencedor golpeando repetidas vezes o adversário já caído.&lt;br /&gt;Foi precisamente uma cena destas -repetida à saciedade em qualquer horário- o que se viu na recente disputa pelo título de campeão dos pesos-pesados do UFC (Ultimate Fighting Championship).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não bastasse a extrema violência dessa espécie de vale-tudo, que atrai legiões de entusiastas no Brasil, a narração do espetáculo, transmitido pela TV Globo, ocasionou momentos de paroxismo emocional na voz de Galvão Bueno. "Um, dois, três, quatro", vibrava o locutor, contando os golpes que selaram a sorte do norte-americano que cedia o título de sua categoria a um brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como não ver com estranheza, e até com aversão, um espetáculo que diz mais sobre o Brasil do Bope, da tortura nas delegacias, do tráfico e das milícias do que sobre o Brasil ameno, simpático e charmoso do jogador Neymar ou da modelo Gisele Bündchen?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há gosto para tudo, bem se sabe. São Paulo candidata-se, por exemplo, a reunir 70 mil pessoas num estádio, no ano que vem, para uma disputa da categoria.&lt;br /&gt;A liberdade de noticiar até justifica que, em horários livres para todas as idades, fossem televisionadas cenas hediondas de uma luta. Mas um mínimo de sensibilidade e autorregulação viria a calhar. São os "gladiadores do século 21", segundo o narrador da Globo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sem dúvida: é o século 21 - mas naquilo que tem de mais primitivo e troglodita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Enviado por Guilherme Souto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Uma guerra oficialmente declarada morta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sáb, 17 de Dezembro de 2011 08:30&lt;br /&gt;Pepe Escobar (de Bagdá), Asia Times Online&lt;br /&gt;http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/ML17Ak02.html&lt;br /&gt;Traduzido pela Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;(Atenção: Essa reportagem conta o fim do filme. Pode estragar o suspense criado em editoriais do New York Times.)&lt;br /&gt;BAGDÁ – Na 5ª-feira, o Pentágono declarou oficialmente morta sua “guerra ao terror” de US$3 trilhões (e aumentando) – com invasão, ocupação e destruição da nação iraquiana, com o país preparado para guerra civil (“guerra de baixa intensidade”) entre sunitas e xiitas e com o mundo muçulmano cofiando as barbas, sem entender que fim levou o Oriente Médio Ampliado [orig. Greater Middle East] do governo George W Bush.&lt;br /&gt;Num bunker de concreto sem o telhado, no antigo aeroporto de Bagdá convertido em base militar, o chefe do Pentágono, Leon Panetta, elogiou os mais de um milhão de norte-americanos e norte-americanas, em uniforme militar ou com os uniformes das empresas de mercenários, pelo “notável avanço” em termos de morte e destruição que os EUA alcançaram nos últimos nove anos, mas reconheceu os graves desafios que o país, praticamente destruído, enfrentará.&lt;br /&gt;“Permitam-me ser bem claro: o Iraque será testado, daqui em diante – pela al-Qaeda na Terra dos Dois Rios;[1] pela al-Qaeda no Maghreb; pela al-Qaeda na Península Arábica; pelos Talibã; pelo Irã; pelo Hezbollah; pela ditadura de Assad na Síria, pela China, pela Rússia, por Occupy Wall Street.&lt;br /&gt;“Desafios ainda há, mas os EUA lá estarão, ao lado do povo iraquiano, com a quantidade necessária de mísseis Hellfire, para que os iraquianos surfem sobre todos esses desafios e construam um paraíso seguro e lucrativo para o neoliberalismo e as empresas norte-americanas.”&lt;br /&gt;A cerimônia muda e para poucos contrastou fortemente com o espetacular “choque e pavor” de 2003, quando os EUA em transe, cegos pelas mentiras e mais mentiras publicadas na primeira página do New York Times, enviaram colunas e mais colunas de tanques do norte do Kuwait, e iluminaram os céus “como Natal”, nas palavras da CNN, para fazer a “troca de regime” e tirar do governo o ditador-do-mal Saddam Hussein.&lt;br /&gt;Contadas as mortes até 6ª-feira passada, a guerra do Iraque custou a vida de 4.487 norte-americanos, com mais 32.226 norte-americanos feridos e aleijados em ação, segundo as estatísticas do Pentágono. Sobre vítimas iraquianas: o Pentágono não conta cadáveres não norte-americanos.&lt;br /&gt;O clima geral da cerimônia de adeus, uma hora de duração, solene, emocional – oficialmente chamada de “Adeus, cabeças de toalhas”, mais parecia um toque de adeus, num clarim vacilante, gago, a guerra inventada para livrar o mundo de armas de destruição em massa que jamais existiram. E que termina sem o capítulo iraquiano do Império de Bases que o Pentágono tanto quis ter –, sobretudo porque os militares norte-americanos foram postos porta a fora pelo mal agradecido primeiro-ministro Nuri al-Maliki, do Iraque.&lt;br /&gt;Apesar de a cerimônia solene na 5ª-feira ter marcado o fim oficial da guerra, o Pentágono, por via das dúvidas, ainda mantém duas bases no Iraque, com apenas 4.000 soldados, várias centenas dos quais estavam presentes à cerimônia. No auge da guerra, em 2007, durante a avançada do general David Petraeus, os EUA invasores e ocupantes tinham implantas no Iraque 505 bases, e mais de 170 mil soldados e soldadas.&lt;br /&gt;Segundo os militares, os duros-de-matar que lá permanecerão são alvo, diariamente, de provas incontestes do perene amor que o povo iraquiano lhes dedica, amor que se manifesta, todos os dias, sobretudo por objetos explosivos improvisados, lançados contra comboios que viajam rumo sul, atravessando o Iraque, tentando chegar às bases no Kuwait.&lt;br /&gt;Depois de as duas últimas bases serem fechadas, até 31 de dezembro, e de os últimos soldados dos EUA tomarem o rumo de casa, onde serão recebidos por desemprego amplo, geral e irrestrito, as regras de um obscuro acordo firmado com o governo de Bagdá asseguram que algumas centenas de soldados, temperadas com colheradas de espiões e mercenários, permanecerão no Iraque, trabalhando no prédio da nova embaixada dos EUA (maior que o Vaticano), como parte de um Serviço de Cooperação para Segurança, para dar assessoramento comercial em negócios extremamente lucrativos de venda de armas.&lt;br /&gt;Mas, ano que vem, as negociações serão retomadas, para tentar que mais soldados, espiões e mercenários norte-americanos consigam voltar ao Iraque, para ampliar os lucros da ação.&lt;br /&gt;Altos oficiais do Pentágono não economizaram palavras ao informar que, sim, o Pentágono sentirá muita falta, tanto do petróleo quanto do controle que os EUA não conseguiram assegurar para eles mesmos, até agora. E há também o caso daqueles jatos F-16s que Bagdá está sendo forçada a comprar; os F-16s têm de ser usados e bem usados, e não se admite que sejam largados lá, para fritar ao sol do deserto al-Anbar.&lt;br /&gt;“Do ponto de vista de conseguirem defender-se de um traiçoeiro terrorista-de-bomba-na-cueca da al-Qaeda, os iraquianos terão capacidade entre limitada e mínima, falando francamente” – disse o general Lloyd J Austin III, comandante norte-americano em retirada do Iraque, em entrevista, enquanto mastigava um Big Mac.&lt;br /&gt;A tênue cortina de segurança no Iraque aparecia aos olhos de todos, que viam um flotilha de aviões armados que sobrevoava a cerimônia, escaneando a superfície local à caça de agentes operadores da al-Qaeda infiltrados. Embora haja hoje muito menos violência no Iraque do que no auge da guerra sectária que os EUA construíram e promoveram em 2006 e 2007, muita gente ainda é morta diariamente, e os norte-americanos são alvos preferenciais dos seguidores do incendiário e popularíssimo clérigo xiita Muqtada al-Sadr.&lt;br /&gt;Panetta reconheceu que “o custo foi alto – em sangue e dinheiro dos EUA, e também para o povo iraquiano. Mas aquelas vidas não foram ceifadas em vão – deram origem a um regime cliente dividido, segregado, absolutamente traumatizado. Só falta saber se será regime fantoche dos EUA, ou do Irã.”&lt;br /&gt;Em abril de 2003, houve euforia entre alguns iraquianos, ante o sucesso da invasão norte-americana. Mas o apoio logo degenerou, depois de os Marines porem-se a atirar contra civis desarmados, cada vez mais imbuídos da convicção de que ali estavam em ação de ocupação hardcore – que fez recrudescer todas as rivalidades sectárias e religiosas locais.&lt;br /&gt;Depois que os escândalos na prisão de Abu Ghraib mostraram o quanto os EUA faziam a festa e o bolo e curtiam muito, e envoltos todos no nevoeiro da guerra, sunitas e xiitas, simultaneamente, decidiram lutar contra a ocupação (os curdos pouco se incomodaram); e um grupo ligado à al-Qaeda encontrou a brecha de que precisava e pôs-se a explorá-la no seio da população sunita minoritária.&lt;br /&gt;Apesar de, naquele momento, o grupo terrorista ter sido neutralizado, mediante várias missões de punição das Forças de Operações Especiais que incineraram vários líderes da al-Qaeda e de muitos sacos de dinheiro distribuídos entre as tribos sunitas, especialistas da inteligência dos EUA temem que, hoje, a al-Qaeda esteja ressurgindo no Iraque.&lt;br /&gt;A ocupação norte-americana no Iraque também criou dificuldades extras, que minaram a capacidade dos EUA para fabricarem uma narrativa convincente do apoio dos EUA aos levantes da Primavera Árabe no início de 2011 – que surgiram em momento em que os EUA dormiam ao volante e pegaram-nos de calças curtas.&lt;br /&gt;No final, o Pentágono foi chutado, esperneando e aos gritos, para fora das bases em território iraquiano, pelo governo iraquiano. Por todo o país, o fechamento daqueles preciosos postos, no que deveria ser um sempre crescente Império das Bases dos EUA, foi assinado num encontro a portas fechadas, sem alarido, durante o qual militares dos EUA e do Iraque assinaram documentos que dão ao Iraque o controle legal sobre as bases; em seguida, apertaram-se as mãos como ordena o protocolo e separaram-se rapidamente, sem que qualquer dos lados conseguisse disfarçar completamente o desprezo que todos sentiam, uns pelos os outros.&lt;br /&gt;O Chefe do Comando do Estado-Maior dos EUA, General Martin E. Dempsey, do exército, foi duas vezes comandante da forças norte-americanas no Iraque desde a invasão, em 2003. Durante a cerimônia, Dempsey observou que só voltará ao Iraque, quando for convidado.&lt;br /&gt;Contatados para esse artigo, iraquianos que queimavam bandeiras dos EUA em Fallujah – cidade que foi destruída pelos EUA no final de 2004, na operação para “salvá-la” – disseram, sem que nada lhes fosse perguntado, que Dempsey que espere sentado, para não cansar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] “Terra dos Dois Rios” (ar. Ardulfurataini Watan], foi o título do hino nacional do Iraque, desde 1981 até 2003. Depois da derrubada de Saddan, o governo iraquiano implantou outro hino nacional, Mawtini [NTs, com informações de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ardulfurataini_Watan"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Ardulfurataini_Watan&lt;/a&gt;]. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;O livro e a imprensa, um ponto de ruptura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Luciano Martins Costa em 15/12/2011 na edição 672 do Observatório da Imprensa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Esta semana marca um ponto de ruptura da imprensa brasileira tradicional, aquela chamada de circulação nacional. O fato de os principais jornais do país haverem ignorado o tópico mais divulgado na internet – o livro que denuncia atividades criminosas atribuídas a familiares e pessoas próximas do ex-governador José Serra – representa uma declaração pública de que a imprensa tradicional não considera relevante o ambiente midiático representado por blogs, sites independentes de empresas de mídia e grupos de discussões nas redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos. Na medida em que essa fidelidade chega ao ponto de levar as bravas redações – sempre animadas para publicizar toda espécie de malfeitoria envolvendo protagonistas do poder – a fingir que não tem qualquer relevância o fenômeno editorial intitulado A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., cria-se um precedente cujas consequências não se pode ainda avaliar.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Por iniciativa da imprensa tradicional, aprofunda-se o fosso que a separa da mídia alternativa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;Debate aberto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Não que tenha arrefecido o ímpeto dos jornais por dar repercussão a todo tipo de denúncia: estão nas primeiras páginas, nas edições de quinta-feira (15/12), o ministro Fernando Pimentel, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e o publicitário Marcos Valério.&lt;br /&gt;Cada um desses personagens tem uma história a explicar para a sociedade, mas a imprensa, ao proceder com tão escancarado desequilíbrio nos critérios de edição, se desqualifica como meio legítimo para mediar a questão com a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Não se pode escapar à evidência de que a imprensa realiza um esforço corporativo para apresentar ao seu público um cardápio restrito de escândalos, quando o prato mais apetitoso vende milhares de exemplares de livros, produz um mercado paralelo de cópias piratas e manifesta o desejo do público de saber mais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;O silêncio da imprensa prejudica as chances do ex-governador José Serra de contestar as acusações apresentadas no livro contra sua filha, seu genro, o coordenador de suas campanhas eleitorais e outros personagens ligados ao seu núcleo de ação política.&lt;br /&gt;Paralelamente, amplia o raio de conflitos entre as empresas de comunicação e a categoria profissional dos jornalistas, muitos dos quais são ativos participantes nos debates sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;Fugindo da boa história&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;A origem do esquema investigado pelo autor de A Privataria Tucana se confunde com o ponto em que a imprensa tradicional perdeu o interesse pelo caso do Banestado – provavelmente a matriz de todos os crimes financeiros revelados ou semiocultos no Brasil nos últimos quinze anos. Por essa razão, aumenta a curiosidade geral em torno da recusa da imprensa em reabrir esse caso através da janela criada com o livro de Ribeiro Jr.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;A partir deste ponto, torna-se legítima qualquer desconfiança sobre o real interesse da chamada grande imprensa em ver desvendadas as denúncias de corrupção que ela própria divulga. Não há mais dúvida razoável de que essas denúncias são publicadas de maneira seletiva.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;O mapa aberto pelo livro de Ribeiro Jr., pelo que já se deu a conhecer, complementa reportagens já publicadas sobre crimes financeiros em geral, mas principalmente sobre aqueles que têm como vítima o patrimônio público. Em geral, as reportagens sobre aquilo que agora é chamado de malfeito esmaecem quando o caso se transforma em processo formal na Justiça.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Estranhamente, quando surge a possibilidade de oferecer ao público o acompanhamento das conclusões, a imprensa sai de campo. Observe-se, por exemplo, que o chamado caso “mensalão” está para ser prescrito e há um hiato no noticiário entre a aceitação da denúncia e a prescrição.&lt;br /&gt;No caso Banestado, assim como no livro-reportagem de Amaury Ribeiro Jr., o mais importante é a revelação do esquema de lavagem de dinheiro, com o mapa dos caminhos que o dinheiro sujo realiza por paraísos fiscais e contas suspeitas. Trata-se do mesmo esquema utilizado pelos financiadores ocultos do narcotráfico, pelos corruptos e corruptores e por cidadãos acima de qualquer suspeita.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Se desse curso às pistas levantadas no livro de Ribeiro Jr., a imprensa poderia construir histórias muito interessantes – por exemplo, ao identificar consultores jurídicos especializados em lavagem de dinheiro que costumam frequentar páginas mais nobres dos jornais.&lt;br /&gt;A omissão da imprensa em relação ao fenômeno editorial do ano é também a renúncia ao bom jornalismo .&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;(Leia mais sobre A privataria tucana nos links da seção VALE A PENA LER, abaixo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 324px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688531137340783794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-w6XPXt6syU8/TvG47ibyPLI/AAAAAAAAA3I/WQepW78hRVU/s400/foto_bol_32405.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Barão de Itararé promove o debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia” em São Paulo&lt;br /&gt;O livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, será tema do debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, nesta quarta (21), no Sindicato dos Bancários de São Paulo. Além do autor, também estarão presentes Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro, e Protógenes Queiroz, deputado autor do pedido da instalação da CPI da Privataria. Até a última sexta, 45 mil exemplares já tinham sido vendidos. Uma nova edição, com 70 mil exemplares, está sendo preparada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;A maldição do petróleo revisitada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Texto de José de Souza Castro, publicado inicialmente no Blog da KikaCastro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Paulo Silva, em comentário ao meu artigo anterior num blog, recomendou a leitura de uma entrevista de Wladmir Coelho, pesquisador da Fundação Brasileira de Direito Econômico (FBDE), para aprofundar o debate sobre o Pré-Sal. A entrevista pode ser lida AQUI&lt;/span&gt;.( &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6596:manchete071211&amp;amp;catid=34:manchete"&gt;http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6596:manchete071211&amp;amp;catid=34:manchete&lt;/a&gt;) &lt;span style="color:#000066;"&gt;“O modelo de exploração do petróleo brasileiro, infelizmente, segue a nossa terrível tradição colonial”, afirma o entrevistado.&lt;br /&gt;Nem sempre foi assim, é óbvio. O professor Washington Albino, um dos 17 fundadores da FBDE, em 1972, e que faleceu em junho passado, foi um dos batalhadores para que o petróleo do Brasil fosse dos brasileiros, ao participar no início da década de 1950 da campanha “O Petróleo é nosso”. Uma campanha vitoriosa, que deu origem à Petrobras e ao monopólio estatal, quebrado na década de 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, e aprofundado na década seguinte, no governo Lula, com a legislação do Pré-Sal.&lt;br /&gt;O que não mudou, infelizmente, foi o comportamento da imprensa brasileira em relação à exploração petrolífera. Nos anos 50, o mais ouvido programa noticioso no rádio e na televisão era o Repórter Esso. Ele ignorou aquela campanha e, sempre que pôde, caluniou os defensores da Petrobras, como afirma Wladmir Coelho, que se apresenta também como historiador, mestre em Direito e colunista do Diário Liberdade.&lt;br /&gt;“O modelo Repórter Esso continua”, lamenta Wladmir Coelho, referindo-se à relutância de nossa imprensa em entrar no caso do derramamento de petróleo na área do Pré-Sal sob exploração da Chevron e de se aprofundar no assunto. A imprensa fez ainda pior, como reconhece o entrevistado: “O acidente aconteceu em um campo cuja operação de perfuração encontra-se sob responsabilidade da Chevron e os jornais ainda encontram meios de responsabilizar a Petrobras. Isso não é sério.”&lt;br /&gt;Nada indica, também, um rompimento de nossa tradição colonial, e deveremos continuar sendo um país explorado. Raciocina Wladmir:&lt;br /&gt;“A exploração predatória do Pré-Sal assume hoje um papel pouco debatido diante da crise financeira mundial. Trata-se da destinação dos eventuais recursos decorrentes da exploração, pagos ao Estado, à formação de um fundo para compra de títulos (públicos e privados), contribuindo deste modo para a retirada de circulação dos famosos ativos tóxicos encalhados nos cofres dos banqueiros.”&lt;br /&gt;Estamos à mercê da chamada maldição do petróleo, como apontamos num artigo comemorativo da 300ª edição do Boletim de História. Maldição também lembrada por Wladmir Coelho neste artigo&lt;/span&gt;.( &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12307:a-maldicao-do-petroleo&amp;amp;catid=312:petroleo-e-politica&amp;amp;Itemid=21"&gt;http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12307:a-maldicao-do-petroleo&amp;amp;catid=312:petroleo-e-politica&amp;amp;Itemid=21&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;De fato, o governo se rendeu à indústria petrolífera mundial e, entre elas, à mais funesta: Chevron, uma empresa com valor de mercado de 187 bilhões de dólares, apesar do desastre que provocou no Equador (no Golfo do México, a BP contratou a mesma Transocean, empresa de perfuração que também atuou no Campo de Frade). Aqui, ela foi multada em pouco mais de 200 milhões de reais pelo governo federal. No Equador, “esta empresa envenenou a água da população amazônica derramando, conscientemente, refugo em rios”, diz Wladmir, naquela entrevista. “Ao ser denunciada, adulterou dados, subornou juízes e, sendo condenada, falsificou uma limpeza. Até hoje a multa de US$ 18 bilhões não foi paga.”&lt;br /&gt;No Brasil, há também juízes subornáveis, e nada indica que a multinacional americana vai pagar as multas que lhe foram aplicadas pelo desastre na área do Pré-Sal, muito embora elas sejam irrisórias, tendo em vista o prejuízo causado e o valor de mercado da empresa. A Chevron fará qualquer coisa para não pagar, pois ela é orientada unicamente pelo lucro. E o governo Dilma pouco fará para receber, pois ele também se orienta, como os dois que o precederam, na máxima do fundamentalismo liberal de mínima regulação e na crença da autofiscalização e da gestão responsável das empresas.&lt;br /&gt;E temos que nos dar por satisfeitos, se ficarmos apenas no prejuízo econômico e ambiental. Na África, nos anos 1990, como recorda Wladmir Coelho, a Chevron teria promovido um massacre de camponeses nigerianos que protestavam contra a morte do gado envenenado por derramamento de petróleo. “A Chevron contratou a polícia para matar os camponeses”, informa o historiador e mestre em Direito.&lt;br /&gt;Por coincidência, terminei ontem a leitura de “O Dia da Caça”, escrito em 2008 por James Petterson. O escritor, um patriota americano que já vendeu 230 milhões de livros em mais de 100 países, segundo sua editora no Brasil (a Arqueiro), descreve o massacre de nigerianos e sudaneses, sob o olhar complacente da CIA e de multinacionais americanas, inglesas, holandesas, entre outros países colonizadores, mas não cita a Chevron. Os vilões da história são dois agentes vendidos da CIA e empresas petrolíferas da... China!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;O que o caixa de campanha de Serra e FHC e Fernandinho Beira-Mar tinham em comum&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Posted: 15 Dec 2011 03:30 AM PST&lt;br /&gt;Reportagem de Amaury Ribeiro Jr (autor da Privataria Tucana), publicada em 12 de fevereiro de 2003 pela revista Isto É, mostra duas coisas.&lt;br /&gt;Primeira: Amaury pesquisa e escreve sobre a privataria tucana há muito tempo. O material para o livro é fruto de seu trabalho como jornalista investigativo há pelo menos dez anos. Falar em dossiê de campanha, como diria certo candidato, é trololó.&lt;br /&gt;Segunda: Pelo menos uma coisa havia em comum entre o esquema do caixa das campanhas de FHC e Serra, Ricardo Sergio de Oliveira, e o mega-traficante Fernandinho Beira-Mar: o doleiro Alberto Youssef.&lt;br /&gt;Leia a matéria completa aqui: &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2011/12/o-que-o-caixa-de-campanha-de-serra-e.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2011/12/o-que-o-caixa-de-campanha-de-serra-e.html&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 149px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688530867448740034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Bn6Ngt3trsk/TvG4r1AgeMI/AAAAAAAAA2w/lzpLuEnoNlM/s400/capa288.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A mídia não sabe o que fazer com "A privataria tucana"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354&amp;amp;boletim_id=1076&amp;amp;componente_id=17211"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354&amp;amp;boletim_id=1076&amp;amp;componente_id=17211&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pedido de CPI e discursos quebram silêncio sobre Privataria Tucana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) tenta criar CPI com foco nas privatizações. Cúpula do PT ainda analisa como se posicionar, mas, diante de 'fatos gravíssimos', líderes na Câmara e Senado mostram disposição para guerra com PSDB. Deputado-delegado tucano acha livro 'importante' mas, para líderes, denúncia é 'requentada'. Serrista, presidente do PPS exalta-se ao ser questionado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19205&amp;amp;boletim_id=1076&amp;amp;componente_id=17194"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19205&amp;amp;boletim_id=1076&amp;amp;componente_id=17194&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Stéphane Hessel: 'Os bancos estão contra a democracia'&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aos 94 anos, depois de lutar na Resistência, sobreviver aos campos nazistas e escrever a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Stéphane Hessel publicou um livrinho de 32 páginas, "Indignem-se", que teve eco global. Em entrevista ao Página/12 ele fala sobre sua obra e critica o ultra liberalismo predador, a servidão da classe política ao sistema financeiro, a anexação da política pela tecnocracia financeira, as indústrias que destroem o planeta e a ocupação israelense da Palestina.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19241&amp;amp;boletim_id=1081&amp;amp;componente_id=17268"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19241&amp;amp;boletim_id=1081&amp;amp;componente_id=17268&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;´O mundo já ingressou na segunda fase da crise´&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direita retomou a ofensiva. Finge não ver que a austeridade orçamentária, além da transferência, que a felicita, do peso da dívida para as classes populares, não pode senão provocar a recaída numa nova contração da atividade. A análise é do economista francês Gérard Duménil, em entrevista ao Jornal da Unicamp.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19246&amp;amp;boletim_id=1081&amp;amp;componente_id=17265"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19246&amp;amp;boletim_id=1081&amp;amp;componente_id=17265&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Os Estados Unidos contra todos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Immanuel Wallerstein sustenta: giro estratégico de Washington rumo à Ásia parece precocemente comprometido. País coleciona série impressionante de fracassos diplomáticos&lt;br /&gt;Da educação-mercadoria à certificação vazia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A universidade brasileira tornou-se menos elitista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Mas popularização reforça modelo de ensino baseado em instituições privadas, onde pesquisa e reflexão não são benvindas. Por Andrea Harada Souza, no Le Monde Diplomatique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;As doenças que mais venderão em 2012&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;"Se há um remédio disponívei, deve haver consumidores". Veja o que as corporações farmacêuticas querem que você consuma agora. Por Martha Rosenberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Guerras sem vencedor, EUA sem força imperial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fantasma nas relações internacionais norte-americanas, conflito no Iraque provou que força militar já não é sinônimo de vitória política. Por Patrick Cockburn &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Cinema dentro da História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leni Riefenstahl ajudou a propagandear o nazismo com seus filmes—mas deve ser responsabilizada pelos crimes cometidos em nome de Hitler?. Por Arlindenor Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Liberadas fotografias de vítimas dos “vôos da morte”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A Comissão Interamericana de Direitos Humanos entregou à justiça argentina um arquivo com mais de 130 fotografias de corpos encontrados nas costas uruguaias, e que corresponderiam a vítimas da ditadura militar argentina lançadas ao mar nos denominados “voos da morte”. O arquivo, que permaneceu confidencial durante 32 anos, é parte de um dossiê com imagens e informes redigidos por serviços de inteligência uruguaios. Para a justiça argentina, trata-se de uma das provas mais claras da existência dos voos da morte. O artigo é de Francisco Luque, direto de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19220&amp;amp;boletim_id=1078&amp;amp;componente_id=17230"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19220&amp;amp;boletim_id=1078&amp;amp;componente_id=17230&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O legado dos EUA no Iraque, oito anos depois da invasão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se oito anos e os Estados Unidos fecharam a porta do Iraque deixando um desastre atrás dela. Durante o conflito, morreram mais de 100 mil civis, 4.800 soldados da coalizão perderam a vida (4 .500 dos EUA), junto com 20 mil soldados iraquianos. Para os iraquianos, o legado da invasão é morte, dezenas de milhares de mutilados, insegurança, desemprego, falta de água potável e eletricidade. A democracia exportada com bombas ultramodernas não mudou o curso das coisas. O artigo é de Eduardo Febbro.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19233&amp;amp;boletim_id=1079&amp;amp;componente_id=17241"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19233&amp;amp;boletim_id=1079&amp;amp;componente_id=17241&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688531011296002818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--cGYzHAaeLg/TvG40M4XgwI/AAAAAAAAA28/i7dYteeEIa0/s400/bannerfemsa2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Enviado por Helena Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Prezados/as,&lt;br /&gt;No Brasil, já vimos o filme anunciado abaixo (agora em versão lusitana, parece). Inclusive em sessões extras de trechos que também estavam sendo recuperados, ou até em construção, e que foram desativados. Será que a mensagem abaixo já reflete o início do novo governo português, que quer "cortar custos" - prejudicando muitos, quase sempre a maioria da população, mas beneficiando alguns, como empresas de transporte rodoviário e, em última análise, os megaempresários, principalmente banqueiros, que criaram a crise no Hemisfério Norte e querem que a população pague por ela?...&lt;br /&gt;AAMF&lt;br /&gt;Avisos CP&lt;br /&gt;R. da Fig. Foz e Linha do Leste - Supressão Serviço 01/01/12&lt;br /&gt;A CP informa que, na sequência da decisão de suspensão do processo de reactivação da Linha do Leste e do Ramal Ferroviário da Figueira da Foz, a partir de 1 de Janeiro de 2012, será suprimido na mesma data, o serviço Rodoviário alternativo que esta empresa tem assegurado nos últimos anos.&lt;br /&gt;Comprova-se que a solução rodoviária é seguramente a solução de mobilidade mais adequada à baixa procura existente, quer do ponto de vista da sustentabilidade económica quer do ponto de vista ambiental, pelo que terá continuidade, passando a ser assegurada pelos operadores rodoviários locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Acta Scientiarum. Human and Social Sciences&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;foi publicada. Acesse e leia os artigos em: &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/issue/current/showToc"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/issue/current/showToc&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Estamos abertos às contribuições, críticas e sugestões. A revista é semestral e está aberta a novas submissões. Para submeter acesse: &lt;a href="http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/about/submissions#onlineSubmissions"&gt;http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/about/submissions#onlineSubmissions&lt;/a&gt; (leia as Diretrizes para autores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;4. CAFÉ HISTORIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MISCELÂNEA CAFÉ HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dossiê Revistas Acadêmicas de História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Café História preparou neste fim de ano um dossiê especial sobre periódicos acadêmicos na área de história. Confira algumas das principais revistas especializadas que disponibilizam seu acervo, na íntegra e gratuitamente, na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-dossie-revistas-de-historia"&gt;http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-dossie-revistas-de-historia&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Topoi e Revista Brasileira de História escolhidas para financiamento da CAPES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último mês de outubro, a Capes decidiu apoiar financeiramente dois periódicos por área ao longo de cinco anos com o propósito de convertê-los em "padrões de referência", tornando-os equivalentes aos melhores periódicos estrangeiros. O CTC, órgão deliberativo daquela agência, definiu que cada coordenador de área indicará seus dois periódicos na reunião que teve lugar no dia 12 de dezembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira que revistas foram agraciadas: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MURAL DO HISTORIADOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceria entre Café História e NIEJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café História acaba de selar uma parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ, o NIEJ. O acordo prevê a troca de banners e a divulgação da nova revista do núcleo, que chega ao quinto número com um projeto gráfico totalmente repaginado. O NIEJ, aliás, acaba de relançar também uma nova página na internet.&lt;br /&gt;Leia mais: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Patrimônio e Memória&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificada como Qualis A1 em letras e B1 em História, a revista "Patrimônio e Memória" acaba de chegar a um novo número. Trata-se do volume 7, número 2. A nova edição - já disponível para download - chega ao público leitor com dois "dois “dossiês” que abordam assuntos de amplo interesse, além das sessões “artigos”, “comunicação de pesquisa” e “resenhas”.&lt;br /&gt;Leia mais: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOCUMENTO HISTÓRICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ata de Eleição 31/10/1881 do distrito de Itabira do Campo, no município de Ouro Preto.&lt;br /&gt;Confira a imagem: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/"&gt;http://cafehistoria.ning.com&lt;/a&gt; (Página Principal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTEÚDO EM DESTAQUE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filme (cinejornal) mostra a posse do então presidente, Juscelino Kubitschek, além do seu vice, João Goulart, em 1956.&lt;br /&gt;Assista: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/video/1956-posse-de-juscelino-kubitschek"&gt;http://cafehistoria.ning.com/video/1956-posse-de-juscelino-kubitschek&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FÓRUM EM DESTAQUE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atuou durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985)?&lt;br /&gt;Participe: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/como-a-ordem-dos-advogados-do-brasil-oab-atuou-durante-a-ditadura"&gt;http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/como-a-ordem-dos-advogados-do-brasil-oab-atuou-durante-a-ditadura&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite Cafe Historia em: &lt;a href="http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network"&gt;http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-4387102879309954300?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/4387102879309954300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-306.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4387102879309954300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4387102879309954300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-306.html' title='Número 306'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S_W3nspfdmQ/TvG5PIYeZCI/AAAAAAAAA3s/82QttahsbVU/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-4817158988560278790</id><published>2011-12-13T08:38:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T08:51:51.780-08:00</updated><title type='text'>Numero 305</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xpyF6YlBSEQ/TueAUsFmvAI/AAAAAAAAA2k/Y_ZbOpDDJ_c/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 441px; DISPLAY: block; HEIGHT: 93px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685654147498949634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xpyF6YlBSEQ/TueAUsFmvAI/AAAAAAAAA2k/Y_ZbOpDDJ_c/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Estou antecipando em um dia a publicação do Boletim porque amanhã desde muito cedo estarei no Hospital Felicio Rocho para mover uma ação de despejo contra uma ousada pedra que ousou se alojar em minha vesícula e está, pelo visto, querendo requerer o direito ao usucapião.&lt;br /&gt;Tenho de chamar a atenção para um artigo e um link presentes neste número: eles tratam do livro tão falado e finalmente publicado, “A privataria tucana”. Se nós, blogueiros, não falarmos sobre ele... a grande imprensa não vai falar! Portanto, leia e compre o livro também.&lt;br /&gt;Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; DISPLAY: block; HEIGHT: 56px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685654080461838338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bsLZbwEsSIQ/TueAQyWtmAI/AAAAAAAAA2Y/xX58YNaPLJU/s400/separador7.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Obama e a nova guerra fria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto de José de Souza Castro&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Enquanto discutimos se Dilma Rousseff demite ou não o ministro Fernando Pimentel, coisas mais graves surgem neste momento no mundo. Estamos caminhando para uma nova guerra fria, agora entre Estados Unidos e China, e rumo ao desastre ambiental irreversível, impulsionado pela exploração do pré-sal no Brasil e de novas regiões petrolíferas no Canadá.&lt;br /&gt;Dei-me conta disso ao ler hoje um artigo de Michael T. Klare, professor de estudos sobre paz e segurança mundial no Hamphire College, de Massachusetts, disponível AQUI.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=4619"&gt;http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=4619&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;O maior perigo de um desastre, porém, está na disposição manifestada pelo presidente Obama, num discurso feito dia 17 de novembro passado, no parlamento australiano, de concentrar os poderes dos Estados Unidos na Ásia e no Pacífico. Para o autor, ficou claro que a partir de agora o foco principal da nova política americana é conter a expansão chinesa.&lt;br /&gt;“Em nossos planos e pressupostos para o futuro”, declarou Obama, “vamos assegurar os recursos necessários para manter nossa forte presença militar na região”. Para Klare, é previsível nova corrida armamentista, nos moldes da guerra fria, agora protagonizada pela China, cuja dependência de fornecimento externo tende a crescer muito. Suas importações de petróleo, que somaram 1,7 milhão de barris por dia em 2001, subiram para 3,8 milhões em 2008 e deverão chegar a 11,6 milhões em 2035. Para assegurar esse abastecimento, terá que aumentar muito seu poderio militar no mar. Para dizer o mínimo.&lt;br /&gt;Vou parar por aqui. Quem quiser se informar melhor pode ler o artigo de Klare, que tem o nome sugestivo de “Brincando com fogo. Obama ameaça a China.” E a todos nós, de cambulhada. Pois, como conclui o autor (em tradução livre): “Uma nova guerra fria na Ásia e uma política energética hemisférica que poderia pôr em perigo o planeta: é esta uma mistura fatal que se deve reconsiderar antes que ocorra o confronto e nos resvalemos para um desastre ambiental irreversível. Não é preciso ser adivinho para saber que esta não é a definição do que significa ser um bom estadista.”&lt;br /&gt;Na verdade, é uma marcha para a loucura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;A PRIVATARIA TUCANA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O escândalo do século&lt;br /&gt;Por Luciano Martins Costa em 12/12/2011 na edição 671 (do Observatório da Imprensa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;O livro&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YTyKSkJ98Hg/TueAKK90lvI/AAAAAAAAA2M/skfeund-_vw/s1600/conteudo%2Badulto.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 181px; FLOAT: left; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685653966809241330" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-YTyKSkJ98Hg/TueAKK90lvI/AAAAAAAAA2M/skfeund-_vw/s400/conteudo%2Badulto.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt; do jornalista Amaury Ribeiro Jr, intitulado A privataria tucana, publicado pela Geração Editorial na coleção “História Agora”, está produzindo um estranho fenômeno na imprensa brasileira: provoca um dos mais intensos debates nas redes sociais, mobilizando um número espantoso de jornalistas, e não parece sensibilizar a chamada grande imprensa.&lt;br /&gt;O autor promete, na capa, entregar os documentos sobre o que chama de “o maior assalto ao patrimônio público brasileiro”. Anuncia ainda relatar “a fantástica viagem das fortunas tucanas até o paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas”. E promete revelar a história “de como o PT sabotou o PT na campanha de Dilma Rousseff”.&lt;br /&gt;Ex-repórter do Globo, originalmente dedicado ao tema dos direitos humanos, Ribeiro Jr. ganhou notoriedade no ano passado ao ser acusado de violar o sigilo da comunicação de personagens da política ao investigar as fonte de um suposto esquema de espionagem que teria como alvo o então governador mineiro Aécio Neves. Trabalhava, então, no jornal Estado de Minas, que apoiava claramente as pretensões de Neves de vir a disputar a candidatura do PSDB à Presidência da República em 2010.&lt;br /&gt;Os bastidores dessa história apontam para o ex-governador paulista José Serra como suposto mandante da espionagem contra Aécio Neves, seu adversário até o último momento na disputa interna para decidir quem enfrentaria Dilma Rousseff nas urnas.&lt;br /&gt;“Outro ninho”&lt;br /&gt;Informações que transitaram pelas redes sociais no domingo (11/12) dão conta de que Serra tentou comprar todo o estoque de A privataria tucana colocado à venda na Livraria Cultura, em São Paulo, e que teria disparado telefonemas para as redações das principais empresas de comunicação do país.&lt;br /&gt;Intervindo em um grupo de conversações formado basicamente por jornalistas, o editor Luiz Fernando Emediato, sócio da Geração Editorial, afirmou que foram vendidos 15 mil exemplares em apenas um dia, no lançamento ocorrido na sexta-feira (9). Outros 15 mil exemplares estavam a caminho, impressos em plantão especial para serem entregues às livrarias na segunda, dia 12, juntamente com o lançamento da versão digital.&lt;br /&gt;Aos seus amigos do PSDB, Emediato recomendou cautela e a leitura cuidadosa da obra, afirmando que o trabalho de Amaury Ribeiro Jr. não é “dossiê de aloprado, não é vingança, não é denúncia vazia, não é sensacionalismo. É jornalismo”.&lt;br /&gt;O editor indicou ainda aos leitores que procurassem informações no blog do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), no qual, segundo ele, estariam as pistas de “outro ninho offshore na rua Bernardino de Campos, no bairro do Paraíso, em São Paulo. A investigação agora chega na família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Vamos ver onde isso vai parar”, concluiu.&lt;br /&gt;O Titanic da política&lt;br /&gt;A julgar pelo volume e a densidade das denúncias, pode-se afirmar que, sendo verdadeira a história contada por Amaury Ribeiro Jr, trata-se do mais espetacular trabalho de investigação jornalística produzido no Brasil nas últimas décadas. Foram doze anos de apuração e depurações. A se confirmar a autenticidade dos documentos apresentados, pode-se apostar nessa como a obra de uma vida. A hipótese de completa insanidade do autor e do editor seria a única possibilidade de se tratar de uma falsificação.&lt;br /&gt;Confirmado seu conteúdo, o livro representa o epitáfio na carreira política do ex-governador José Serra e um desafio para o futuro de seus aliados até agora incondicionais na chamada grande imprensa.&lt;br /&gt;O editor garante que são 334 páginas de teor explosivo, escancarando o que teria sido a articulação de uma quadrilha altamente especializada em torno do processo das privatizações levadas a efeito durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. Os documentos envolvem o banqueiro Daniel Dantas, a família de José Serra e alguns personagens de sua confiança.&lt;br /&gt;Não apenas pelo que contém, mas também pelos movimentos iniciais que lhe deram origem, o livro representa uma fratura sem remédio na cúpula do PSDB e deve causar mudanças profundas no jogo político-partidário.&lt;br /&gt;“Privataria”, a expressão tomada emprestada do termo que o colunista Elio Gaspari costuma aplicar para os chamados malfeitos nas operações de venda do patrimônio público, ganha agora um sentido muito mais claro – e chocante.&lt;br /&gt;Os sites dos principais jornais do país praticamente ignoraram o assunto. Mas portais importantes como o Terra Magazine entrevistaram o autor. O tema é capa da revista Carta Capital, e não há como os jornais considerados de circulação nacional deixarem a história na gaveta. Mesmo que seus editores demonstrem eventuais falhas na apuração de Amaury Ribeiro Jr., o fenômeno da mobilização nas redes sociais exige um posicionamento das principais redações.&lt;br /&gt;Se a carreira de Serra parece ter se chocado contra o iceberg do jornalismo investigativo, a imprensa precisa correr imediatamente para um bote salva-vidas. Ou vai afundar junto com ele&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685653878322875490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Xw3xyyaaR0w/TueAFBVBzGI/AAAAAAAAA2A/UJdqa_LvZow/s400/leituras.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. VALE A PENA LER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Reportagem da IstoÉ de março de 2002 do autor da Privataria Tucana destroi argumento de que livro é dossiê do ano passado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;A seguir reproduzo a reportagem Caixa Explosivo, escrita pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr (três Prêmios Esso e quatro Prêmios Vladimir Herzog), publicada no número 1695 da revista IstoÉ, em março de 2002.&lt;br /&gt;Isso derruba o principal argumento tucano de que o livro de Amaury "A Privataria Tucana" seria produto de um dossiê ilegal montado na campanha do ano passado.&lt;br /&gt;Contestem o livro e seus documentos - se o puderem -, mas com outros argumentos, porque o do suposto dossiê fica desmoralizado com a reportagem escrita por Amaury há quase dez anos.&lt;br /&gt;Leia a matéria completa aqui:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://blogdomello.blogspot.com/2011/12/reportagem-da-istoe-de-marco-de-2002-do.html"&gt;http://blogdomello.blogspot.com/2011/12/reportagem-da-istoe-de-marco-de-2002-do.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;A morte de uma cidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;por FÁBIO VIANA RIBEIRO&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Um dos episódios mais assombrosos e ao mesmo tempo menos conhecidos da Segunda Guerra Mundial foi o bombardeio da cidade alemã de Dresden. As explicações que poderiam explicar este assombro e desconhecimento convivem, até hoje, com as razões que levaram americanos e ingleses a destruir uma cidade e as vidas de dezenas de milhares de pessoas inocentes...&lt;/span&gt; LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2011/12/07/a-morte-de-uma-cidade/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2011/12/07/a-morte-de-uma-cidade/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Os negócios da China&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Se houvesse eleições, ganhariam os comunistas. País cresce muito, mas tem graves problemas. Novo governo conseguirá implementar mudanças? Por Roberto Savio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Morte aos que pedem paz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Movimento pelo fim da guerra ao narcotráfico no México passa a ser afetado pelo mesmo mal que lhe originou—a violência. Por Tadeu Breda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;O vazamento da Chevron e a Quarta Frota&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Brechas ainda presentes na legislação despertam a cobiça de petroleiras, omissão de informações e atos ilegais. Congresso permanece omisso. Por Sérgio Ferolla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;A sombra das democraduras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que virá quando os europeus constatarem que seus sacrifícios são vãos? Uma aliança entre os poderes econômico, midiático e militar? Por Ignacio Ramonet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;América Latina: o regresso do Estado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cepal critica cortes de investimento em épocas de baixo crescimento e garante: poderíamos universalizar pensões para idosos sem estourar contas. Por Tadeu Breda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Xiitas e sunitas revisitados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para entender o Irã contemporâneo, Ocidente deve ouvir as vozes profundas e históricas do próprio xiismo—mais que os interesses americano. Por Por Malise Ruthven&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ajudar ou não ajudar a Europa, eis a questão (chinesa)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A União Europeia (UE) é o principal sócio comercial chinês, destino de 23% de suas exportações e fonte de um crescente superávit comercial que passou de 55 bilhões de euros em 2001 para 180 bilhões este ano. Mas, mais do que se aventurar nas areias movediças do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira no qual a UE tenta ancorar o euro, a China está utilizando diversos canais para promover uma estratégia alternativa que consolide seus próprios interesses econômicos e diplomáticos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19173&amp;amp;boletim_id=1071&amp;amp;componente_id=17149"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19173&amp;amp;boletim_id=1071&amp;amp;componente_id=17149&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Odiado até por seus irmãos de armas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O cerco do silêncio no Chile foi novamente rompido por um ex-militar que participou de assassinatos na ditadura e que denunciou o brigadeiro Miguel Krassnoff. Carlos Herrera Jiménez, ex-integrante da Central Nacional de Inteligência (CNI), a polícia secreta de Pinochet, criticou a homenagem a Krassnoff – condenado a mais de 147 anos de prisão por crimes contra a humanidade -, e confirmou que, efetivamente, esse oficial foi responsável por vários assassinatos. A reportagem é de Christian Palma.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19178&amp;amp;boletim_id=1071&amp;amp;componente_id=17151"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19178&amp;amp;boletim_id=1071&amp;amp;componente_id=17151&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. INFORMAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 173px; DISPLAY: block; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685653776827551890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-8w-60-VylVU/Tud__HOqEJI/AAAAAAAAA10/XY_Xe_ogpYQ/s400/convitelivro.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;A professora Anna Flávia Arruda Lanna Barreto , do Centro Universitário UNA, convida para o lançamento do livro “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Movimento Feminino pela Anistia: a esperança de retorno à democracia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Dia 17 de dezembro de 2011, a partir de 11:00, na Casa UNA, Rua Aimorés, 1451, Lourdes - Belo Horizonte, M.G.&lt;br /&gt;O livro trata da atuação do Movimento Feminino pela Anistia em Minas Gerais no período de 1975 a 1980. São abordados temas como: anistia, liberdade, partidos políticos. O trabalho dar ênfase à relação entre os movimentos da sociedade civil e do poder instituído. As principais fontes utilizadas foram jornais da grande imprensa, jornais da imprensa alternativa, documentação do movimento feminino pela anistia, entrevistas de história oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição 127 da &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (REA), dezembro de 2011, foi publicada.&lt;br /&gt;Acesse: &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-4817158988560278790?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/4817158988560278790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-305.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4817158988560278790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/4817158988560278790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-305.html' title='Numero 305'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xpyF6YlBSEQ/TueAUsFmvAI/AAAAAAAAA2k/Y_ZbOpDDJ_c/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-8976542464656447096</id><published>2011-12-07T02:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T02:40:51.509-08:00</updated><title type='text'>Numero 304</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ONKvInoKY9s/Tt887rs5S_I/AAAAAAAAA1o/cIq_lIdJWJo/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 64px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683328250805832690" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ONKvInoKY9s/Tt887rs5S_I/AAAAAAAAA1o/cIq_lIdJWJo/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Começamos com a informação de que o texto publicado na semana passada, ao que tudo indica, é do Ricardo Kotscho, eis que foi enviado daqui:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/22/nepotismo-e-privilegios-ameacam-judiciario/"&gt;http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/22/nepotismo-e-privilegios-ameacam-judiciario/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Grato, Ana Cláudia, pela informação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Nos artigos completos, uma resenha de um livro novo do Eric Hobsbawm, enviado pela Vânia Facury. Guilherme Souto e Ana Karenina enviaram o mesmo texto, sobre a troca de apresentadoras do Jornal Nacional. Simples ou complexa? Não deixem de ler!&lt;br /&gt;Pinochet mandou matar Neruda e EUA/OTAN contra os BRICS são os dois outros textos.&lt;br /&gt;Links para vários outros artigos e muitas informações completam o boletim desta semana. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 168px; DISPLAY: block; HEIGHT: 40px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683328197701160690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2urr0f6tlVQ/Tt884l3wTvI/AAAAAAAAA1c/PbleFZl2icY/s400/separador6.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. Artigos completos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Vania Facury&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Hobsbawm investiga o marxismo e encara crise&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Folha de São Paulo, 30.11.2011)&lt;br /&gt;Historiador esbanja erudição e clareza nas páginas de "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo, 1840-2011"&lt;br /&gt;ELEONORA DE LUCENA&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;"A grande crise econômica que começou em 2008, como uma espécie de equivalente de direita à queda do Muro de Berlim, trouxe uma compreensão imediata de que o Estado era essencial para uma economia em dificuldades, do mesmo modo como fora essencial para o triunfo do neoliberalismo quando os governos lançaram suas bases por meio de privatizações e desregulações sistemáticas."&lt;br /&gt;Com essa análise, Eric Hobsbawm chega ao final de seu novo livro, "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo, 1840-2011".&lt;br /&gt;Ao contrário do que o título pode sugerir, não se trata de um manual ligeiro para revolucionários afoitos. É um mergulho profundo na história do marxismo, mostrando como a trajetória desse pensamento se entrelaçou com as lutas sociais e políticas.&lt;br /&gt;Aos 94 anos, o autor do extraordinário "Era dos Extremos" (1995) esbanja erudição e clareza. Transita entre clássicos da filosofia, da política, da economia e das artes.&lt;br /&gt;Avalia as obras e os seus críticos dentro das tensões da história. Vasculha como o marxismo chegou a abarcar um terço da humanidade e como se despedaçou com o fim da URSS. E como reaparece agora, na busca de explicações para a crise.&lt;br /&gt;Hobsbawm esmiúça a gênese da produção de Karl Marx (1818-1883), que recebeu influências do socialismo francês, da filosofia alemã e da economia-política britânica.&lt;br /&gt;Para além da discussão acadêmica, mostra como o marxismo, diferentemente de outras correntes de pensamento, empurrou gerações para a ação, estimuladas pela célebre frase: "Os filósofos têm apenas interpretado o mundo; a questão, porém, é transformá-lo".&lt;br /&gt;No desenvolvimento dos movimentos sociais, dos partidos e governos criados sob inspiração marxista, Hobsbawm disseca distorções, simplificações e determinismos que não encontram base nos escritos originais.&lt;br /&gt;Nada na obra de Marx, por exemplo, sustenta a inevitabilidade da sequência de modos de produção -escravismo/feudalismo/capitalismo, argumenta.&lt;br /&gt;"Marx e Engels deixaram para seus sucessores um pensamento político com vários espaços vazios ou preenchidos de modo ambíguo", escreve o historiador. "Eles rejeitaram as dicotomias simples daqueles que se dispunham a sociedade ruim pela boa, a desrazão pela razão, o preto pelo branco", enfatiza.&lt;br /&gt;Hobsbawm lembra de algumas desses áreas cinzentas, como os conceitos da ditadura do proletariado, do nacionalismo e da autodeterminação. Navega com o marxismo pelas guerras mundiais, pela luta contra o fascismo, pelas universidades.&lt;br /&gt;Presta uma homenagem a Antonio Gramsci (1891-1937), o teórico e militante para quem "o marxismo não era determinismo histórico. Não bastava esperar que a história de alguma forma levasse automaticamente os trabalhadores ao poder".&lt;br /&gt;Para Hobsbawn, o auge da "maré intelectual" do marxismo foi nos anos 1970. Depois houve a derrocada rápida, com a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da URSS (1991). Marx passou a ser mostrado "como o inspirador do terror e do gulag". Agora, a crise trouxe Marx de volta.&lt;br /&gt;Avaliando o momento, Hobsbawm nota que "os socialistas não sabem o que fazer, pois não podem apontar exemplos de regimes comunistas ou social-democratas imunes à crise nem têm propostas realistas para uma mudança socialista".&lt;br /&gt;Fala dos protestos "de intensa insatisfação social sem perspectiva", teme "o risco de uma guinada brusca da política para uma direita radical" e não descarta "a possibilidade de uma desintegração, até mesmo de um colapso, do sistema existente. Nenhum dos dois lados sabe o que aconteceria nesse caso".&lt;br /&gt;Não é um guia nem tem as respostas para a crise. Mas ajuda a pensar. Para o historiador marxista, quem quiser soluções para o século 21 "deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;COMO MUDAR O MUNDO&lt;br /&gt;AUTOR Eric Hobsbawm - EDITORA Companhia das Letras - TRADUÇÃO Donaldson M. Garschagen - QUANTO R$ 57 (424 págs.) - AVALIAÇÃO ótimo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Colaboração de Guilherme Souto e de Ana Karenina&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;O significado da troca de apresentadoras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;A Globo confirma a saída de Fátima Bernardes do “JN”. No lugar dela deve entrar Patrícia Poeta – atual apresentadora do “Fantástico”.&lt;br /&gt;Fiz hoje pela manhã – no twitter e no facebook – algumas observações sobre a troca; observações que agora procurarei consolidar nesse post.&lt;br /&gt;Vejo que há leitores absolutamente céticos: “ah, essa troca não quer dizer nada”. Até um colunista de TV do UOL, aparentemente mal infomado, disse o mesmo. Discordo.&lt;br /&gt;Primeiro ponto: a Patrícia Poeta é mulher de Amauri Soares. Nem todo mundo sabe, mas Amauri foi diretor da Globo/São Paulo nos anos 90. Em parceria com Evandro Carlos de Andrade (então diretor geral de jornalismo), comandou a tentativa de renovação do jornalismo global.&lt;br /&gt;Acompanhei isso de perto, trabalhei sob comando de Amauri. A Globo precisava se livrar do estigma (merecido) de manipulação – que vinha da ditadura, da tentativa de derrubar Brizola em 82, da cobertura lamentável das Diretas-Já em 84 (comício em São Paulo foi noticiado no “JN” como “festa pelo aniversário da cidade”), da manipulação do debate Collor-Lula em 89.&lt;br /&gt;Amauri fez um trabalho muito bom. Havia liberdade pra trabalhar. Sou testemunha disso. Com a morte de Evandro, um rapaz que viera do jornal “O Globo”, chamado Ali Kamel, ganhou poder na TV. Em pouco tempo, derrubou Amauri da praça São Paulo.&lt;br /&gt;Patrícia Poeta no “JN” significa que Kamel está (um pouco) mais fraco. E que Amauri recupera espaço. Se Amauri voltar a mandar pra valer na Globo, Kamel talvez consiga um bom emprego no escritório da Globo na Sibéria, ou pode escrever sobre racismo, instalado em Veneza ao lado do amigo (dele) Diogo Mainardi.&lt;br /&gt;Conheço detalhes de uma conversa entre Amauri e Kamel, ocorrida em 2002, e que revelo agora em primeira mão. Amauri ligou a Kamel (chefe no Rio), pra reclamar que matérias de denúncias contra o governo, produzidas em São Paulo, não entravam no “JN”. Kamel respondeu: “a Globo está fragilizada economicamente, Amauri; não é hora de comprar briga com ninguém”. Amauri respondeu: “mas eu tenho um cartaz, com uma frase do Evandro aqui na minha sala, que diz – Não temos amigos pra proteger, nem inimigos para perseguir”. Sabem qual foi a resposta de Kamel? “Amaury, o Evandro está morto”.&lt;br /&gt;Era a senha. Algumas semanas depois, Amauri foi derrubado.&lt;br /&gt;Kamel foi o ideólogo da “retomada conservadora” na Globo durante os anos Lula. Amauri foi “exilado” num cargo em Nova Yorque. Patrícia Poeta partiu com ele. Os dois aproveitaram a fase de “baixa” pra fazer “do limão uma limonada”. Sobre isso, o Marco Aurélio escreveu, no “Doladodelá”.&lt;br /&gt;Alguns anos depois, Amauri voltou ao Brasil para coordenar projetos especiais; Patrícia Poeta foi encaixada no “Fantástico”. Só que Amauri e Kamel não se falavam. Tenho informação segura de que, ainda hoje, quando se cruzam nos corredores do Jardim Botânico, os dois se ignoram. Quando são obrigados a sentar na mesma mesa, em almoços da direção, não dirigem a palavra um ao outro. Amauri sabe como Kamel tramou para derrubá-lo.&lt;br /&gt;Pois bem. Já há alguns meses, logo depois da eleição de 2010, recebemos a informação de que Ali Kamel estava perdendo poder. Claro, manteria o cargo e o status de diretor, até porque prestou serviços à família Marinho – que pode ser acusada de muita coisa, mas não de ingratidão.&lt;br /&gt;Otavio Florisbal, diretor geral da Globo, deu uma entrevista ao UOL no primeiro semestre de 2011 dizendo que a Globo não falava direito para a classe C (o Brasil do lulismo). Por isso, trocou apresentadores tidos como “elitistas” (Renato Machado saiu pra dar lugar ao ótimo Chico Pinheiro – aliás, também amigo de Amauri). A Globo do Kamel não serve mais.&lt;br /&gt;Lembremos que, desde o começo do governo Lula, a Globo de Kamel implicava com o “Bolsa-Família”. Kamel é um ideólogo conservador. Por isso, nós o chamávamos de “Ratzinger” na Globo. É contra quotas nas universidades, acha que racismo não existe no Brasil. Botou a Globo na oposição raivosa, promoveu a manipulação de 2006 na reeleição de Lula (por não concordar com isso, eu e mais três ou quatro colegas fomos expurgados da Globo em 2006/2007). E promoveu a inesquecível cobertura da “bolinha de papel” em 2010 – botando o perito Molina no “JN”. Nas reuniões internas do “comitê” global, ao lado de Merval Pereira, tentava convencer os irmãos Marinho dos “perigos” do lulismo.&lt;br /&gt;Lula sabe o que Kamel aprontou. Tanto que no debate do segundo turno, em 2006, nem cumprimentou Kamel quando o viu no estúdio da Globo. Isso me contou uma amiga que estava lá.&lt;br /&gt;Os irmãos Marinho parecem ter percebido que Kamel os enganou. O lulismo, em vez de perigo, mudou o Brasil pra melhor. Mais que isso: a Globo agora precisa de Dilma para enfrentar as teles, que chegam com muito dinheiro e apetite para disputar o mercado de comunicação. Kamel já não serve para os novos tempos. Assim como os “pitbulls” Diogo Mainardi e Mario Sabino não servem para a “Veja”.&lt;br /&gt;Dilma buscou os donos da mídia, passada a eleição, e propôs a “normalização” de relações. O governo seguiu apanhando, na área “ética” – é verdade. O que não atrapalha a imagem de Dilma. Há quem veja na tal “faxina” um jogo combinado entre a presidenta e os donos da mídia. Será? Dilma tiraria as “denúncias” de letra (o custo ficaria para Lula e os aliados). Do outro lado, os “pitbulls” perderiam terreno na mídia. É a tal “normalização”. Considero um erro estratégico de Dilma. Mas quem sou eu pra achar alguma coisa. O fato é que a estratégia hoje é essa!&lt;br /&gt;Patricia Poeta no “JN” parece indicar que a “normalização” passa por Ali Kamel longe do dia-a-dia na Globo (ele ainda tenta manobrar aqui e ali, mas já sem a mesma desenvoltura). Isso pode ser bom para o Brasil.&lt;br /&gt;Não é coincidência que a Globo tenha permitido, há poucos dias, aquela entrevista do Boni admitindo manipulação do debate de 89. A entrevista (feita pelo excelente jornalista Geneton de Moraes Neto) foi ao ar na “Globo News”. Alguém acha que iria ao ar sem conhecimento da família Marinho? Isso não acontece na Globo!&lt;br /&gt;Durante os anos de poder total de Kamel, a Globo tentou “reescrever” o passado – em vez de reconhecer os erros. Kamel chegou a escrever artigo hilário, tentando negar que a Globo tenha manipulado a cobertura das Diretas. Virou piada. Até o repórter que fez a “reportagem” em 84 contou pros colegas na redação (eu estava lá, e ouvi) – “o Ali é louco de tentar negar isso; todo mundo viu no ar”.&lt;br /&gt;Ali Kamel nega o racismo, nega a manipulação, nega a realidade. Freud explica.&lt;br /&gt;Agora, Boni reconhece que a Globo manipulou em 89. Isso faz parte do movimento de “normalização”. O enfraquecimento de Kamel também faz. Tudo isso está nos bastidores da troca de apresentadores do “JN”. Mas claro que há mais. Há a estratégia televisiva, pura e simples. Fátima Bernardes deve comandar um programa matutino na Globo. As manhãs são hoje o principal calcanhar de aquiles da emissora carioca. A Record ganha ou empata todos os dias. Com o “Fala Brasil”, e com o “Hoje em Dia”. Ana Maria Braga não dá mais conta da briga – apesar de ainda trazer muita grana e patrocinadores.&lt;br /&gt;Fátima deve ter um novo programa nas manhãs. Ana Maria será mantida. Até porque na Globo as mudanças são sempre lentas – como no Comitê Central do PC da China. A Globo é um transatlântico que se manobra lentamente.&lt;br /&gt;Se a Fátima emplacar, pode virar uma nova Ana Maria. O programa dela deve contar com outras estrelas globais (Pedro Bial, quem sabe?).&lt;br /&gt;A mudança de apresentadores tem esse duplo sentido: enfraquecimento de Kamel (que continuará a ter seu camarote no transatlântico global, mas talvez já não frequente tanto a cabine de comando); e estratégia pra recuperar audiência nas manhãs.&lt;br /&gt;A conferir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/bastidores-da-troca-no-jn.html#more-10754"&gt;http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/bastidores-da-troca-no-jn.html#more-10754&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Outra contribuição do Guilherme Souto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Pinochet mandou matar Neruda, diz ex-ajudante&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Enviado por luisnassif, sex, 02/12/2011 - 08:16&lt;br /&gt;Por wilson yoshio.blogspot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc0000;"&gt;Pablo Neruda foi assassinado a mando de Pinochet, denuncia antigo ajudante&lt;br /&gt;Nos documentos oficiais do regime do ditador Augusto Pinochet, o poeta chileno Pablo Neruda teria morrido por complicações decorrentes de um câncer de próstata. Não é o que diz Manuel Araya, motorista, ajudante e amigo pessoal de Neruda: para ele, não restam dúvidas de que o poeta foi assassinado. Em declarações a duas emissoras locais de rádio (Cooperativa e Bío Bío de Chile), Araya garante que Neruda foi envenenado com uma injeção fatal na Clínica Santa María, onde estava internado. Segundo a testemunha, o Prêmio Nobel de Literatura (1971) não foi internado lá por estar mal de saúde, e sim como uma medida de segurança. “Pensávamos que na clínica estaria mais seguro. Nunca pensamos que lhe iam dar uma injeção e ele ia morrer”, garante Manuel Araya.&lt;br /&gt;O ajudante de Pablo Neruda conta ter recebido uma ligação do próprio poeta, dizendo que tinham injetado algo em seu estômago e se sentia fraco e com febre. Araya foi então até a clínica, onde um médico pediu que saísse para comprar um determinado remédio. “Eu lhe disse que nós estamos pagando e o medicamento deve ser fornecido por eles”, assegura Araya, que acabou concordando em ir à farmácia comprar o remédio – sendo detido por oficiais da ditadura chilena na rua, horas antes da morte de Pablo Neruda. “Ele estava doente de câncer, mas resistia muito bem. Ele não estava mal, não tinha por que ter morrido”, enfatiza a testemunha, lembrando que Neruda se preparava para viajar ao México – viagem que, insinua Manuel Araya, era indesejável para a ditadura de Pinochet. O Partido Comunista chileno, na figura de seu presidente Guillermo Teillier, já manifestou-se dizendo que é “um dever moral” da sigla exigir uma investigação sobre o assunto. Pablo Neruda também era militante comunista e teve papel político destacado durante o governo de Salvador Allende (1970-1973).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;'É Pentágono/OTAN versus BRICS'&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;A decisão dos BRICS sobre o Oriente Médio é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou, com os outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos qualquer tipo de nova intervenção dos EUA – seja “humanitária” ou a que for – no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS. Brasil, Índia e China estão acompanhando tão de perto quanto a Rússia, os movimentos de França e Turquia que estariam incentivando a eclosão de uma guerra civil na Síria. O artigo é de Pepe Escobar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pepe Escobar - Al-Jazeera&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#663333;"&gt;Poucos prestaram atenção, quando, semana passada, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland anunciou, em linguagem cifrada, que Washington “deixará de atender a alguns dos dispositivos do Tratado das Forças Militares Convencionais na Europa, no que tenha a ver com Rússia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Washington deixará de informar a Rússia sobre deslocamentos de sua armada global. A estratégia de “reposicionamento” planetário do Pentágono virou segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso atualizar algumas informações de fundo. Esse tratado, CFE, foi assinado nos anos 1990 – quando o Pacto de Varsóvia ainda era vigente, e cabia à OTAN defender o ocidente “livre” contra o que então estava sendo pintado como um muito ameaçador Exército Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Parte I, esse Tratado CFE estabelecia significativa redução no número de tanques, artilharia pesadíssima, jatos e helicópteros de guerra, e dizia também, aos dois lados, que todos teriam de nunca parar de falar do Tratado CFE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Parte II do Tratado CFE foi assinada em 1999, no mundo pós-URSS. A Rússia transferiu grande parte de seu arsenal para trás dos Montes Urais, e a OTAN nunca parou de avançar diretamente contra as fronteiras russas –movimento que aberta e descaradamente descumpria a promessa que George Bush-Pai fizera, pessoalmente, a Mikhail Gorbachev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, entra Vladimir Putin, que decide suspender a participação da Rússia no Tratado CFE, até que EUA e OTAN ratifiquem a Parte II do CFE. Washington nada fez, nada de nada; e passou quatro anos pensando sobre o que fazer. Agora, decidiu que nem falar falará (“Washington deixará de atender”, etc. etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se metam na Síria"&lt;br /&gt;Moscou sempre soube, há anos, o que o Pentágono quer: Polônia, República Checa, Hungria, Lituânia. Mas o sonho da OTAN é completamente diferente: já delineado num encontro em Lisboa há um ano, o sonho da OTAN é converter o Mediterrâneo em “um lago da OTAN”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Bruxelas, diplomatas da União Europeia confirmam, off the record, que a OTAN discutirá, numa reunião chave no início de dezembro, o que fazer para fixar uma cabeça-de-praia muito próxima da fronteira sul da Rússia, para dali turbinar a desestabilização da Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Rússia, qualquer intervenção ocidental na Síria é caso resolvido de "não-e-não-e-não" absoluto. A única base naval russa em todo o Mediterrâneo Ocidental está instalada no porto (sírio) de Tartus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, a Rússia instalou seu sistema de mísseis de defesa aérea S-300 – dos melhores do mundo, comparável ao Patriot, dos EUA – em Tartus. E é iminente a atualização para sistema ainda mais sofisticado, o S-400.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante: pelo menos 20% do complexo industrial militar russo enfrentaria crise profunda, no caso de perder seus assíduos clientes sírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, seria suicídio, para a OTAN – para nem falar em Israel – tentar atacar a Síria por mar. A inteligência russa trabalha hoje sobre a hipótese de o ataque vir via Arábia Saudita. E vários outros países também sabem, com riqueza de detalhes, dessa estratégia de “Líbia remix”, da OTAN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o caso, por exemplo, da reunião da semana passada, em Moscou, dos vice-ministros de Relações Exteriores dos países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os BRICS não poderiam ter sido mais claros: esqueçam qualquer tipo de intervenção externa na Síria; disseram, exatamente que “não se deverá considerar qualquer interferência externa nos negócios da Síria, que não esteja perfeitamente conforme o que determina a Carta das Nações Unidas”. Os BRICS também condenam as sanções extras contra o Irã (são “contraproducentes”) e qualquer possibilidade de algum ataque. A única solução – para os dois casos, Síria e Irã – é negociações e diálogo. Esqueçam a conversa de um voto da Liga Árabe levar a nova resolução, do Conselho de Segurança da ONU, de “responsabilidade de proteger” (responsibility to protect - R2P). Esqueçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos aí é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou, com outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos qualquer tipo de nova intervenção dos EUA – seja “humanitária” ou a que for – no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, Índia e China estão acompanhando tão de perto quanto a Rússia, o que a França – sob o comando do neonapolêonico Libertador da Líbia, Nicolas Sarkozy – e a Turquia, os dois países membros da OTAN, estão empenhados e fazer hoje, sem qualquer limite ou contenção, contrabandeando armas e apostando em uma guerra civil na Síria, ao mesmo tempo em que tudo fazem para impedir qualquer tipo de diálogo entre o governo de Assad e a oposição síria, essa, em frangalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerta máximo nos gargalos&lt;br /&gt;Tampouco é segredo dos BRICS que a estratégia de “reposicionamento” do Pentágono implica mal disfarçada tentativa de impor, no longo prazo, uma “negativa de acesso” à marinha chinesa expedicionária [capaz de operar em alto mar], em acelerada expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o “reposicionamento” na África e na Ásia tem a ver, diretamente, com os gargalos. Não surpreende que três dos gargalos mais cruciais do mapa do mundo é questão de alta segurança nacional para a China, em termos do fluxo do suprimento de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estreito de Ormuz é gargalo global crucial (por ali passam 16 milhões de barris de petróleo por dia, 17% de todo o petróleo negociado no planeta, mais de 75% do petróleo exportado para a Ásia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estreito de Malacca é elo crucial entre o Oceano Índico e o Mar do Sul da China e o Oceano Pacífico, a rota mais curta entre o Golfo Persa e a Ásia, com fluxo de cerca de 14 milhões de barris de petróleo/dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Bab el-Mandab, entre o Chifre da África e o Oriente Médio, passagem estratégica entre o Mediterrâneo e o Oceano Índico, com fluxo de cerca de 4 milhões de barris/dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Donilon, conselheiro de segurança nacional do governo Obama tem repetido, insistentemente, que os EUA têm de “reequilibrar” a ênfase estratégica – do Oriente Médio, para a Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se explica boa parte do movimento de Obama, de mandar Marines para Darwin, no norte da Austrália, movimento já analisado em outro artigo para Al Jazeera. Darwin é cidade bem próxima de outro gargalo – Jolo/Sulu, sudoeste das Filipinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro secretário-geral da OTAN, Lord “Pug” Ismay, cunhou o famoso mantra segundo o qual a aliança Atlântica deveria “manter os russos fora, os americanos dentro e os alemães abaixo.” Hoje, o mantra da OTAN parece ser “manter os chineses fora e os russos abaixo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que os movimentos do Pentágono/OTAN – todos inscritos na doutrina da Dominação de Pleno Espectro [Full Spectrum Dominance] – estão realmente fazendo é manter Rússia e China cada vez mais próximas –não apenas dentro dos BRICS mas, sobretudo, dentro da Organização de Cooperação de Xangai expandida , que rapidamente se vai convertendo, não só em bloco econômico mas, também, em bloco militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina da Dominação de Pleno Espectro implica centenas de bases militares e agora também de sistemas de mísseis de defesa (ainda não testados). O que também implica, crucialmente, a ameaça mãe de todas as ameaças: capacidade para lançar o primeiro ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequim, pelo menos por hora, não tomou a expansão do Comando dos EUA na África, Africom, como ataque aos seus interesses comerciais, nem tomou o posicionamento de Marines na Austrália como ato de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Rússia – tanto no caso da expansão dos mísseis de defesa posicionados contra Europa e Turquia, como na atitude de “sem conversas” sobre o Tratado CFE, e posicionada já contra os planos da OTAN para a Síria – está-se tornando bem mais incisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam a conversa de Rússia e China, “competidores estratégicos” dos EUA, serem tímidos na defesa da própria soberania, ou dados a pôr em risco a própria segurança nacional. Alguém aí tem de avisar aqueles generais no Pentágono: Rússia e China não são, não, de modo algum, Iraque e Líbia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução: Vila Vudu&lt;br /&gt;Fonte: Al- Jazeera&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683328052437779154" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-r69OoFZn5Nc/Tt88wIuRAtI/AAAAAAAAA1Q/cvLsno_aevo/s400/c%25C3%25BApula%2Bda%2Bcatedral%2Bde%2BFloren%25C3%25A7a.JPG" /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Para suavizar um pouco, ai está a magnífica cúpula da Catedral de Florença, obra grandiosa de Brunelleschi, com 100 metros de altura e 41 metros de diâmetro (foto RMF).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;2. Vale a pena ler&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;“Escola da desordem”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;RAYMUNDO DE LIMA&lt;br /&gt;Embora o filme seja resultado do contexto sócio-cultural dos Estados Unidos da década de 1980, tem pontos em comum com o sistema educacional do Brasil. No início de 2010, causou constrangimento na Secretaria de Educação do Paraná a denuncia de um pai sobre a alteração da nota do filho pela escola; o fato gerou debates na TV Globo... LEIA NA ÍNTEGRA: &lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2011/11/30/escola-da-desordem/"&gt;http://espacoacademico.wordpress.com/2011/11/30/escola-da-desordem/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia no &lt;a href="http://www.outraspalavras.net/"&gt;WWW.outraspalavras.net&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Esperança e realidade no Occupy Wall Street&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Reportagem analisa dia-a-dia do movimento e revela seus desafios em lidar com autoridades, clima, sindicatos, imprensa—e, principalmente, consigo mesmo. Por Michael Greenberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;A miséria do “novo desenvolvimentismo”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;José Luís Fiori polemiza: em busca de mais uma “terceira via”, corrente busca composições impossíveis e abandona debate sobre poder, classes e nações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Para repensar Ciência e Política&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Vinte anos após seu lançamento, Mindwalk parece mais atual que nunca, ao questionar uma sociedade agora em crise aberta. Por Arlindenor Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Brasil e aids: quem te viu, quem te vê&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;No momento em que surgem novas drogas e tratamentos contra doença, país parece perder capacidade de enfrentá-la com políticas pioneiras. Por Veriano Terto Jr. e Renata Reis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Iêmen: a revolução ignorada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ONU não se importou com assassinatos num país sem reservas petrolíferas e cujo ditador apoiava a “guerra contra o terror”. Por Monica Prieto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;A nova etapa dos movimentos globais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Immanuel Wallerstein analisa: primeira fase teve êxito fantástico; diante da surdez do sistema, outra onda está se desenhando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;A crise vem brava&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A crise do euro começou nos países de menor importância econômica: Irlanda, Portugal e Grécia e agora atinge economias maiores como Espanha e Itália, já apontando a França como a nova bola da vez. Sobraria como país importante só a Alemanha, que ainda pensa que está imune à crise. Fato é que sua sorte depende fundamentalmente da saúde desses países em recessão no seu intercâmbio comercial e nos reflexos que poderão vir do colapso do sistema financeiro de algum desses países. O artigo é de Amir Khair.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19118&amp;amp;boletim_id=1067&amp;amp;componente_id=17063"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19118&amp;amp;boletim_id=1067&amp;amp;componente_id=17063&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Mudança climática: o futuro é agora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A mudança climática no Brasil ou no mundo ainda é tratada como uma questão de ambientalistas contra setores da economia em expansão, ou contra os tradicionais emissores de gases estufa, como as petrolíferas, montadoras, siderúrgicas. No país mais poderoso do mundo, ainda hoje elas controlam o debate. Levando em consideração apenas eventos extremos recentes, a partir de 2009, o inventário de tragédias no mundo é muito grande, impressionante, e não reflete a preocupação das lideranças em definir medidas para enfrentar a situação. O artigo é de Najar Tubino.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19135&amp;amp;boletim_id=1068&amp;amp;componente_id=17091"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19135&amp;amp;boletim_id=1068&amp;amp;componente_id=17091&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;3. Informações&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;SEMINÁRIOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII Seminário Nacional do Centro de Memória "Memória, Cidade e Educaçâo das Sensibilidades&lt;/strong&gt;" Será realizado nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro de 2012, na UNICAMP.&lt;br /&gt;todas as informações podem ser acessadas no site &lt;a href="http://www.cmu.unicamp.br/viiseminário"&gt;www.cmu.unicamp.br/viiseminário&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já se encontra no ar o site do IV Encontro Internacional de História Colonial&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ufpa.br/cma/eihc_belem/"&gt;http://www.ufpa.br/cma/eihc_belem/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;A partir do dia 5 de dezembro (até o dia 20/12), um formulário on-line estará disponível para envio de propostas de Simpósios Temáticos, Mesas Redondas e Mini-cursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;EDITAL CONCURSO UNILA – &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 VAGAS PARA HISTÓRIA&lt;/strong&gt; - A Universidade Federal da Integração Latino-americana - UNILA, informa que estão abertas as inscrições para o Concurso Público de Provas e Títulos destinado a selecionar candidatos para o cargo de Professor.&lt;br /&gt;São várias disciplinas e para a História são para as seguintes áreas e números de vagas:&lt;br /&gt;História Pré-Colonial e Grupos Étnicos na História da América - Doutorado em História – 02 vagas&lt;br /&gt;História da América e da Europa - Doutorado em História - 02 vagas&lt;br /&gt;História da África e da Ásia Contemporâneas - Doutorado em História – 01 vaga&lt;br /&gt;A inscrição será efetuada exclusivamente no endereço eletrônico: &lt;a href="http://www.unila.edu.br/"&gt;http://www.unila.edu.br&lt;/a&gt; , do dia 17 de novembro às 23h59min do dia 16 de dezembro de 2011.&lt;br /&gt;Maiores informações em &lt;a href="http://www.unila.edu.br/sites/default/files/edital_de_abertura_portugues.pdf"&gt;http://www.unila.edu.br/sites/default/files/edital_de_abertura_portugues.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;CHAMADA DE ARTIGOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PERSEU: HISTÓRIA, MEMÓRIA E POLÍTICA&lt;/strong&gt; abriu edital de chamada de artigos para seu oitavo número, que terá como dossiê “Verdade e Memória na História da Esquerda” e para o qual pedimos a atenção dos colegas bem como a sua divulgação.&lt;br /&gt;Para a visualização do edital, acesse:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fpabramo.org.br/blog/revista-perseu-abre-chamada-de-artigos-para-sua-oitava-edicao"&gt;http://www.fpabramo.org.br/blog/revista-perseu-abre-chamada-de-artigos-para-sua-oitava-edicao&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;PUBLICAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O NOVO NÚMERO DA “FÊNIX&lt;/strong&gt; – REVISTA DE HISTÓRIA E ESTUDOS CULTURAIS” ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE &lt;a href="http://www.revistafenix.pro.br/"&gt;www.revistafenix.pro.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Participe e Divulgue a Consulta Eletrônica da Campanha pelos 10% do PIB Já!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A Campanha pelos 10% do PIB está colhendo votos em todo o país, através do Plebiscito Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha também está fazendo uma consulta eletrônica com o objetivo de ampliar a participação popular e de divulgar a coleta oficial de votos e dessa forma, avançar na luta pelo investimento de 10% do PIB para a Educação Pública Já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para participar da Consulta basta clicar neste link http://www.dezporcentoja.com.br/ e votar. Repasse para seus colegas, familiares, amigos, etc. Mas não se esqueça: a coleta de votos não terminou! Diga para esses mesmos colegas, amigos e familiares que a votação nas urnas também é fundamental para fortalecer a campanha!&lt;br /&gt;SINDFAFEID - Sindicato dos Docentes.&lt;br /&gt;Filiado ao ANDES/SN.&lt;br /&gt;Rua da Gloria nº 187. Bairro Centro. Diamantina - MG&lt;br /&gt;CEP 39100-000&lt;br /&gt;Fone:(38) 3532-6000 - RAMAL (6103)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Entrevista à TV Assembléia - MG, sobre transporte e patrimônio ferroviário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que contou com a participação da ONGTrem:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=640908"&gt;http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=640908&lt;/a&gt; 1º Bloco &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=640924"&gt;http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=640924&lt;/a&gt; 2º Bloco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3291014890802020053-8976542464656447096?l=boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/feeds/8976542464656447096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-304.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/8976542464656447096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3291014890802020053/posts/default/8976542464656447096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boletimdehistoria-ricardo.blogspot.com/2011/12/numero-304.html' title='Numero 304'/><author><name>Ricardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ONKvInoKY9s/Tt887rs5S_I/AAAAAAAAA1o/cIq_lIdJWJo/s72-c/bannerboletim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3291014890802020053.post-5464879968088527729</id><published>2011-11-30T02:30:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T03:13:20.288-08:00</updated><title type='text'>Numero 303</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aU1WIEpVlnA/TtYGT1izARI/AAAAAAAAA0s/hqa0crEKPXA/s1600/bannerboletim.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 64px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680734917834768658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-aU1WIEpVlnA/TtYGT1izARI/AAAAAAAAA0s/hqa0crEKPXA/s400/bannerboletim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Por uma grande coincidência, temos três artigos iniciais abordando o mesmo tema: meio ambiente. Os dois primeiros se relacionam com o vídeo que a Globo colocou no ar, atacando a construção da Usina de Belo Monte.&lt;br /&gt;Eu confesso que ainda não estou completamente “por dentro” deste assunto. Tenho lido muita coisa, mas ainda não firmei posição. Acredito que muitas pessoas também ainda não o fizeram. Oxalá estes dois artigos, de nossos colaboradores José de Souza Castro e Antônio de Paiva Moura possam ajudar a esclarecer.&lt;br /&gt;O terceiro artigo, contribuição da nossa amiga e colega Bete Gontijo, diz respeito a um possível novo desastre ecológico com a abertura de uma mina de diamantes em Delfinópolis (MG)... onde nasce o Rio São Francisco... é esperar para ver se os interesses das mineradoras e de alguns prefeitos destruirão aquela região...&lt;br /&gt;O quarto artigo, de nossa colaboradora Ana Cláudia, diz respeito às mazelas do nosso Judiciário.&lt;br /&gt;Na segunda parte, links para temas internacionais. Notícias do Café História e da ANPUH fecham este número. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 20px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680734837495458722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-z1HVb8zhzhg/TtYGPKQaa6I/AAAAAAAAA0g/VK4LWTIuqy4/s400/separador4.GIF" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;1. ARTIGOS COMPLETOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Os dois lados de Belo Monte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Texto de José de Souza Castro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Há alguns dias, 19 artistas da Rede Globo de Televisão desferiram um ataque maciço contra a construção da Usina de Belo Monte. O canhoneio veio na forma de um simpático vídeo que se inspirou num outro feito nos Estados Unidos por Spielberg&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0vtHwWReGU0&amp;amp;feature=grec_index"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=0vtHwWReGU0&amp;amp;feature=grec_index&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;durante a campanha eleitoral que elegeu o atual presidente, para motivar os eleitores a votarem.&lt;br /&gt;O vídeo dirigido por Marcos Prado pode ser visto AQUI.(&lt;/span&gt; &lt;a href="http://movimentogotadagua.com.br/"&gt;http://movimentogotadagua.com.br/&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No dia 25 último, o blog Verde informou que o Movimento Gota D’Água conseguiu, por meio desse vídeo, reunir mais de um milhão de assinaturas em sua página na internet, num abaixo-assinado a ser entregue à presidente Dilma Rousseff pedindo a interrupção imediata das obras da hidrelétrica de Belo Monte.&lt;br /&gt;Um dos que assinaram, impressionado com os argumentos de Ary Fontoura, Juliana Paes, Cissa Guimarães, Maitê Proença, Marcos Palmeiras e outros 14 atores globais, me enviou no último dia 25 o vídeo. Perguntei se ele se preocupara em ouvir o outro lado. Não. Três dias depois, se redimiu, enviando este outro vídeo,&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?NR=1&amp;amp;v=jsfAI2V5m34"&gt;http://www.youtube.com/watch?NR=1&amp;amp;v=jsfAI2V5m34&lt;/a&gt;) &lt;span style="color:#990000;"&gt;que responde com números ao vídeo anterior. Usa-os, em vez de artistas. O vídeo é uma voz de homem, duas mãos, papéis, caneta... e números.&lt;br /&gt;Antes de tomar posição a respeito, é preciso pelo menos ver os dois vídeos. Ou então ir ao site da Agência Nacional de Energia Elétrica e procurar lá, no mapa do site, o edital de geração, publicado em 2009, da usina de Belo Monte. Parece que foi isso que fez o jornalista Davis Sena Filho, do blog Palavra Livre, do site do Jornal do Brasil, antes de escrever ESTE artigo.&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://jblog.jb.com.br/palavralivre/2011/11/22/1117/"&gt;http://jblog.jb.com.br/palavralivre/2011/11/22/1117/&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um artigo que, se convidado, eu assinaria embaixo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Ecologismo fashion&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antonio de Paiva Moura&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Virou moda elegante o discurso ecológico, isto é, o espectro do ecologismo ronda nossas cabeças. Todas as tendências políticas tanto da direita quanto da esquerda, todos se manifestam piedosos defensores do meio ambiente. Como diz Bagno (2010): Todos se escandalizam com as sacolinhas de plástico e aquecimento global causado pelo efeito estufa. Em certas situações, é mais grave matar uma plant&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M_wASW225aE/TtYF_e-0_fI/AAAAAAAAAz8/1wkbRCBB8DQ/s1600/Eita_.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 183px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680734568180940274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-M_wASW225aE/TtYF_e-0_fI/AAAAAAAAAz8/1wkbRCBB8DQ/s200/Eita_.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;a selvagem do que matar um homem. Ainda segundo Bagno, os discursos ecologistas atuais são todos de origem neoliberal. Em nenhum momento se questiona o modelo capitalista de consumismo doentio que cria necessidades de objetos de consumo, aumentando o sacrifício da natureza. O ideal de desenvolvimento sustentável é uma enganação que tenta amenizar os efeitos do crescimento econômico. Os ecologistas da moda se preocupam com a caça às baleias ou com as serpentes que morrem com o desmatamento, mas não se importam com os adolescentes das comunidades pobres do Brasil. Os adolescentes das favelas e vilas que têm uma expectativa de vida de 17 anos, vítimas de um genocídio praticado pelos traficantes, por seus aliados e policiais corruptos. O terrorismo verde praticado por entidades como Greenpeace visa distrair o povo desviá-lo do compromisso social.&lt;br /&gt;Um conceito de desenvolvimento que não resulta da demagogia do ecologismo nega a necessidade do crescimento econômico. Desenvolvimento não é igual a “produtivismo-consumismo”, mas é desdobrar as potencialidades existentes nas pessoas e na sociedade para que todos tenham vida e possam viver bem. No dizer de Lesbaupin (2010) não basta fazer coleta seletiva de lixo; evitar o desperdício de água; substituir os carros a gasolina por carros elétricos. Na verdade, o que é preciso mudar, para interromper a destruição do planeta é o tipo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Durante o século XX a economia foi centrada na produção crescente e no consumo de bens. Sem o crescimento econômico o capitalismo entra em processo de ruínas. O PIB (produto interno bruto) de um ano tem que ser necessariamente maior que o ano anterior. Para aumentar a produção é necessário aumentar os meios de transportes. Na primeira metade do século XX as locomotivas de trens de ferro, de navios e as usinas de energia elétrica eram movidas a vapor. O governador de Minas Geais, Milton Campos, em 1947 dizia que a lenha era um combustível pobre em valor calorífico; de alto custo e que estava acabando com as reservas florestais do estado. Só o transporte consumia, por ano, 24 milhões de metros cúbicos de madeira. Para outros fins iam mais três milhões de toneladas por ano.&lt;br /&gt;A humanidade precisa de um modelo econômico que produza aquilo que é vital e não aquilo que as empresas querem que seja consumido. Basta dizer que no Brasil já existem mais aparelhos celulares ligados que o número de habitantes. Os empresários e os consumidores não imaginam o grau imenso de sacrifício para natureza que é a demolição por implosão de um edifício de 14 andares. Os casarões antigos que utilizaram material de primeira, hoje viram pó em questão de segundo. Mas a moda diz que antiecológico é só a usina de Belmonte.&lt;br /&gt;Como determina o modismo, a causa ecológica ofusca a causa antropológica. Isto é, fecha os olhos e os ouvidos para o fato de que a humanidade está em perigo. Essa cegueira e essa mouquidão são geradas pelo próprio capitalismo na ânsia de permanecer vivo. O pensamento de Lucien Sève (2011) nos conclama a abrir os olhos para o perigo da mercantilização dos seres humanos; a banalização e destruição de valores construídos ao longo das civilizações. Diz textualmente: Os horrores sociais e genocídios não contribuem para embelezar os últimos duzentos anos, nos quais a história registra purificação étnica, escravidão, pilhagem armada de países pobres, engenhosidade mortal do terrorismo, oficialização da tortura, concorrência desenfreada de empresas, crises financeiras, policiamento e controle das classes subalternas e o aniquilamento dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;A redução da consciência de classe ao ponto de mulheres e homens não saberem o lugar que ocupam na sociedade é um retrocesso mental catastrófico. É assim que Sève questiona: Por que o problema antropológico, refletido no social e no cultural, é tão grave, mas é menos conhecido que o ecológico? Exatamente porque coloca a questão antropológica na forma de incriminar diretamente o abuso estrutural do ser humano pelo capitalismo. O pensamento ecológico ataca a forma abusiva de consumo, mas poupa o abuso da forma de produção que visa menor custo e maior lucro. O tal desenvolvimento sustentável apenas finge preservar a natureza, mas despoja o homem do principio ao fim do processo de produção e consumo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências&lt;br /&gt;BAGNO, Marcos. Discurso ideológico? Cuidado! &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 163, out. 2010.&lt;br /&gt;CAMPOS, Milton Soares. &lt;em&gt;Mensagem [...] apresentada pelo governador à Assembléia Legislativa&lt;/em&gt;. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1947.&lt;br /&gt;LESBAUPIM, Ivo. Por uma nova concepção de desenvolvimento. &lt;em&gt;Le Monde Diplomatique Brasil&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 40, nov. 2010.&lt;br /&gt;SÈVE, Lucien. Causa ecológica e causa antropológica. &lt;em&gt;Le Monde Diplomatique Brasil&lt;/em&gt;. São Paulo, n. 52, nov. 2011.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Bete Gontijo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Publicado no Jornal OTEMPO&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=189025"&gt;http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=189025&lt;/a&gt; em 27/11/2011 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#663333;"&gt;DELFINÓPOLIS. A área do Parque Nacional da Serra da Canastra, berço da nascente do rio São Francisco, em Minas Gerais, que pode se tornar a maior mina de diamante do mundo, não tem ainda, divulgados à comunidade, estudos de impacto ambiental.&lt;br /&gt;O parque deverá ter sua área reduzida de 200 mil para 120 mil hectares, conforme projeto de lei que tramita &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f6lWQLt5JXA/TtYGExSmuBI/AAAAAAAAA0I/OG90uDC0l4Q/s1600/emoticon%2Bbravo.gif"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#663333;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 175px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680734658995075090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-f6lWQLt5JXA/TtYGExSmuBI/AAAAAAAAA0I/OG90uDC0l4Q/s200/emoticon%2Bbravo.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#663333;"&gt;no Congresso e pode ser votado no ano que vem. O restante da área será usado em atividades econômicas e até mineração.&lt;br /&gt;Apesar das propostas, não há qualquer garantia de benefício para o município de Delfinópolis, a pequena cidade turística cuja principal atração são as dezenas de cachoeiras e cursos d´água que brotam em suas terras. A cerca de dois quilômetros da futura área de exploração, há a nascente do Ribeirão do Claro, que abastece a cidade e dá origem a várias cachoeira e quedas d´águas.&lt;br /&gt;A riqueza dos minérios está no solo e pertence à União. Para extraí-la, é inevitável algum tipo de estrago. No caso da Canastra 8, em Delfinópolis, não foi feito ainda o estudo sobre o tamanho da cava a ser aberta, mas pesquisas indicam que a área onde está presente o kimberlito, rocha que contém os diamantes, é equivalente a 28 campos de futebol. Na área da Canastra 1, onde já foram feitos estudos, sabe-se que o formato da cava é o de cenoura. Ou seja, a retirada do diamante não abre uma cicatriz gigantesca na terra.&lt;br /&gt;*Lucro certo*.&lt;br /&gt;A extração de diamante para exportação é um grande negócio para a mineradora. Ao contrário do petróleo, ela não gera royalties expressivos. A taxa cobrada pela exploração é a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), de apenas 0,2% sobre o faturamento líquido com a venda da pedra preciosa. São pagos ainda outros 12,7% de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), percentual inferior ao Imposto de Renda cobrado dos assalariados de renda mais alta, cuja alíquota de contribuição do IR é de 27,5%.&lt;br /&gt;Antes de calcular o valor da Cfem, as empresas podem deduzir custos como despesas de transporte. Não é raro que muitas abatam uso de pás-carregadeiras e caminhões fora de estrada, além do transporte entre suas unidades de pré-processamento.&lt;br /&gt;*Pelo mundo*.&lt;br /&gt;Cerca de 80% do mercado mundial de diamantes pertence à empresa De Beers, o que torna a exportação a opção mais lógica. Além disso, se fosse vendido no mercado interno, os impostos seriam mais altos. À Cfem e à alíquota de 12,7% de IR e CSLL, seria acrescido o ICMS - 18% quando a venda é feita no próprio Estado e 12% quando a venda é interestadual.&lt;br /&gt;Para se ter uma base de comparação, o ouro, que vale menos do que o diamante, paga 1% de compensação financeira (Cfem). Na Austrália, o diamante é taxado em 7,5% na mina. Na China, em 4% do valor de venda. Na Indonésia, em 6,5%. Não se tem notícia de que custos operacionais na exploração da mina possam ser deduzidos no processo.&lt;br /&gt;Um estudo feito pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados em 2007 expôs a situação não apenas do diamante, mas de todo o setor de mineração, que paga no máximo uma taxa de compensação financeira de 3%, caso do minério de alumínio e do potássio, por exemplo.&lt;br /&gt;"O Brasil arrecada valores irrisórios de compensação financeira pela exploração de recursos minerais. Atualmente, o valor arrecadado no setor mineral é inferior à trigésima parte do que decorre da exploração do petróleo", diz o estudo.&lt;br /&gt;*Compensação pode ser maior*&lt;br /&gt;Delfinópolis. Há uma discussão em curso no país para aumentar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) do diamante de 0,2% para 0,5%. Para o ouro, a taxa poderia subir até 3% e, no caso de outros minérios, chegaria a até 5%.&lt;br /&gt;"A exportação de minérios é tratada como a de qualquer produto. O valor que a mineradora paga é muito pouco. O Brasil precisa ser inteligente e fazer uma regulamentação", diz Hecliton Santini, presidente do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos.&lt;br /&gt;*Justificativa*&lt;br /&gt;Troca. O relator do projeto, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), diz que as duas áreas retiradas do parque serão compensadas por outras duas de valor ambiental até maior, que incluiriam a cachoeira Casca d’Anta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#663333;"&gt;Riquezas. Na serra da Canastra, basta olhar as pedras e rochas do solo para ver que têm valor&lt;br /&gt;POPULAÇÃO&lt;br /&gt;Moradores temem impacto socioambiental e a migração&lt;br /&gt;Delfinópolis. Os moradores estão preocupados com a possibilidade de a extração de diamante causar impacto na região. "O Instituto Chico Mendes já nos apresentou com a exclusão das áreas. Como antes eles tinham dito que o Vão dos Cândidos, para ser liberado, teria de ser estudado por causa do deslocamento de animais, subentendemos que já havia estudos de impacto ambiental", diz Rinaldo Sebastião de Almeida, presidente da Associação Representativa dos Canastreiros, que defende a regularização das áreas de produtores rurais e proprietários de terras.&lt;br /&gt;O Vão dos Cândidos, pelo projeto, será transformado em monumento natural, que permite propriedade privada. Almeida diz que não viu estudo de impacto da exploração de diamante.&lt;br /&gt;Oscar Ferreira Neto, da ONG Canastrazul, afirma que o mais preocupante é a forma como a mineração pode afetar as águas, uma vez que, a cerca de 2 quilômetros da Canastra 8, onde podem estar os diamantes, nasce o ribeirão do Claro, que abastece a cidade.&lt;br /&gt;Para o professor José Leite Sobrinho, 83, a mineração poderá causar transformação social, pois vai atrair uma população flutuante. "Nossa tranquilidade será totalmente perturbada por causa do valor deste diamante", diz.&lt;br /&gt;*Entenda*.&lt;br /&gt;A redução da área do parque para 120 mil hectares seria votada até a última quarta-feira na Câmara dos Deputados. O relator da medida provisória 542 havia incluído a emenda, mas acabou retirando. O assunto voltará a ser discutido no Senado, em projeto de lei em andamento.&lt;br /&gt;DELFINÓPOLIS. No município de Delfinópolis, a quantidade de cachoeiras surpreende e dali é possível avistar a imponência da serra da Canastra, reduto de patos-mergulhões, lobos-guará e de uma diversidade de flores, plantas e cursos d´água.&lt;br /&gt;A serra abriga a nascente do rio São Francisco e dezenas de outras, mas a água não brota do chão. É a umidade trazida pelos ventos da Amazônia, no encontro com as rochas, que produz o fenômeno do berçário de águas. Elas escorrem pelas rochas.&lt;br /&gt;Poderia ser um paraíso, mas não tem sido assim. A beleza natural e a riqueza não encontraram um ponto de equilíbrio que dê, a seus cerca de 7.000 moradores, a tranquilidade que o cenário aparenta.&lt;br /&gt;Desde a década de 70, quando o parque foi criado, moradores lutam para permanecer no local e ter direitos de propriedade garantidos. Para sair e entrar em Delfinópolis, o principal acesso é por balsa, cuja espera é de quatro horas nos fins de semana. Uma barragem no rio Grande deu origem à represa Mascarenhas de Morais, que praticamente isolou a cidade.&lt;br /&gt;*Ninguém nunca viu*.&lt;br /&gt;Na serra da Canastra, basta pisar no chão e olhar para as pedras e rochas para saber que elas valem dinheiro. Os moradores sabem há muito tempo que ali tem diamante. Mas quem vive em Delfinópolis diz que as caixas só saíam do local fechadas. Um diamante, ninguém nunca viu. Na região funcionam ainda mineradoras de quartzo e quartzito.&lt;br /&gt;ARRECADAÇÃO&lt;br /&gt;Prefeito quer o aumento da receita&lt;br /&gt;Delfinópolis. O prefeito de Delfinópolis, José Martins, afirma que o município ficará com 65% de uma alíquota de 3% da receita bruta com a exploração de diamante. A avaliação dele é que, se existe minério, o melhor é explorar.&lt;br /&gt;"A partir do momento em que existe minério, que existe petróleo, que existe receita para o município, é melhor para a população. Hoje ficamos submissos ao Estado e ao governo federal, ficamos de pires na mão pedindo migalhas para o município, que tem obrigação de cuidar da saúde, da educação, de estrada, assistência social e até de segurança pública", diz.&lt;br /&gt;Martins afirma que não viu estudo do impacto ambiental a ser causado pela exploração. Informalmente, acrescenta, os envolvidos na aprovação do projeto de redução do parque, com exclusão de duas áreas, dizem que não será necessário abrir uma grande cava, apenas um pequeno buraco na superfície.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: O Tempo -&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=189025,OTE&amp;amp;IdCanal=5"&gt;http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=189025,OTE&amp;amp;IdCanal=5&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Colaboração de Ana Cláudia (mas veio sem o autor...se alguém souber, me avise, por favor, para que eu dê os devidos créditos!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Nepotismo e privilégios ameaçam Judiciário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;O Judiciário brasileiro vive um péssimo momento, e não é de hoje. A novidade é que agora os seus malfeitos, práticas pouco republicanas, corporativismo e defesa de privilégios estão sendo revelados à sociedade, da mesma forma como ocorre com os demais poderes e instituições. Os meritíssimos precisam entender que não estão acima do bem e do mal.&lt;br /&gt;A cada dia surgem fatos novos que envolvem magistrados em situações que antes pareciam restritas a membros do Executivo e do Legislativo. Ficamos sabendo, por exemplo, em reportagem publicada por Vera Magalhães, na "Folha" desta terça-feira, que o ministro Ari Pargandler está em campanha aberta para emplacar sua cunhada Suzana Camargo na vaga aberta no Superior Tribunal de Justiça, que ele preside.&lt;br /&gt;Pargandler é aquele patriota que ganhou notoriedade ao ofender e demitir um estagiário após discussão na fila do caixa automático do tribunal. Por i&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BkCEj9sqgqE/TtYHferdjEI/AAAAAAAAA04/9N0VTg3L9no/s1600/conteudo%2Badulto.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; FLOAT: left; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680736217367153730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-BkCEj9sqgqE/TtYHferdjEI/AAAAAAAAA04/9N0VTg3L9no/s200/conteudo%2Badulto.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;sso, responde a processo criminal no Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;Suzana Camargo é desembargadora do Tribunal Regional Federal, da 3ª Região, em São Paulo. Ficou famosa em 2009 ao informar ao então presidente do STF, Gilmar Mendes, que o gabinete dele havia sido grampeado, quase provocando uma crise institucional. Até hoje não apareceu o produto do grampo, quer dizer, a tal fita. Na lista tríplice enviada pelo STJ à presidente Dilma Rousseff, a desembargadora aparece em terceiro lugar.&lt;br /&gt;O lobby de Pargendler, casado com uma irmã de Suzana, é tão descarado que já está constrangendo outros ministros, como dois deles revelaram a Vera Magalhães. Nos últimos dias, o presidente do tribunal tem feito uma romaria por gabinetes de senadores e deputados em busca de apoio para a sua protegida.&lt;br /&gt;Aos poucos vamos conhecendo outras mazelas do Judiciário em espaços antes reservados a ministros e parlamentares. Na mesma edição do jornal, o competente colega Frederico Vasconcelos informa que "Peluso protege identidade de juízes sob investigação". Atendendo a pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros, o presidente do STF, Cézar Peluso, mandou tirar do site do Conselho Nacional de Justiça as iniciais dos juízes que r
